Os Bon Jovi tiveram a oportunidade de no dia 24 de Junho de 2007 inaugurar a arena O2 em Londres. Este foi um concerto diferente em que assisti de uma perspectiva nova, pois estávamos mesmo no topo do recinto, num local onde até tinhamos vertigens ao olhar para baixo, inclusivamente acima mesmo dos holofotes que iluminavam o palco. Definitivamente, e depois de tantos concertos nas primeiras filas, é no mínimo estranho lidar com esta posição. Mas a experiência revelou-se enriquecedoura quando depois de uma banda de abertura que não aqueceu nem arrefeceu, subiram ao palco aqueles por quem 20 000 pessoas tinham comprado bilhete num intervalo de apenas 1 minuto.
E a distância não impediu o frio na barriga, a imediata energia que se gerou, o levantar das cadeiras, a partilha entre todos os presentes de um sentimento que transcende o gosto pela música, e que apenas pode ser descrito como a vivência comum de letras que dizem mais do que as palavras, são experiências de vida que de uma ou outra forma todos tinhamos vivido. O Livin on a Prayer é daquelas músicas que já foi tocada em todas as partes do concerto, início, meio do main set, a encerrar o main set, a finalizar um encore, ou no fim do concerto. Pessoalmente gosto no início já que a introdução da música assenta a 100% ao começo da festa, com os amplificadores a darem um som crescente à ocasião. O jon foi filmado desde o camarim até entrar em palco, o que fez lembrar tornés passadas.
E o que dizer ao fim de dois clássicos? Foi impossível olhar para os ecrãs gigantes, apesar de apenas através deles conseguir ver as expressões dos músicos. Aqueles personagens, e em especial o Jon e o Richie, enchem todo o palco, parece que irradiam uma luz que apenas os heróis se podem gabar. São carismas, presenças, vivacidade, não há palavras para descrever a energia que aqueles dois ícones do Rock libertam. Aos êxitos de sempre como Born to
be my baby - em que imensos fans rodearam o Jon - , it's my life ou o velhinho runaway, juntaram-se os novos temas. E se o lost highway ou whole lot of leaving ainda não pegaram em definitivo por serem recentes, o make a memory revelou-se um momento mágico em que a solenidade da letra era de chegar às lágrimas; o We Gotta Goin On conquistou todos desde que o Jon se virou para o Richie e disse: "let that talk box talk".... Muito dificilmente sairá do set list em minha opinião.
O I Love this town dá a oportunidade para agradecer à cidade pelos momentos grandiosos do passado e revela a banda na sua atitude mais descontraída. É caso para dizer os Bon Jovi estão à solta e à vontade num tema em que não falta um solo brilhante ou uma
participação activa do público, é uma mistura de love for sale, sleep when i'm dead e who says you can't go home em pouco mais de 5 minutos. Estupenda!
Ao êxito country do ano passado juntou-se o Sleep, Medicine e Shout e "os níveis de adrenalina subiram a níveis perigosos para os mais fracos de coração". Todos os músicos tiveram direito a uma apresentação especial, e um dos momentos da noite deu-se quando uma fã em palco recusou um cumprimento do Jon, preferindo em seu lugar uma saudação do teclista de serviço. A reacção do vocalista esteve á altura pois, depois de se sentar, disse para a fã avançar e cumprimentar o seu ídolo. A todo o profissionalismo juntaram-se assim momentos de espontaneadade, que apenas grandes nomes têm o carisma de proporcionar.
O Any other day foi recebido com entusiasmo e deu mais uma oportunidade ao Sr Sambora para brilhar num solo final que arrebatou todos. O Sat Night e o Last Night continuaram o clima de celebração e entusiamo, enquanto que a extraordinária performance do Hallelujah foi um dos momentos da noite. Mais uma vez os Bon Jovi provaram que não são "apenas" excelentes compositores, mas tambem talentosos músicos que conseguem pegar numa música de outro artista e vestir-lhe uma roupagem BonJoviana. Já são muitas e famosas as covers que a banda tem, e mais uma vez conseguem alcançar um nível de emoção na interpretação que chega a arrepiar. Ao vivo ainda mais do que no programa Stripped, nota-se que o Jon trabalhou muito bem o tema de forma a encaixar a sua voz de uma forma que soa muito natural. Definitivamente daqueles momentos em que conseguem que toda a gente numa grande arena se sinta num pequeno bar, dada a intimidade da actuação.
E quando todos pensavamos que o concerto tinha chegado ao fim depois de uma interpretação estupenda do clássico Wanted Dead or Alive - mais uma vez o Richie a sobressair, e com um gesto sempre bonito do Jon quando disse: "Welcome back my brother" -, voltaram à carga para 10 minutos de um Keep the Faith que transborda ritmo, alegria e adrenalina. É impossivel ficar quieto com músicas destas, e quando a interpretação tem o nivél que sabemos as duas horas de concerto só podem saber a pouco.
Em relação ao sitio onde presenceei o concerto, deu para confirmar aquela velha máxima que um dia alguem disse: o Jon consegue que toda a gente num estádio - neste caso Arena - fique com a sensação que ele olha e canta apenas para nós. E isso é fabuloso, já que eu tinha partes do concerto em que queria mostrar o cachecol de Portugal, o que era ridículo, dado que a distância tornava impossível de ser visto, mas o Jon consegue fazer sentir isso mesmo: uma intimidade e proximidade na relação artista público, dificilmente igualavel. É só uma confirmação já que quem teve nas
primeiras filas sabe bem que ele gere muito bem o contacto com a audiência quer através de eye contact, sorrisos, expressões, etc. Definitivamente um Performer de se tirar o chapéu.
Ficou a promessa de um regresso no próximo ano, num local com a capacidade apropriada para a banda. A pergunta que fica no ar é mesmo se depois de acabado, o Wembley estará preparado para receber tanta adrenalina e energia juntas?
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07 dezembro 2009
04 dezembro 2009
2007 Prudential Center, NJ, USA
Em Novembro de 2007 embarquei com alguns amigos numa viagem de 10 dias ao outro lado do Atlântico, nos quais não faltaram alguns incidentes e muitas peropécias.
Entre os passeios obrigatórios a NYC, começamos por assistir dia 3 de Novembro à 6ª noite dos Bon Jovi no Prudential center de Newark. E o que obtivemos? Bom, aqueles meninos estavam em grande. Logo desde a original entrada em palco, já que dá oportunidade a cada um dos 4+1 elementos de entrarem 1 a 1 e serem respeitosamente aplaudidos pela multidão que os aguarda.
O Lost Highway não é o melhor começo mas definitivamente marca o ritmo que o álbum homónimo nos oferece. Mas depois são hinos atrás de hinos e, apesar de já ouvido 1001 vezes aquele refrão do You Give Love a Bad Name, à que dizer que tem um power inigualável. O Raise your hands continuou a dar cartas e porque o frio apertava soube tão bem ouvir o Summertime. Acera desta última, confesso que pessoalmente é das minhas favoritas e o inicio ao vivo à la We will Rock you dos Queen dá ainda mais força a uma letra divertida e um ritmo estonteante.
Nesta primeira noite tivemos a sorte de poder ouvir o Blood on Blood que é sempre uma favoria ao vivo dada a emoção que transporta. Outros momentos altos foram o We Gotta goin on - indubitavelmente a melhor musica ao vivo do trabalho que estava a ser promovido -, uma interpretação muito blues do These Days pelo Sr Sambora que irradiava simpatia e carisma; Last man standing, Lay your hands on me - a música que faltou nas tornes anteriores, é daquelas que sabe tão bem ouvir de novo. Desde a intro até ao último refrão são 5 minutos de grandes guitarradas e muitos coros. Finalmente o Keep the Faith com o Sympathy for the Devil no meio arrebatou todos os que ainda não se tinham rendido. Impressionante como esta música 15 anos depois continua a soar melhor do que nunca ao vivo.
De lamentar apenas a atitude relaxada e mesmo, na minha opinião, demasiado passiva da maior parte do público - sim porque à quem veja só 1 hora e 45 minutos de concerto e passe o tempo com 2 cahorros numa mão e duas cervejas na outra, com saídas a meio do concerto para ir aos lavabos ou abastecer-se de mais comida.
Bem, 2º concerto, desta vez no topo do estadio - até vertigens tinhamos - foi com agrado que recebemos o Story of my life, uma das minhas favoritas do Have a Nice Day, e quem esteve nessa torné sabe o ritmo que dá ao concerto; I Love this Town, não deixando de ser um Who says you can't go home pt2, é muito divertida e permite alguma interação com o publico; Radio saved my life tonight que trás sempre a magia do que a música representa nas nossas vidas; e Complicated que não deixa ninguém sentado.
Reforço que nenhuma destas músicas tinha sido tocada na noite anterior e eram já de sí razão para dizer que este concerto superava o anterior, mas os verdadeiros momentos da noite ainda não tinham chegado. Isso aconteceu quandoo Jon diz que o King of Swing vai tocar uma música do seu primeiro album a solo e ninguém queria acreditar! Desde 2001 que não se ouvia o Richie cantar outra música que não o I'll be There for you, e depois da surpresa de ouvir o These Days pela sua voz, ouvir uma música mítica como o Stranger in thos Town não é menos do que surpreendente. E que dizer à interpretação desde Sr, com a sua voz à Soul e uns solos blues que nos possuem dos pés à cabeça.
E quando ainda aplaudiamos este momento não é que nos pregam mais uma surpresa, e que surpresa, o jon começa por dizer que a proxima musica do album bounce deveria ter sido incluida nos Sopranos e que tem muito que ver com as pessoas de New Jersey, e eis que o David dá as notas iniciais do Right side of Wrong. Sem palavras, pois o momento foi de magia. È daquelas composições em que o casamento entre melodia e poema descreve bem porque esta banda é tão amada e tem seguidores tão fieis. Genial é tudo o que posso dizer.
Não esquecendo as grandes prestações das músicas também tocadas na noite anterior - e volto a reiterar que o Lay your Hands tem de ficar no set list porque os concertos da banda são ainda mais Bon Jovi com esta música. Tenho ainda de aplaudir a ultima surpresa dessa noite: Bells of Freedom que em minha opinião ganha bastante em relação à versão de estúdio, pois ganha um emotividade e força que dão verdadeiro sentido à canção. E que dizer do magnifico solo de guitarra final? O violino coutry adionado tambem dá profundidade à parte final da música. Com o som do hino nacional: Wanted e do sempre ritmado Sleep when I'm dead despediram-se com muitos sorrisos, deixando uma plateia em estado de extase.
Não foi só o set list que mudou e que apresentou raridades, a própria atitude da banda teve mais brilho que na noite anterior. E aqui, por muito que me custe, o humor do Sr Jon Bon Jovi tem muita influencia já que a atitude da banda na abordagem ao concerto depende muito do estado de espirito dele. O homem quando está bem disposto consegue arrebatar todos os presentes e eu sei que isto é clichê e já foi dito 1001 vezes...mas ele consegue fazer-te sentir, mesmo que estejas lá em cima e que o vejas como um pontinho, que está a olhar e a cantar só para tí. E é impossivel olhar para os ecras, o carisma dele é algo que só observando-o em carne e osso se consegue perceber, é como se uma aura o envolvesse.
A noite não terminou com o concerto, já que que arrancámos imediatamente para sul....
Ao longo da estrada, era estranhamente familiar ver placas a dizer: "Atlantic City Expressway", "Woodbridge", "Perth Amboy", "Sayreville", "Red Bank", entre outras. São tudo sitios que qualquer fã já ouviu repetidas >vezes em biografias, e que identifica imediatamente com a banda. E agora lá estavamos nós, a percorrer uma auto-estrada perdida que nos localizava exactamente todos esses locais.
Mas foi só no dia seguinte, dia esplendoroso de sol diga-se de passagem, que podemos apreciar o que o "garden state" reserva aos seus visitantes. Uma verdejante paisagem, com casinhas muito bem arranjadas, cada uma com o seu jardim. Não existem casas com mais de 1 andar, casas à lá sozinho em casa, e ao atravessar a ponte que passa no rio podiamos ter a certeza: estávamos em Red bank. E a magia do sitio é inexplicável, quer por palavras, fotos ou filmagens. É a atmosfera, são os cheiros, são as perpectivas que temos de um local calmo e tranquilo que por certo qualquer pessoa gostaria para criar a sua família. A praia não muito longe, NYC a uma escassa hora de distância, e um ambiene provinciano de terra pequena e acolhedora. Parecia que estávamos na terra dos sonhos...
Continuando a nossa viagem fizemos as visitas da praxe aos casarões dos famosos habitantes de red bank. E realmente quem não gostaria de viver num ambiente tão tranquilo, sereno e mesmo isolado, visto que as estradas não têm passeio, nem estacionamentos, só sendo possivel parar o carro mesmo em frente aos portões das casas.
Em direcção ao litoral, chegámos a Long Branch, terra natal do Bruce Springsteen e com inúmeras menções em histórias dos Bon Jovi. A avenida, sempre com o oceano de um lado e pequenas habitações e estabelecimentos comerciais do outro, ilustravam um postal colorido. Chegando ao Element's, bar do irmão mais novo do Jon, foi altura de tirar algumas fotos. E um pouco atrás, a capela onde o Tico e a Eva deram o nó há já uns anitos atrás. Bem, parece que os locais históricos estão todos alí, à mão de semear, e quase que vamos tropeçando neles. Demos então um saltinho à praia e podemos olhar o mar furioso que se debatia contra algumas rochas... do outro lado daquela imensidão estavam as nossas casas. Consegui criar um elo de ligação entre
este nosso país pequenino e aqueles sitios míticos, pois apenas o oceano nos separa.
O dia já ia longo e ainda passámos no famoso Roadside diner, das fotos do Crossroad - pena naquele dia preciso ter fechado mais cedo - antes de chegar ao nosso destino: Atlanic city.
E que cidade esta. Quem tiver oportunidade vá lá dar uma espreitadela, mas vão à noite, pois esta mini Las Vegas esconde de dia toda a luz, encanto e explendor de um luxo exacerbado. São casinos atrás de casinos, lojas a perder de vista, enfim a cidade dos sonhos perdidos tal como a música do Boss que tem o nome da cidade descreve.
No dia seguinte podemos contemplar a excelência do famoso boardwalk que durante kms e kms segue ao longo da praia. Muitas lojas e casinos tem esta cidade, mas mais uma vez é o ambiente de luxúria que nos invade e que não é possivel de ser transmitido. Quantas vidas se ganham e perdem aqui....
Tivemos a felicidade de tomar uma refeição num bar muito pitoresco em que os empregados faziam uma coreografia muito engraçada sempre que o tema Stayin' Alive dos Bee Gees tocava. Bom e como cada mesa tinha uma jukebox em que podiamos por 0.25$ e escolher um tema, vai de pedir muitas vezes. Ainda vimos 2 vezes a coreografia, e até uma senhora já de idade se juntou à festa. Simplesmente fenomenal daqueles momentos corriqueiros que descrevem a cultura e costumes de um povo.
E na manha seguinte lá partimos em direcção a norte onde nos esperava mais um concerto.
Não sem antes fazermos algumas paragens obrigatórias é claro. Seaside Heights, boardwalk onde foi filmado o video do In and Out of Love foi a primeira. E podemos observar um local que é uma feira autêntica ao pé do mar. Pena foi que estavamos no inverno e que por isso não só estava tudo fechado, como não avistamos viva alma. Sem contar com o frio e o vento que se faziam sentir com muita intensidade. Sem dúvida a repetir mas no verão, quando tenho a certeza que muitos dos habitantes do estado invadem este local.
Andando um pouco mais a norte, visitamos Asbury Park, uma zona mais pobre e não tão arranjada como Red Bank. Alguns edifícios mais altos faziam acreditar que algumas fábricas teram fechado e que a cidade já teve melhores dias. No entanto as casinhas todas afastadas umas das outras continuavam a dominar a paisagem. O boardwalk que segue junto ao oceano e à praia é talvez o melhor que esta zona tem para oferecer. E logo do outro lado do boardwalk, um sitio mítico: o Stone Pony. Estava fechado à hora em que passamos mas é mágico pensar que foi aquele um dos bares em que o Jon e companhia actuaram enquanto adolescentes. Tantas histórias teriam por contar aquelas paredes se podessem falar... E um pouco à frente o já abandonado e extremamente degradado "Fast Lane". A placa continua lá a identificar o local, mas a sua existência é agora uma recordação do passado.
E foi assim que chegamos de novo a Newark, apesar de alguns sitios terem ficado por visitar, são para mim apenas o estímulo a voltar a estas paragens para poder vê-los.
Falando só um pouco de Newark, não é muito representativa do estado a que pertence, apesar de ter uma comunidade de Portugueses significativa. No horizonte avista-se Manhatan e o cenário é digno de um postal, mas tudo o resto fica a desejar. A cidade é de indústrias e encontra-se degradada. E o Prudential Center, mesmo no centro da cidade, ao pé da estação de comboios, é o único vestígio de magnificência.
Mas mais um concerto, mais magia nos esperava...
Pena o local que tinhamos, pois mais uma vez ficamos no topo do recinto, no entanto seria esta a última vez. O concerto mais uma vez teve início com o Kurt Johnston a cantar e o Bobby Bandiera e a Lorenza Ponce a acompanhar nos seus intrumentos uma cover, enquanto que um a um, os elementos da banda entravam com a ovação merecida. E quando só faltava o lead singer, a música começa a adquirir mais côr e ritmo já que o Richie, David, Tico e Hugh ajudam a elaborar uma explosão que se converte no tema que dá título ao último trabalho da banda. Aos temas da praxe juntou-se tal como na noite de dia 3, o Just Older que é sempre bom de se ouvir já que transparece a relação forte existente entre o vocalista e o guitarrista.
O last night foi a primeira surpresa e apesar de não ser imensamente bem recebida pelo público é um mid-tempo que mantém os animos. E para quem aprecia a música é sempre um momento especial. Pessoalmente é daquelas que a letra tem muito significado.
O Whole lot a leaving é uma faixa que vai aparecer em todos os concertos, pois o Jon gosta muito de a usar para saudar o público com a primeiras palavras em discurso directo da noite. O Runaway continua com uma introdução à la 2006, com a time machine e o Jon a parar em 1982. Ele próprio se encarrega do solo final da música, sempre com grande profissionalismo. E logo a seguir, tempo de Summertime. Eu não me farto de repetir que esta é daquelas que é uma bomba ao vivo. Impossivel ficar sentado com tanto ritmo, tanta alegria, tanto som Bon Jovi. Idem idem para o obrigatório "We gotta goin on". Indescritivel!!!
Com o Medicine e o Shout até os Americanos se levantam - e já não era sem tempo. Quem não conhece este hit e com aqueles coros he eh eh eh (he he eh eh) do Shout já tradicionais no meio da música. E desta vez eles tocaram exactamente a música na sua melhor forma: medicine, one more time, medicine, shout e back to medicine. Parece que nunca acaba. Que energia!!!
O Richie voltou a interpretar uma das minhas músicas favoritas, These Days. Altura para os Americanos se sentarem ou irem reabastecer de comida, mas para os verdadeiros fans aplaudirem de pé as palavras de agradecimento do guitarrista. Ele explicou que com os anos as músicas vão ganhando novos significados, e que esta era um bom exemplo, pois depois de momenos bem difíceis, tudo o que tinhamos naquela noite eramos nós, esperança e sonhos... e foi a nós que ele dedicou uma estupenda interpretação do clássico These Days. E se a interpretação é ao nível dos que o King of Swing já nos habituou, que dizer ao dueto guitarra violino que acontece na parte do solo? Simplesmente genial. Posso dizer que eles conseguiram não alerando muito a música, adicionar-lhe novos elementos de forma a torna-la fresca e nova. Impressionante!
Pouco depois tocaram o Last man Standing, um clássico que para mim não fica a dever nada ao Wanted quer a nível de letra, quer a nível de música e, logo a seguir a batida da introdução mais longa da história do Rock and Roll teve início. Estava na altura de rezar e aquela que foi a melhor come back da torné até então provou mais uma vez porque tem que estar todas as noites no set list. A letra pode não ter sentido, mas aquele riff, aquele solo, aquela batida, é característico de mais para não ser tocado. Amen ao Lay your hands on me.
Para finalizar o main set ouviram-se o Have a Nice Day, Who says you can't go home e o Prayer. Esta última leva toda gente à histeria, mesmo o mais calmo e típico dos americanos. Durante aqueles 7 minutos sente-se porque os Bon Jovi são uma força da natureza, que estão vivos, e bem vivos, e recomendam-se em 2007.
A iniciar o encore, a segunda supresa da noite, tal como a primeira, retirada do disco Lost Highway, ouvimos Any other Day, uma música que vai crecendo à medida que os minutos vão passando, tal como a letra vai adquirindo mais e mais força. No fim é o solo majestoso do Richie que coroa a música que não termina sem antes o Jon poder apresentar o Bobby, o Kurt, a Lorenza, o David e o Richie, todos eles com direito a uma ou duas voltas da música com um solo à sua conta. Muito bem aproveitada esta música para este efeito.
O Wanted dead or alive foi a penultima música a soar, logo seguida de uma boa interpretação de uma das músicas que os hard core fans mais apreciam Someday I'll be Sat Night. E depois de 3 dias a visitar os sitios que os viram nascer para a música, nos quais eles creceram e se formaram enquanto músicos e seres humanos, é esta a música que mais se relaciona com os dias em que os elementos da banda, sozinhos ou em grupo, viviam a lutar naqueles sitios. Dias em que se vive do sonho, em que tudo corre mal e parece que não temos futuro. Mas que tal como o Jon muito bem diz após o solo da música, os sonhadores gritam "I'm alive", e perante os nãos da vida se recusam a perder as esperanças e recomeçam... porque nem todas as histórias têm um final feliz, eles dão-nos o exemplo de luta e de coragem de uma história que até
então teve 25 anos, mas que não se cansa de nos dar lições de vida e de como persistir em ver o lado positivo da vida e acreditar nos sonhos. Porque apesar da semana complicada, 5 dias a penar, há sempre um Saturday Night que vai chegar e em que vamos poder gritar "I'm Alive"!
Talvez não tenha sido o mais espetacular concerto da banda, para mim então num local, 2º balcão, que não me vai trazer muitas saudades. Mas foi o culminar da segunda fase de uma viagem inesquécivel e que de uma forma perfeita fechava a maratona de 3 dias que nas linhas acima descrevi.
Era dia 8 de Novembro. E mais uma vez tomámos o comboio em direcção a Manahatan. Um comboio que me fazia pensar naqueles anos em que o Jon trabalhava em NYC e todos os dias fazia esta viagem. Ali era possivel cheirar as pessoas, e apercebermo-nos da rotina do dia-a-dia. Um comboio que não é assim tão diferente daqueles regionais da CP cá em Portugal. Um comboio em que podemos até tomar contacto com uma personagem que nos fez lembrar o "Joey Keys"...
E depois daquela azáfama e daquele stress, saíamos no coração do mundo ocidental: Madison Square Garden, com o Empire State Building mesmo à nossa frente. Depois todas as ruas iam dar ao centro do universo: Times Square. É indescritivel aquele ambiente. Nenhuma foto ou filmagem por mais precisa que seja consegue transmitir o ambiente , o staus e o glamour que se sente naquele local. È mesmo como se todas as culturas do mundo conseguissem caber num único bairro.
Os restantes dias foram passados a aproveitar ao máximo esta cidade, em paragens obrigatórias como no topo do Empire State Building ou na Estátua da Liberdade. Mas mais do que tudo são as ruas, a atmosfera, o ambiente que nos invadem....
E ao fim da tarde era voltar para Newark e assistir a grandes concertos. Começando por dia 9, em que pela primeira vez tivemos lugares ao nível do chão, apesar de afastados do palco. Os All American Rejects souberam aquecer, provando que são uma excelente banda de abertura. Mas estavamos todos alí para celebrar outras músicas. E ao som de Lost Highway, pela 4ª vez, vimos a banda entrar em palco com uma energia soberba. Summertime, uma das minha favoritas ao vivo, substituiu a eterna 2ª música ao vivo "Bad Name". E logo depois era desvendada a grande surpresa da noite: a banda iria tocar todo o album Lost Highway. Para além disso era a boa disposição que reinava e o Jon não perdia uma oportunidade para comentar o significado de cada música.
Às habituais músicas que já tinham sido tocadas juntaram-se o Everybody's broken, one step closer, strangers e seat next to you. Qualquer uma delas é muito pessoal e consegue-se sentir a emoção dos performers. No one step closer arrepiava ver o Jon a abraçar-se de olhos fechados a cantar como se estivesse num pequeno bar a sussurar aos nossos ouvidos. Quanto ao Seat next to you foi memorável observar como ele a dedicou a uma fan que estava na front row e que conseguiu que todos observassemos a forma carinhosa como a olhava e lhe oferecia a interpretação. O Everybody's broken mostrou a cumplicidade entre Jon e Richie em que ambos expunham feridas recentes. O
Strangers apesar de apenas interpretado pelo Jon teve uma belissima reacção. Apesar de não ser tão forte como no album e de não ter a potência de um Always ou Bed of Roses, é capaz de ser a melhor balada pós 2000.
E depois de ouvirmos o album de uma ponta à outra o que podiamos ouvir? Os hits é claro... E foi um desfilar de êxitos o que se seguiu. É incrivel como esta banda marcou a música dos últimos 25 anos. Cada música transcende a marca temporal de quando foi gravada. São marcos na vida de tanta gente. Para o encore ficou o que para mim foi o momento da noite, melhor mesmo do que a interpretação de todo o último album: a versão original do I'll be There for you, cantada pelo Jon. Desde 2001 que não era tocada desta forma, já que o Richie tinha agarrado a música e tornado-a dele com interpretações que foram crescendo nas torné de 2003 e 2005/2006. Mas o que dizer a este clássico. A esta baladona. É um momento único e que para sempre irei recordar como dos melhores em concerto, pois à emoção do Jon a cantar juntou-se a alma de um Richie que solou como nunca e que transformou esta na melhor interpretação da música que já ouvi. Bravo!
Esta provavelmente foi a noite mais especial para os fans já que as músicas raras e a atitude da banda esteve incólume.
Mas não era a última noite e no dia seguinte lá estavamos para o mais esgotado dos 10 concertos, o último daquela série em New Jersey.
E as surpresas começaram logo no início, ao ver o scetch do Saturday Night Live em que o Jon com cabelo comprido consola uma jovem adolescente em 1986. Ilariante especialemte quando se vê antes de um concerto da banda. E quando termina é ver a banda toda em palco no caos que precede o "You give Love a Bad Name". Foi o melhor início de concerto sem dúvida, a eterna 2ª música foi desta vez tocada em primeiro lugar e com que garra foi tocada. Mais do que as músicas tocadas foi o clima de festa e de celebração que envolveu tudo e todos. A banda estava em casa e dar a todos, fans ocasionais ou hardcores, o melhor concerto de sempre.
Para mim o momento especial foi quando o Jon foi mesmo alí para uns escassos metros para interpretar o Make a Memory, tal como costumava em 2005 e2006 nos concertos indoors fazer com o blaze of glory. Foi o pedacinho de contacto mais intimo que tivemos e que nos abriu o apetite para o concertos Europeus de 2008. Com o Bed of Roses o Jon deu-se ao público, sem qualquer medo e saudou todos os que estavam mais perto numa caminhada desde o sitio onde interpretou o memory até ao palco.
O concerto prosseguiu em clima de festa e em celebração terminou ao som de uma nova interpretação de uma música que já não ouviamos desde 2003: Twist and Shout o memorável final dos concertos de 2001. E o que dizer do sempre electrizante Treat her Right que não deixou niguem sentado? Foi assim que o Jon desceu do palco e saiu pela parte de traz do recinto, despedindo-se do seu estado natal com clássicos festivos.
Foi assim uma viagem que serviu para concretizar um sonho e reafirmar a força que esta banda tem em alimentar esses sonhos. Mas mais sonhos ficaram agora por concretizar pois quanto mais se tem, mais noção se tem do que falta ter....E sem dúvida que esta foi uma página de ouro no livro de experiências Bon Jovi para todos os que a vivemos.
Entre os passeios obrigatórios a NYC, começamos por assistir dia 3 de Novembro à 6ª noite dos Bon Jovi no Prudential center de Newark. E o que obtivemos? Bom, aqueles meninos estavam em grande. Logo desde a original entrada em palco, já que dá oportunidade a cada um dos 4+1 elementos de entrarem 1 a 1 e serem respeitosamente aplaudidos pela multidão que os aguarda.
O Lost Highway não é o melhor começo mas definitivamente marca o ritmo que o álbum homónimo nos oferece. Mas depois são hinos atrás de hinos e, apesar de já ouvido 1001 vezes aquele refrão do You Give Love a Bad Name, à que dizer que tem um power inigualável. O Raise your hands continuou a dar cartas e porque o frio apertava soube tão bem ouvir o Summertime. Acera desta última, confesso que pessoalmente é das minhas favoritas e o inicio ao vivo à la We will Rock you dos Queen dá ainda mais força a uma letra divertida e um ritmo estonteante.
Nesta primeira noite tivemos a sorte de poder ouvir o Blood on Blood que é sempre uma favoria ao vivo dada a emoção que transporta. Outros momentos altos foram o We Gotta goin on - indubitavelmente a melhor musica ao vivo do trabalho que estava a ser promovido -, uma interpretação muito blues do These Days pelo Sr Sambora que irradiava simpatia e carisma; Last man standing, Lay your hands on me - a música que faltou nas tornes anteriores, é daquelas que sabe tão bem ouvir de novo. Desde a intro até ao último refrão são 5 minutos de grandes guitarradas e muitos coros. Finalmente o Keep the Faith com o Sympathy for the Devil no meio arrebatou todos os que ainda não se tinham rendido. Impressionante como esta música 15 anos depois continua a soar melhor do que nunca ao vivo.
De lamentar apenas a atitude relaxada e mesmo, na minha opinião, demasiado passiva da maior parte do público - sim porque à quem veja só 1 hora e 45 minutos de concerto e passe o tempo com 2 cahorros numa mão e duas cervejas na outra, com saídas a meio do concerto para ir aos lavabos ou abastecer-se de mais comida.
Bem, 2º concerto, desta vez no topo do estadio - até vertigens tinhamos - foi com agrado que recebemos o Story of my life, uma das minhas favoritas do Have a Nice Day, e quem esteve nessa torné sabe o ritmo que dá ao concerto; I Love this Town, não deixando de ser um Who says you can't go home pt2, é muito divertida e permite alguma interação com o publico; Radio saved my life tonight que trás sempre a magia do que a música representa nas nossas vidas; e Complicated que não deixa ninguém sentado.
Reforço que nenhuma destas músicas tinha sido tocada na noite anterior e eram já de sí razão para dizer que este concerto superava o anterior, mas os verdadeiros momentos da noite ainda não tinham chegado. Isso aconteceu quandoo Jon diz que o King of Swing vai tocar uma música do seu primeiro album a solo e ninguém queria acreditar! Desde 2001 que não se ouvia o Richie cantar outra música que não o I'll be There for you, e depois da surpresa de ouvir o These Days pela sua voz, ouvir uma música mítica como o Stranger in thos Town não é menos do que surpreendente. E que dizer à interpretação desde Sr, com a sua voz à Soul e uns solos blues que nos possuem dos pés à cabeça.
E quando ainda aplaudiamos este momento não é que nos pregam mais uma surpresa, e que surpresa, o jon começa por dizer que a proxima musica do album bounce deveria ter sido incluida nos Sopranos e que tem muito que ver com as pessoas de New Jersey, e eis que o David dá as notas iniciais do Right side of Wrong. Sem palavras, pois o momento foi de magia. È daquelas composições em que o casamento entre melodia e poema descreve bem porque esta banda é tão amada e tem seguidores tão fieis. Genial é tudo o que posso dizer.
Não esquecendo as grandes prestações das músicas também tocadas na noite anterior - e volto a reiterar que o Lay your Hands tem de ficar no set list porque os concertos da banda são ainda mais Bon Jovi com esta música. Tenho ainda de aplaudir a ultima surpresa dessa noite: Bells of Freedom que em minha opinião ganha bastante em relação à versão de estúdio, pois ganha um emotividade e força que dão verdadeiro sentido à canção. E que dizer do magnifico solo de guitarra final? O violino coutry adionado tambem dá profundidade à parte final da música. Com o som do hino nacional: Wanted e do sempre ritmado Sleep when I'm dead despediram-se com muitos sorrisos, deixando uma plateia em estado de extase.
Não foi só o set list que mudou e que apresentou raridades, a própria atitude da banda teve mais brilho que na noite anterior. E aqui, por muito que me custe, o humor do Sr Jon Bon Jovi tem muita influencia já que a atitude da banda na abordagem ao concerto depende muito do estado de espirito dele. O homem quando está bem disposto consegue arrebatar todos os presentes e eu sei que isto é clichê e já foi dito 1001 vezes...mas ele consegue fazer-te sentir, mesmo que estejas lá em cima e que o vejas como um pontinho, que está a olhar e a cantar só para tí. E é impossivel olhar para os ecras, o carisma dele é algo que só observando-o em carne e osso se consegue perceber, é como se uma aura o envolvesse.
A noite não terminou com o concerto, já que que arrancámos imediatamente para sul....
Ao longo da estrada, era estranhamente familiar ver placas a dizer: "Atlantic City Expressway", "Woodbridge", "Perth Amboy", "Sayreville", "Red Bank", entre outras. São tudo sitios que qualquer fã já ouviu repetidas >vezes em biografias, e que identifica imediatamente com a banda. E agora lá estavamos nós, a percorrer uma auto-estrada perdida que nos localizava exactamente todos esses locais.
Mas foi só no dia seguinte, dia esplendoroso de sol diga-se de passagem, que podemos apreciar o que o "garden state" reserva aos seus visitantes. Uma verdejante paisagem, com casinhas muito bem arranjadas, cada uma com o seu jardim. Não existem casas com mais de 1 andar, casas à lá sozinho em casa, e ao atravessar a ponte que passa no rio podiamos ter a certeza: estávamos em Red bank. E a magia do sitio é inexplicável, quer por palavras, fotos ou filmagens. É a atmosfera, são os cheiros, são as perpectivas que temos de um local calmo e tranquilo que por certo qualquer pessoa gostaria para criar a sua família. A praia não muito longe, NYC a uma escassa hora de distância, e um ambiene provinciano de terra pequena e acolhedora. Parecia que estávamos na terra dos sonhos...
Continuando a nossa viagem fizemos as visitas da praxe aos casarões dos famosos habitantes de red bank. E realmente quem não gostaria de viver num ambiente tão tranquilo, sereno e mesmo isolado, visto que as estradas não têm passeio, nem estacionamentos, só sendo possivel parar o carro mesmo em frente aos portões das casas.
Em direcção ao litoral, chegámos a Long Branch, terra natal do Bruce Springsteen e com inúmeras menções em histórias dos Bon Jovi. A avenida, sempre com o oceano de um lado e pequenas habitações e estabelecimentos comerciais do outro, ilustravam um postal colorido. Chegando ao Element's, bar do irmão mais novo do Jon, foi altura de tirar algumas fotos. E um pouco atrás, a capela onde o Tico e a Eva deram o nó há já uns anitos atrás. Bem, parece que os locais históricos estão todos alí, à mão de semear, e quase que vamos tropeçando neles. Demos então um saltinho à praia e podemos olhar o mar furioso que se debatia contra algumas rochas... do outro lado daquela imensidão estavam as nossas casas. Consegui criar um elo de ligação entre
este nosso país pequenino e aqueles sitios míticos, pois apenas o oceano nos separa.
O dia já ia longo e ainda passámos no famoso Roadside diner, das fotos do Crossroad - pena naquele dia preciso ter fechado mais cedo - antes de chegar ao nosso destino: Atlanic city.
E que cidade esta. Quem tiver oportunidade vá lá dar uma espreitadela, mas vão à noite, pois esta mini Las Vegas esconde de dia toda a luz, encanto e explendor de um luxo exacerbado. São casinos atrás de casinos, lojas a perder de vista, enfim a cidade dos sonhos perdidos tal como a música do Boss que tem o nome da cidade descreve.
No dia seguinte podemos contemplar a excelência do famoso boardwalk que durante kms e kms segue ao longo da praia. Muitas lojas e casinos tem esta cidade, mas mais uma vez é o ambiente de luxúria que nos invade e que não é possivel de ser transmitido. Quantas vidas se ganham e perdem aqui....
Tivemos a felicidade de tomar uma refeição num bar muito pitoresco em que os empregados faziam uma coreografia muito engraçada sempre que o tema Stayin' Alive dos Bee Gees tocava. Bom e como cada mesa tinha uma jukebox em que podiamos por 0.25$ e escolher um tema, vai de pedir muitas vezes. Ainda vimos 2 vezes a coreografia, e até uma senhora já de idade se juntou à festa. Simplesmente fenomenal daqueles momentos corriqueiros que descrevem a cultura e costumes de um povo.
E na manha seguinte lá partimos em direcção a norte onde nos esperava mais um concerto.
Não sem antes fazermos algumas paragens obrigatórias é claro. Seaside Heights, boardwalk onde foi filmado o video do In and Out of Love foi a primeira. E podemos observar um local que é uma feira autêntica ao pé do mar. Pena foi que estavamos no inverno e que por isso não só estava tudo fechado, como não avistamos viva alma. Sem contar com o frio e o vento que se faziam sentir com muita intensidade. Sem dúvida a repetir mas no verão, quando tenho a certeza que muitos dos habitantes do estado invadem este local.
Andando um pouco mais a norte, visitamos Asbury Park, uma zona mais pobre e não tão arranjada como Red Bank. Alguns edifícios mais altos faziam acreditar que algumas fábricas teram fechado e que a cidade já teve melhores dias. No entanto as casinhas todas afastadas umas das outras continuavam a dominar a paisagem. O boardwalk que segue junto ao oceano e à praia é talvez o melhor que esta zona tem para oferecer. E logo do outro lado do boardwalk, um sitio mítico: o Stone Pony. Estava fechado à hora em que passamos mas é mágico pensar que foi aquele um dos bares em que o Jon e companhia actuaram enquanto adolescentes. Tantas histórias teriam por contar aquelas paredes se podessem falar... E um pouco à frente o já abandonado e extremamente degradado "Fast Lane". A placa continua lá a identificar o local, mas a sua existência é agora uma recordação do passado.
E foi assim que chegamos de novo a Newark, apesar de alguns sitios terem ficado por visitar, são para mim apenas o estímulo a voltar a estas paragens para poder vê-los.
Falando só um pouco de Newark, não é muito representativa do estado a que pertence, apesar de ter uma comunidade de Portugueses significativa. No horizonte avista-se Manhatan e o cenário é digno de um postal, mas tudo o resto fica a desejar. A cidade é de indústrias e encontra-se degradada. E o Prudential Center, mesmo no centro da cidade, ao pé da estação de comboios, é o único vestígio de magnificência.
Mas mais um concerto, mais magia nos esperava...
Pena o local que tinhamos, pois mais uma vez ficamos no topo do recinto, no entanto seria esta a última vez. O concerto mais uma vez teve início com o Kurt Johnston a cantar e o Bobby Bandiera e a Lorenza Ponce a acompanhar nos seus intrumentos uma cover, enquanto que um a um, os elementos da banda entravam com a ovação merecida. E quando só faltava o lead singer, a música começa a adquirir mais côr e ritmo já que o Richie, David, Tico e Hugh ajudam a elaborar uma explosão que se converte no tema que dá título ao último trabalho da banda. Aos temas da praxe juntou-se tal como na noite de dia 3, o Just Older que é sempre bom de se ouvir já que transparece a relação forte existente entre o vocalista e o guitarrista.
O last night foi a primeira surpresa e apesar de não ser imensamente bem recebida pelo público é um mid-tempo que mantém os animos. E para quem aprecia a música é sempre um momento especial. Pessoalmente é daquelas que a letra tem muito significado.
O Whole lot a leaving é uma faixa que vai aparecer em todos os concertos, pois o Jon gosta muito de a usar para saudar o público com a primeiras palavras em discurso directo da noite. O Runaway continua com uma introdução à la 2006, com a time machine e o Jon a parar em 1982. Ele próprio se encarrega do solo final da música, sempre com grande profissionalismo. E logo a seguir, tempo de Summertime. Eu não me farto de repetir que esta é daquelas que é uma bomba ao vivo. Impossivel ficar sentado com tanto ritmo, tanta alegria, tanto som Bon Jovi. Idem idem para o obrigatório "We gotta goin on". Indescritivel!!!
Com o Medicine e o Shout até os Americanos se levantam - e já não era sem tempo. Quem não conhece este hit e com aqueles coros he eh eh eh (he he eh eh) do Shout já tradicionais no meio da música. E desta vez eles tocaram exactamente a música na sua melhor forma: medicine, one more time, medicine, shout e back to medicine. Parece que nunca acaba. Que energia!!!
O Richie voltou a interpretar uma das minhas músicas favoritas, These Days. Altura para os Americanos se sentarem ou irem reabastecer de comida, mas para os verdadeiros fans aplaudirem de pé as palavras de agradecimento do guitarrista. Ele explicou que com os anos as músicas vão ganhando novos significados, e que esta era um bom exemplo, pois depois de momenos bem difíceis, tudo o que tinhamos naquela noite eramos nós, esperança e sonhos... e foi a nós que ele dedicou uma estupenda interpretação do clássico These Days. E se a interpretação é ao nível dos que o King of Swing já nos habituou, que dizer ao dueto guitarra violino que acontece na parte do solo? Simplesmente genial. Posso dizer que eles conseguiram não alerando muito a música, adicionar-lhe novos elementos de forma a torna-la fresca e nova. Impressionante!
Pouco depois tocaram o Last man Standing, um clássico que para mim não fica a dever nada ao Wanted quer a nível de letra, quer a nível de música e, logo a seguir a batida da introdução mais longa da história do Rock and Roll teve início. Estava na altura de rezar e aquela que foi a melhor come back da torné até então provou mais uma vez porque tem que estar todas as noites no set list. A letra pode não ter sentido, mas aquele riff, aquele solo, aquela batida, é característico de mais para não ser tocado. Amen ao Lay your hands on me.
Para finalizar o main set ouviram-se o Have a Nice Day, Who says you can't go home e o Prayer. Esta última leva toda gente à histeria, mesmo o mais calmo e típico dos americanos. Durante aqueles 7 minutos sente-se porque os Bon Jovi são uma força da natureza, que estão vivos, e bem vivos, e recomendam-se em 2007.
A iniciar o encore, a segunda supresa da noite, tal como a primeira, retirada do disco Lost Highway, ouvimos Any other Day, uma música que vai crecendo à medida que os minutos vão passando, tal como a letra vai adquirindo mais e mais força. No fim é o solo majestoso do Richie que coroa a música que não termina sem antes o Jon poder apresentar o Bobby, o Kurt, a Lorenza, o David e o Richie, todos eles com direito a uma ou duas voltas da música com um solo à sua conta. Muito bem aproveitada esta música para este efeito.
O Wanted dead or alive foi a penultima música a soar, logo seguida de uma boa interpretação de uma das músicas que os hard core fans mais apreciam Someday I'll be Sat Night. E depois de 3 dias a visitar os sitios que os viram nascer para a música, nos quais eles creceram e se formaram enquanto músicos e seres humanos, é esta a música que mais se relaciona com os dias em que os elementos da banda, sozinhos ou em grupo, viviam a lutar naqueles sitios. Dias em que se vive do sonho, em que tudo corre mal e parece que não temos futuro. Mas que tal como o Jon muito bem diz após o solo da música, os sonhadores gritam "I'm alive", e perante os nãos da vida se recusam a perder as esperanças e recomeçam... porque nem todas as histórias têm um final feliz, eles dão-nos o exemplo de luta e de coragem de uma história que até
então teve 25 anos, mas que não se cansa de nos dar lições de vida e de como persistir em ver o lado positivo da vida e acreditar nos sonhos. Porque apesar da semana complicada, 5 dias a penar, há sempre um Saturday Night que vai chegar e em que vamos poder gritar "I'm Alive"!
Talvez não tenha sido o mais espetacular concerto da banda, para mim então num local, 2º balcão, que não me vai trazer muitas saudades. Mas foi o culminar da segunda fase de uma viagem inesquécivel e que de uma forma perfeita fechava a maratona de 3 dias que nas linhas acima descrevi.
Era dia 8 de Novembro. E mais uma vez tomámos o comboio em direcção a Manahatan. Um comboio que me fazia pensar naqueles anos em que o Jon trabalhava em NYC e todos os dias fazia esta viagem. Ali era possivel cheirar as pessoas, e apercebermo-nos da rotina do dia-a-dia. Um comboio que não é assim tão diferente daqueles regionais da CP cá em Portugal. Um comboio em que podemos até tomar contacto com uma personagem que nos fez lembrar o "Joey Keys"...
E depois daquela azáfama e daquele stress, saíamos no coração do mundo ocidental: Madison Square Garden, com o Empire State Building mesmo à nossa frente. Depois todas as ruas iam dar ao centro do universo: Times Square. É indescritivel aquele ambiente. Nenhuma foto ou filmagem por mais precisa que seja consegue transmitir o ambiente , o staus e o glamour que se sente naquele local. È mesmo como se todas as culturas do mundo conseguissem caber num único bairro.
Os restantes dias foram passados a aproveitar ao máximo esta cidade, em paragens obrigatórias como no topo do Empire State Building ou na Estátua da Liberdade. Mas mais do que tudo são as ruas, a atmosfera, o ambiente que nos invadem....
E ao fim da tarde era voltar para Newark e assistir a grandes concertos. Começando por dia 9, em que pela primeira vez tivemos lugares ao nível do chão, apesar de afastados do palco. Os All American Rejects souberam aquecer, provando que são uma excelente banda de abertura. Mas estavamos todos alí para celebrar outras músicas. E ao som de Lost Highway, pela 4ª vez, vimos a banda entrar em palco com uma energia soberba. Summertime, uma das minha favoritas ao vivo, substituiu a eterna 2ª música ao vivo "Bad Name". E logo depois era desvendada a grande surpresa da noite: a banda iria tocar todo o album Lost Highway. Para além disso era a boa disposição que reinava e o Jon não perdia uma oportunidade para comentar o significado de cada música.
Às habituais músicas que já tinham sido tocadas juntaram-se o Everybody's broken, one step closer, strangers e seat next to you. Qualquer uma delas é muito pessoal e consegue-se sentir a emoção dos performers. No one step closer arrepiava ver o Jon a abraçar-se de olhos fechados a cantar como se estivesse num pequeno bar a sussurar aos nossos ouvidos. Quanto ao Seat next to you foi memorável observar como ele a dedicou a uma fan que estava na front row e que conseguiu que todos observassemos a forma carinhosa como a olhava e lhe oferecia a interpretação. O Everybody's broken mostrou a cumplicidade entre Jon e Richie em que ambos expunham feridas recentes. O
Strangers apesar de apenas interpretado pelo Jon teve uma belissima reacção. Apesar de não ser tão forte como no album e de não ter a potência de um Always ou Bed of Roses, é capaz de ser a melhor balada pós 2000.
E depois de ouvirmos o album de uma ponta à outra o que podiamos ouvir? Os hits é claro... E foi um desfilar de êxitos o que se seguiu. É incrivel como esta banda marcou a música dos últimos 25 anos. Cada música transcende a marca temporal de quando foi gravada. São marcos na vida de tanta gente. Para o encore ficou o que para mim foi o momento da noite, melhor mesmo do que a interpretação de todo o último album: a versão original do I'll be There for you, cantada pelo Jon. Desde 2001 que não era tocada desta forma, já que o Richie tinha agarrado a música e tornado-a dele com interpretações que foram crescendo nas torné de 2003 e 2005/2006. Mas o que dizer a este clássico. A esta baladona. É um momento único e que para sempre irei recordar como dos melhores em concerto, pois à emoção do Jon a cantar juntou-se a alma de um Richie que solou como nunca e que transformou esta na melhor interpretação da música que já ouvi. Bravo!
Esta provavelmente foi a noite mais especial para os fans já que as músicas raras e a atitude da banda esteve incólume.
Mas não era a última noite e no dia seguinte lá estavamos para o mais esgotado dos 10 concertos, o último daquela série em New Jersey.
E as surpresas começaram logo no início, ao ver o scetch do Saturday Night Live em que o Jon com cabelo comprido consola uma jovem adolescente em 1986. Ilariante especialemte quando se vê antes de um concerto da banda. E quando termina é ver a banda toda em palco no caos que precede o "You give Love a Bad Name". Foi o melhor início de concerto sem dúvida, a eterna 2ª música foi desta vez tocada em primeiro lugar e com que garra foi tocada. Mais do que as músicas tocadas foi o clima de festa e de celebração que envolveu tudo e todos. A banda estava em casa e dar a todos, fans ocasionais ou hardcores, o melhor concerto de sempre.
Para mim o momento especial foi quando o Jon foi mesmo alí para uns escassos metros para interpretar o Make a Memory, tal como costumava em 2005 e2006 nos concertos indoors fazer com o blaze of glory. Foi o pedacinho de contacto mais intimo que tivemos e que nos abriu o apetite para o concertos Europeus de 2008. Com o Bed of Roses o Jon deu-se ao público, sem qualquer medo e saudou todos os que estavam mais perto numa caminhada desde o sitio onde interpretou o memory até ao palco.
O concerto prosseguiu em clima de festa e em celebração terminou ao som de uma nova interpretação de uma música que já não ouviamos desde 2003: Twist and Shout o memorável final dos concertos de 2001. E o que dizer do sempre electrizante Treat her Right que não deixou niguem sentado? Foi assim que o Jon desceu do palco e saiu pela parte de traz do recinto, despedindo-se do seu estado natal com clássicos festivos.
Foi assim uma viagem que serviu para concretizar um sonho e reafirmar a força que esta banda tem em alimentar esses sonhos. Mas mais sonhos ficaram agora por concretizar pois quanto mais se tem, mais noção se tem do que falta ter....E sem dúvida que esta foi uma página de ouro no livro de experiências Bon Jovi para todos os que a vivemos.
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15 março 2009
10 dias no Reino Unido em 2008
Aqui ficam algumas experiências do que foram 10 dias em terras de Sua Majestade entre 1 e 11 de Junho de 2008.
Depois de 4 dias de trabalho em que consegui recuperar 10% das energias perdidas foi em Glasgow entre os Escoceses de pronuncia vincada que voltei ao meu caminho na lost highway tour. No entanto S. Pedro pregou-nos uma valente partida e fez com que durante cerca de 6 horas chovesse ineterruptamente, 3 horas antes e durante o concerto, tornando este o mais difícil concerto de suportar devido às condições climatéricas adversas. Mas o facto de todos nos sentirmos encharcados até aos ossos não retirou mérito a um concerto que fosse outra banda qualquer provavelmente teria sido despachado em hora e meia. Apesar das lágrimas dos anjos que não conseguiram bilhete para o evento - como o jon tão bem gosta de referir nestas situações - testemunhámos mais uma vez o profissionalismo e dedicação dos de New Jersey. Desde o início com "Rockin' All over the World", que tão bem dá o pontapé de saída para mais duas horas e meia de festa. "Twist and Shout" na jukebox do "Sleep" encaixou que nem uma luva e permitiu ver um estádio cheio à chuva em que todos tinham as mãos no ar. O "Always" continuou a melhorar de concerto para concerto, provando mais do que nunca que quanto mais tocarem a música mais intenso se torna um solo de guitarra sublime que se supera a cada noite, ou uma voz límpida e imaculada que só acompanhada pelo piano repete um refrão que um coro de milhares repete. Se a chuva não abrandou, também devemos ao Jon já que ele decidiu incluir o épico "Dry County" que tal como no caso do "Always" melhorou bastante desde a sua frouxa estreia em Bruxelas. Quando nos apercebemos que o "Medicine" ficava para o encore pensámos que iríamos ter um encore curto e sem surpresas, mas que dizer de um "Hallelujah" que foi sem dúvida um dos pontos altos dos concertos da Lost Highway tour e que arrepia a cada nota, a cada palavra e que prova a excelente condição vocal que o Jon apresenta actualmente.
Sem tempo para descansar foi uma noite chuvosa e de viagem que nos levou a Manchester para assistir a mais um concerto com tempo de Inverno. Se a chuva abrandou, o vento e o frio fizeram-se sentir com mais intensidade e foi necessário uma banda "on fire" para fazer esquecer as condições metereológicas. E se em Glasgow retomei o caminho, em Manchester fiquei sem qualquer dúvida porque persigo este sonho, já que memórias são o que não faltam numa noite em que tivemos surpresas atrás de surpresas. Logo a abrir a música que para mim é somente a melhor introdução a um concerto com o fade-in a marcar o ritmo, os corações que batem cada vez mais depressa e as vozes que vão esculpindo um coro que tem o êxtase depois de 4 batidas de bateria: "Livin on a Prayer", o maior êxito da carreira da banda é perfeito para marcar o ritmo das horas seguintes. E se um "I Die for you" conquista todos os die hards, que dizer da única interpretação europeia do tema mais Beach Boys da banda: "Last Cigarette" provou ter energia e humor para deixar todos no ponto de querer mais. Mais uma vez tivemos que manter o ritmo e dançar até cair com um "Twist & Shout "na Jukebox e que consegue em 2 minutos meter 60 mil pessoas de braços no ar e aos pulos...Antes de mais uma crescente interpretação do "Always" podemos pela segunda vez ouvir a balada acústica "Diamond Ring", a qual foi apresentada como metáfora do processo de composição da banda e de como esta gosta de tornar tão íntimo como um bar locais tão gigantescos. "Blood on Blood", outro momento mágico que os fans tanto apreciam, fez também parte da celebração. E tal como em Glasgow a banda ofereceu-nos um "Dry County" que atingiu uma perfeição acima da realizada na noite anterior. O main set terminou ao som de um "Bad "One more time" Medicine" e foi ao som do encore mais Lost Highway que a banda se despediu pela segunda vez. E que encore, tão somente 3 das melhores faixas do último album: "We gotta goin on": um hino à participação do público; "Any other Day": épico que ficará por certo entre as favoritas dos fans; e "I Love this Town" que resulta extraordinariamente ao vivo. De facto esta foi a única vez nesta torne que a banda realizou 2 encores propositados, já que todas as vezes que o fizeram, o segundo foi arrancado a ferros com a banda a não sair de cena. E se o primeiro encore primou pelas músicas mais recentes, o segunto foi uma ode aos cássicos com a esperança de um "Sat. Night" e o sempre clássico "Wanted" a encerrar um dos melhores concertos da torne. Um dos pouco que apresentou casa cheia e que demonstrou porque a banda tem um carinho especial pela cidade.
O mau tempo acompanhou-nos para Conventry onde se assistiu a um concerto morno em que claramente a banda começava a ganhar balanço para o duplo combo de Londres. Ainda assim pude assistir pela primeira vez ao hit dos Beatles "Back in the USSR", que resulta na perfeição ainda para mais com o público Inglês. Sem esquecer é claro de um brilhante encore, iniciádo com a balada da torné - "Always" original - e em que pudemos ouvir pela última vez a minha favorita "These Days" numa interpretação que apesar de profissional não conseguiu-se aproximar da excelência que teve em Dublin. Mas apesar destes momentos este concerto fica marcado sim pela espontaneadade. Se poderem vão a http://www.bonjovitours.com/LostHighway/videos.asp e vejam o momento em que o entertainer Jon Bon Jovi revela o seu lado mais paternal e começa um diálogo com um pequeno rapaz de 8 anos que completamente indiferente à grandeza do momento responde às perguntas do cantor com uma inocência e desplicência próprias da idade. São estes pequenos momentos que marcam os concertos e que distinguem bandas profissionais dos que não tem medo de arriscar e que conseguem arrancar momentos únicos como este. Estonteante a forma como este miúdo passa de figurante a personagem principal de um concerto e em que os músicos não têm problemas em partilhar com ele o seu palco.Sem dúvida uma das memórias fortes desta torné.
Apenas um dia depois foi à beira do País de Gales, num estádio minúsculo e em que cabiam poucas mais de 20 mil pessoas, que assistimos ao ensaio geral do fim de torné. Bristol trouxe finalmente o bom tempo à torné Britanica dos Bon Jovi e o facto foi assinalado com a interpretação de uma das minhas favoritas: "Summertime", a primeira surpresa. Se no "Sleep" não houve tempo para qualquer medley, pudemos ouvir pela única vez na torné Europeia a versão acústica da música de Dylan mais interpretada por outros artistas: "Knockin' on Heaven's door" foi uma introdução competente para mais uma brilhante demonstração da boa forma em que a voz do Jon se encontra: Blaze of Glory com direito a gritos finais. Mas a surpresa do fim de tarde veio quando o vocalista apontou para vários baners (incluindo o meu) que partilhavam o mesmo desejo: "Lie to me", mais um desejo concedido e mais uma vez do meu álbum de eleição. E que interpretação.... É impossível explicar como algém que não interpreta uma música há 12 anos consegue fintar as dificuldades das notas agudas e deixar a todos boqueabertos com a perfeição de uma performence brilhante de uma balada íntima e que nunca pensei poder assistir ao vivo... Sem qualquer reparo é o que posso dizer de um "Lie to me" sentido e dramático tal como ouvimos na obra prima que dá pelo nome de "These Days". Estranhamente e a partir desse momento o concerto começou a acelerar de ritmo e foi à pressa que terminou com o encore mais recheado de êxitos: "Wanted" e "Prayer" anteciparam um final em que estava previsto um "Sat. Night" que foi retirado do set list. Abrupto este fim, mas não podiamo-nos queixar, pois assistimos a 1 momento histórico e único que não se vivia desde 1996 e que dificilmente se voltará a repetir.
E finalmente o local que serve de ponto de encontro para todos os fans que viajam de todos os cantos da Europa (e alguns mesmo de outros continentes) para se juntarem ao encerramento da torné Europeia. London, cidade que tal como New York, não pode ficar limitada ao país a que pertence, mas que se assume sim como cidade do mundo, na qual congregam pessoas vindas dos quatro cantos do planeta e que a tornam um local em que a mistura de raças predomina. Foi num estádio enorme que acolhe normalmente musculadas partidas de Rugby, a alguns Kms (ou milhas) fora do centro da cidade que se contruiu o último palco Bon Joviano da Lost Highway Tour no velho continente.
E se eram grandes as espectativas o primeiro concerto não conseguiu por certo encher as medidas dos fans que tinham sido habitudos a actuações brilhantes recheadas de surpresas. Não se pode dizer que a primeira noite foi má, longe disso. Podémos ouvir a melhor interpretação de "Dry County", ou do intimista "Diamond Ring", sem contar com o brilhante início de "Livin on a Prayer". Mas estes três momentos já tinham sido vividos em Manchester e já não constituiam surpresa. Até o angelical "Hallelujah", provavelmente também na sua melhor rendição da torné, não chegou para saciar tão àvidos fans que se deslocaram a Twickenham para este desfecho.
E foi com muita polémica e com promessas de muitos banners para o dia seguinte que os die hards passaram a noite a acampar para o que seria a última actuação da Lost Highway tour na Europa.
E para descrever o epílogo da torné, começo pelo local onde fiquei: 2ª fila entre o Jon e o Richie. Exactamente o mesmo local que 5 anos antes vivi a minha primeira noite de Bon Jovi em Londres, mais precisamente em Hyde Park. Pouco depois de uns The Feeling extremamente competentes e que animaram a torné Britânica tomei a decisão de guardar a máquina para este concerto. Não poderia deixar que a objectiva roubasse a minha atenção de um momento que marcaria o fim da minha aventura. E assim foi, absorvi a 100% das vibrações de uma banda que se entregou durante uma longa torné aos seus fans mais fiéis. Mais do que nunca tocaram as músicas mais pedidas e proporcionaram momentos históricos que serão lembrados durante muitos anos.
E tudo começou pela última vez ao som de um "Rockin all over the World" que me fazia lembrar todos os lugares que tinha visitado, seguido do tema título do último disco e que descreve o caminho percorrido durante 37 dias e 18 concertos em que pude viver o sonho ao vivo e a cores de partilhar a estrada com os meus heróis. Durante o qual cresci como fan e como Ser Humano e que espero colher frutos. "Born to be my Baby" não é das minhas favoritas, mas sem dúvida marca a torné por ter tido lugar em todos os concertos, e não há "Na Na Na Na's" que cheguem para dizer a euforia que provoca. Em 4º lugar foi tocada a música da qual tirei o meu nickname e a qual foi durante estes concertos antecedida de um "Take me to the sea"... Sim este foi verdadeiramente o 1º momento de loucura colectiva pois não há outro refrão que seja melhor ecoado por multidões: "You give Love a Bad Name". E se o calor se fazia sentir a banda foi na onda e deu-nos um "Summertime" com um "We will Rock you" a abrir. Aqui começavam a notar-se as primeiras diferenças entre o concerto "morno" da véspera e a festa da despedida que aconteceu neste último concerto. Seguiu-se a minha cruz: "Capt. Crash", com muitos confetis de fans à mistura. A música que a banda insiste em tocar na Europa pela sua coreografia alegre e fácil. Não conseguiu estragar o momento pois até mesmo as menos favoritas fazem parte da experiência.
Logo em seguida veio o já tradicional "Tico give me the beat" que dá inicio ao que foi uma das melhores versões do "Sleep". A música vinha perdendo força desde 2000, mas este ano ganhou novo fôlego com clichês que remontam aos anos 90: muitos "Ohhhh Yeahhhhssss", um Richie e Jon a partilharem o microfone principal antes do início do riff principal: 1, 2, 1,2, 1,2,3,4.... e claro as inumeras covers que a Jukebox nos trouxe. Em cada concerto era dificil prever o que seria tocado e isso torna a música ainda mais apetecivel. Desta vez podemos ouvir a cover que marca esta leg da torné: "Mercy", aquela que todos testemunhámos no Rock in Rio e que o Jon tão bem interpreta e dramatiza. Com muitos e bons "Yeah yeah yeah's" para recordar sempre. Seguida depois do clássico mais associado à jukebox de sempre: "Jumpin' Jack Flash", num meddley que vem desde 1993. E a festa continuou com as poses do costume e solos partilhados.
Foi então que, para os ânimos acalmarem, se ouviu a história de Patty Garet e Billy the Kid na letra de um "Blood Money" que cola na perfeição ao início do que foi também um dos momentos desta torné: "Blaze of Glory". Depois de vários anos a tocarem uma versão acústica e a saltarem o tema, presentearam-nos com versões sublimes com gritos que jamais pensávamos voltar a ouvir depois de 95 e guitarradas de tirar o chapéu. Sim este é um tema a solo, mas é também o Richie que brilha num extraordinário solo de guitarra que não deixa ningém indiferente.
Para voltar a aquecer o público foi tocado o "Any other Day" que assumiu definitivamente o papel de relevo que merecia. Sem dúvida uma das melhores composições de sempre da banda que merecia ter sido single, pois não só comove a todos com uma letra que facilmente nos relacionamos, como transborda de uma sonoridade Bon Joviana e que vai crescendo e acelerando, tal como a batida da bateria, desde o início até à apoteótica explosão de solos que serve de pretexto para apresentar alguns dos músicos. Sem dúvida outro grande momento da torné. "In These Arms" segue-se, e tal como "Capt. Crash" é assumida como uma favorita da banda para os estádios. No entanto desta vez têm o meu apoio quando seleccionam este tema que encaixa que nem uma luva no ambiente que se assemelha tanto ao famoso video lançado em 93. Outro grande momento que felizmente aconteceu na quase totalidade dos concertos que assisti.
"We gotta goin on" e "It's my Life" são os pretextos perfeitos para a participação do público e se estas músicas tiveram o seu expoente máximo em Portugal, os Ingleses conseguiram manter o nível de da festa. "Keep the Faith" e "Have a Nice Day" são dois momentos chave do concerto a nível audio visual, com muita participação do público e solos fortes de guitarra. Entre as duas músicas ouviu-se um Sr Sambora que nunca se cansou de dedicar a todos os presentes a já sua versão da power ballad dos anos 80: "I'll be there for you". Sem dúvida não seria com o "These Days" ou com o "Stranger" que num estádio o King of Swing se conseguiria impor. Com esta já sua versão apresenta-se com naturalidade e com ela conquista facilmente os presentes, quer com os "Oh ohh ohhhhh's" que pede, quer com o never ending guitar solo que magistralmente apresenta.
E quando todos pensavamos ouvir um "Who Says" (até mesmo o técnico que já vinha com uma guitarra acústica para o Jon), o front man anuncia que durante esta torné fizeram questão de tocar muitos pedidos e que iriam tocar o que seria a última grande estreia na Europa. Só às primeiras notas reconheci, pois depois de ter pedido esta música nas primeiras datas da tour, e de ter recebido um não com a cabeça, nunca poderia imaginar ouvir no maior palco de todos uma das músicas com maior significado para mim: "I Believe". E que melhor maneira de terminar uma aventura do que com uma letra tão optimista e cheia de esperança, no meio de riffs tão pesados e que caracterizam tão bem os anos 90 da banda. Foi uma GRANDE interpretação sem mácula, quer instrumental, quer vocal. Não sei o que o Jon anda a tomar para a garganta, mas sei que desde 96 que não soava tão bem. E este tema bem merece, pois são 5 minutos em que a adrenalina percorre todo o corpo e podemos ouvir o solo principal do Richie, o cantar em côro com lead singer e lead guitar a partilharem o microfone, ouvir o Jon a sentir as notas do solo final e claro sentir a magia de um tema intemporal que resume tão bem porque somos fans destes Srs de New Jersey: "Don't look up to your movie screens/No record stores or magazines/Close your eyes and you'll see/ YOU ARE ALL YOU REALLY NEED / IIIIIIIII BELIEVE".
Tal como em Hull em 2005 a frase "It Doesn't matter where you are, it doesn't matter where you go .... Take it in, Take it with you when you go" ganhou um significado muito especial, pois tinha que reunir tudo de bom que tinha recebido e levar para casa, para poder distribuir por todos a alegria que senti e que sinto sempre que me recordo desta viagem.
"Bad Medicine" foi outra das músicas que a par do "Sleep" vinha perdendo força. Na última tour teve uma melhoria substâncial com o "Gloria" e com a incerteza do "Shout". Mas nesta torné com tantos breaks do Sr Hitman e com um Jon a puxar mais do que nunca pelos presentes fizeram dos 10 minutos que a música dura, momentos de festa.
E no fim do main set, então o maior êxito. Todos de pé, ningém podia resistir e era ouvir a uma só voz: "Ohhhh We're half way there......".
O encore iniciou-se ao som do que foi a melhor interpretação a balada da torné. Como disse a música foi crescendo,e não minto se disser que os 5 minutos e pouco de Gelsenkirchen deram lugar a quase 8 minutos de pura magia. Solos intermináveis. Um Jon que bate palmas ao King of Swing e se entrega ao refrão e o diz com uns agudos que (tornando-me repetitivo) jamais sonharia ouvir ao vivo. Definitivamente outra das músicas que marcou a torné e que já fazia falta depois de anos e anos de ausência. "Always".
"Wanted" seguiu-se e como sempre é o momento mais cool da noite. Tal como outras músicas sentia que tinha vivido a letra nesta aventura em que não temos casa, mas sim um lar junto daquele palco, quando as luzes se apagam a música de abertura se começa a ouvir e sabemos que independentemente do resto do mundo, vamos testemunhar mais um momento irrepetivel e em que a banda vai provar porque tem a base de fans mais sólida da indústria.
"Sat. Night" seguiu-se, numa versão competente como a de Lisboa mas sem a alma de Amesterdão. E foi com ela que os 7 músicos se despederiam, como já o tinham feito 91 vezes antes durante os últimos oito meses, e 3 deles foram para o lado de forma a deixar os 4 irmãos fundadores em comunhão com um público rendido que exigia mais. Voltaram-se então uns para os outros para decidirem o que tocar, e foi em ambiente de festa que resolveram fechar a torné Europeia: "I Love this Town" com imagens de todas as cidades por onde passaram nos ecrans - com destaque para Londres no fim. Talvez tenha sido mesmo a forma perfeita de dizer goodbye a tantos Kms de sonho numa já tão longa lost highway. Para finalizar houve ainda tempo para um sempre festivo "Twist and Shout" que serviu apenas para espalhar a alegria por todo o público. Não houve tempo para dramatismos, nem tristezas.
Fechou-se assim para mim um ciclo que se iniciou precisamente em Londres um ano e quatro dias antes no local mais remoto e distante do palco que jamais tive; que me levou pela primeira vez aos States e à terra dos sonhos: New jersey; e me trouxe de volta a uma Europa em que pude cheirar a banda de perto. Eles prometeram voltar enquanto fossem desejados e espalharam mais uma vez a mensagem pela qual são conhecidos: optimismo e força para lutar pelos sonhos, afinal é disso que todos precisamos mais cedo ou mais tarde em certos momentos das nossas vidas.....
Depois de 4 dias de trabalho em que consegui recuperar 10% das energias perdidas foi em Glasgow entre os Escoceses de pronuncia vincada que voltei ao meu caminho na lost highway tour. No entanto S. Pedro pregou-nos uma valente partida e fez com que durante cerca de 6 horas chovesse ineterruptamente, 3 horas antes e durante o concerto, tornando este o mais difícil concerto de suportar devido às condições climatéricas adversas. Mas o facto de todos nos sentirmos encharcados até aos ossos não retirou mérito a um concerto que fosse outra banda qualquer provavelmente teria sido despachado em hora e meia. Apesar das lágrimas dos anjos que não conseguiram bilhete para o evento - como o jon tão bem gosta de referir nestas situações - testemunhámos mais uma vez o profissionalismo e dedicação dos de New Jersey. Desde o início com "Rockin' All over the World", que tão bem dá o pontapé de saída para mais duas horas e meia de festa. "Twist and Shout" na jukebox do "Sleep" encaixou que nem uma luva e permitiu ver um estádio cheio à chuva em que todos tinham as mãos no ar. O "Always" continuou a melhorar de concerto para concerto, provando mais do que nunca que quanto mais tocarem a música mais intenso se torna um solo de guitarra sublime que se supera a cada noite, ou uma voz límpida e imaculada que só acompanhada pelo piano repete um refrão que um coro de milhares repete. Se a chuva não abrandou, também devemos ao Jon já que ele decidiu incluir o épico "Dry County" que tal como no caso do "Always" melhorou bastante desde a sua frouxa estreia em Bruxelas. Quando nos apercebemos que o "Medicine" ficava para o encore pensámos que iríamos ter um encore curto e sem surpresas, mas que dizer de um "Hallelujah" que foi sem dúvida um dos pontos altos dos concertos da Lost Highway tour e que arrepia a cada nota, a cada palavra e que prova a excelente condição vocal que o Jon apresenta actualmente.
Sem tempo para descansar foi uma noite chuvosa e de viagem que nos levou a Manchester para assistir a mais um concerto com tempo de Inverno. Se a chuva abrandou, o vento e o frio fizeram-se sentir com mais intensidade e foi necessário uma banda "on fire" para fazer esquecer as condições metereológicas. E se em Glasgow retomei o caminho, em Manchester fiquei sem qualquer dúvida porque persigo este sonho, já que memórias são o que não faltam numa noite em que tivemos surpresas atrás de surpresas. Logo a abrir a música que para mim é somente a melhor introdução a um concerto com o fade-in a marcar o ritmo, os corações que batem cada vez mais depressa e as vozes que vão esculpindo um coro que tem o êxtase depois de 4 batidas de bateria: "Livin on a Prayer", o maior êxito da carreira da banda é perfeito para marcar o ritmo das horas seguintes. E se um "I Die for you" conquista todos os die hards, que dizer da única interpretação europeia do tema mais Beach Boys da banda: "Last Cigarette" provou ter energia e humor para deixar todos no ponto de querer mais. Mais uma vez tivemos que manter o ritmo e dançar até cair com um "Twist & Shout "na Jukebox e que consegue em 2 minutos meter 60 mil pessoas de braços no ar e aos pulos...Antes de mais uma crescente interpretação do "Always" podemos pela segunda vez ouvir a balada acústica "Diamond Ring", a qual foi apresentada como metáfora do processo de composição da banda e de como esta gosta de tornar tão íntimo como um bar locais tão gigantescos. "Blood on Blood", outro momento mágico que os fans tanto apreciam, fez também parte da celebração. E tal como em Glasgow a banda ofereceu-nos um "Dry County" que atingiu uma perfeição acima da realizada na noite anterior. O main set terminou ao som de um "Bad "One more time" Medicine" e foi ao som do encore mais Lost Highway que a banda se despediu pela segunda vez. E que encore, tão somente 3 das melhores faixas do último album: "We gotta goin on": um hino à participação do público; "Any other Day": épico que ficará por certo entre as favoritas dos fans; e "I Love this Town" que resulta extraordinariamente ao vivo. De facto esta foi a única vez nesta torne que a banda realizou 2 encores propositados, já que todas as vezes que o fizeram, o segundo foi arrancado a ferros com a banda a não sair de cena. E se o primeiro encore primou pelas músicas mais recentes, o segunto foi uma ode aos cássicos com a esperança de um "Sat. Night" e o sempre clássico "Wanted" a encerrar um dos melhores concertos da torne. Um dos pouco que apresentou casa cheia e que demonstrou porque a banda tem um carinho especial pela cidade.
O mau tempo acompanhou-nos para Conventry onde se assistiu a um concerto morno em que claramente a banda começava a ganhar balanço para o duplo combo de Londres. Ainda assim pude assistir pela primeira vez ao hit dos Beatles "Back in the USSR", que resulta na perfeição ainda para mais com o público Inglês. Sem esquecer é claro de um brilhante encore, iniciádo com a balada da torné - "Always" original - e em que pudemos ouvir pela última vez a minha favorita "These Days" numa interpretação que apesar de profissional não conseguiu-se aproximar da excelência que teve em Dublin. Mas apesar destes momentos este concerto fica marcado sim pela espontaneadade. Se poderem vão a http://www.bonjovitours.com/LostHighway/videos.asp e vejam o momento em que o entertainer Jon Bon Jovi revela o seu lado mais paternal e começa um diálogo com um pequeno rapaz de 8 anos que completamente indiferente à grandeza do momento responde às perguntas do cantor com uma inocência e desplicência próprias da idade. São estes pequenos momentos que marcam os concertos e que distinguem bandas profissionais dos que não tem medo de arriscar e que conseguem arrancar momentos únicos como este. Estonteante a forma como este miúdo passa de figurante a personagem principal de um concerto e em que os músicos não têm problemas em partilhar com ele o seu palco.Sem dúvida uma das memórias fortes desta torné.
Apenas um dia depois foi à beira do País de Gales, num estádio minúsculo e em que cabiam poucas mais de 20 mil pessoas, que assistimos ao ensaio geral do fim de torné. Bristol trouxe finalmente o bom tempo à torné Britanica dos Bon Jovi e o facto foi assinalado com a interpretação de uma das minhas favoritas: "Summertime", a primeira surpresa. Se no "Sleep" não houve tempo para qualquer medley, pudemos ouvir pela única vez na torné Europeia a versão acústica da música de Dylan mais interpretada por outros artistas: "Knockin' on Heaven's door" foi uma introdução competente para mais uma brilhante demonstração da boa forma em que a voz do Jon se encontra: Blaze of Glory com direito a gritos finais. Mas a surpresa do fim de tarde veio quando o vocalista apontou para vários baners (incluindo o meu) que partilhavam o mesmo desejo: "Lie to me", mais um desejo concedido e mais uma vez do meu álbum de eleição. E que interpretação.... É impossível explicar como algém que não interpreta uma música há 12 anos consegue fintar as dificuldades das notas agudas e deixar a todos boqueabertos com a perfeição de uma performence brilhante de uma balada íntima e que nunca pensei poder assistir ao vivo... Sem qualquer reparo é o que posso dizer de um "Lie to me" sentido e dramático tal como ouvimos na obra prima que dá pelo nome de "These Days". Estranhamente e a partir desse momento o concerto começou a acelerar de ritmo e foi à pressa que terminou com o encore mais recheado de êxitos: "Wanted" e "Prayer" anteciparam um final em que estava previsto um "Sat. Night" que foi retirado do set list. Abrupto este fim, mas não podiamo-nos queixar, pois assistimos a 1 momento histórico e único que não se vivia desde 1996 e que dificilmente se voltará a repetir.
E finalmente o local que serve de ponto de encontro para todos os fans que viajam de todos os cantos da Europa (e alguns mesmo de outros continentes) para se juntarem ao encerramento da torné Europeia. London, cidade que tal como New York, não pode ficar limitada ao país a que pertence, mas que se assume sim como cidade do mundo, na qual congregam pessoas vindas dos quatro cantos do planeta e que a tornam um local em que a mistura de raças predomina. Foi num estádio enorme que acolhe normalmente musculadas partidas de Rugby, a alguns Kms (ou milhas) fora do centro da cidade que se contruiu o último palco Bon Joviano da Lost Highway Tour no velho continente.
E se eram grandes as espectativas o primeiro concerto não conseguiu por certo encher as medidas dos fans que tinham sido habitudos a actuações brilhantes recheadas de surpresas. Não se pode dizer que a primeira noite foi má, longe disso. Podémos ouvir a melhor interpretação de "Dry County", ou do intimista "Diamond Ring", sem contar com o brilhante início de "Livin on a Prayer". Mas estes três momentos já tinham sido vividos em Manchester e já não constituiam surpresa. Até o angelical "Hallelujah", provavelmente também na sua melhor rendição da torné, não chegou para saciar tão àvidos fans que se deslocaram a Twickenham para este desfecho.
E foi com muita polémica e com promessas de muitos banners para o dia seguinte que os die hards passaram a noite a acampar para o que seria a última actuação da Lost Highway tour na Europa.
E para descrever o epílogo da torné, começo pelo local onde fiquei: 2ª fila entre o Jon e o Richie. Exactamente o mesmo local que 5 anos antes vivi a minha primeira noite de Bon Jovi em Londres, mais precisamente em Hyde Park. Pouco depois de uns The Feeling extremamente competentes e que animaram a torné Britânica tomei a decisão de guardar a máquina para este concerto. Não poderia deixar que a objectiva roubasse a minha atenção de um momento que marcaria o fim da minha aventura. E assim foi, absorvi a 100% das vibrações de uma banda que se entregou durante uma longa torné aos seus fans mais fiéis. Mais do que nunca tocaram as músicas mais pedidas e proporcionaram momentos históricos que serão lembrados durante muitos anos.
E tudo começou pela última vez ao som de um "Rockin all over the World" que me fazia lembrar todos os lugares que tinha visitado, seguido do tema título do último disco e que descreve o caminho percorrido durante 37 dias e 18 concertos em que pude viver o sonho ao vivo e a cores de partilhar a estrada com os meus heróis. Durante o qual cresci como fan e como Ser Humano e que espero colher frutos. "Born to be my Baby" não é das minhas favoritas, mas sem dúvida marca a torné por ter tido lugar em todos os concertos, e não há "Na Na Na Na's" que cheguem para dizer a euforia que provoca. Em 4º lugar foi tocada a música da qual tirei o meu nickname e a qual foi durante estes concertos antecedida de um "Take me to the sea"... Sim este foi verdadeiramente o 1º momento de loucura colectiva pois não há outro refrão que seja melhor ecoado por multidões: "You give Love a Bad Name". E se o calor se fazia sentir a banda foi na onda e deu-nos um "Summertime" com um "We will Rock you" a abrir. Aqui começavam a notar-se as primeiras diferenças entre o concerto "morno" da véspera e a festa da despedida que aconteceu neste último concerto. Seguiu-se a minha cruz: "Capt. Crash", com muitos confetis de fans à mistura. A música que a banda insiste em tocar na Europa pela sua coreografia alegre e fácil. Não conseguiu estragar o momento pois até mesmo as menos favoritas fazem parte da experiência.
Logo em seguida veio o já tradicional "Tico give me the beat" que dá inicio ao que foi uma das melhores versões do "Sleep". A música vinha perdendo força desde 2000, mas este ano ganhou novo fôlego com clichês que remontam aos anos 90: muitos "Ohhhh Yeahhhhssss", um Richie e Jon a partilharem o microfone principal antes do início do riff principal: 1, 2, 1,2, 1,2,3,4.... e claro as inumeras covers que a Jukebox nos trouxe. Em cada concerto era dificil prever o que seria tocado e isso torna a música ainda mais apetecivel. Desta vez podemos ouvir a cover que marca esta leg da torné: "Mercy", aquela que todos testemunhámos no Rock in Rio e que o Jon tão bem interpreta e dramatiza. Com muitos e bons "Yeah yeah yeah's" para recordar sempre. Seguida depois do clássico mais associado à jukebox de sempre: "Jumpin' Jack Flash", num meddley que vem desde 1993. E a festa continuou com as poses do costume e solos partilhados.
Foi então que, para os ânimos acalmarem, se ouviu a história de Patty Garet e Billy the Kid na letra de um "Blood Money" que cola na perfeição ao início do que foi também um dos momentos desta torné: "Blaze of Glory". Depois de vários anos a tocarem uma versão acústica e a saltarem o tema, presentearam-nos com versões sublimes com gritos que jamais pensávamos voltar a ouvir depois de 95 e guitarradas de tirar o chapéu. Sim este é um tema a solo, mas é também o Richie que brilha num extraordinário solo de guitarra que não deixa ningém indiferente.
Para voltar a aquecer o público foi tocado o "Any other Day" que assumiu definitivamente o papel de relevo que merecia. Sem dúvida uma das melhores composições de sempre da banda que merecia ter sido single, pois não só comove a todos com uma letra que facilmente nos relacionamos, como transborda de uma sonoridade Bon Joviana e que vai crescendo e acelerando, tal como a batida da bateria, desde o início até à apoteótica explosão de solos que serve de pretexto para apresentar alguns dos músicos. Sem dúvida outro grande momento da torné. "In These Arms" segue-se, e tal como "Capt. Crash" é assumida como uma favorita da banda para os estádios. No entanto desta vez têm o meu apoio quando seleccionam este tema que encaixa que nem uma luva no ambiente que se assemelha tanto ao famoso video lançado em 93. Outro grande momento que felizmente aconteceu na quase totalidade dos concertos que assisti.
"We gotta goin on" e "It's my Life" são os pretextos perfeitos para a participação do público e se estas músicas tiveram o seu expoente máximo em Portugal, os Ingleses conseguiram manter o nível de da festa. "Keep the Faith" e "Have a Nice Day" são dois momentos chave do concerto a nível audio visual, com muita participação do público e solos fortes de guitarra. Entre as duas músicas ouviu-se um Sr Sambora que nunca se cansou de dedicar a todos os presentes a já sua versão da power ballad dos anos 80: "I'll be there for you". Sem dúvida não seria com o "These Days" ou com o "Stranger" que num estádio o King of Swing se conseguiria impor. Com esta já sua versão apresenta-se com naturalidade e com ela conquista facilmente os presentes, quer com os "Oh ohh ohhhhh's" que pede, quer com o never ending guitar solo que magistralmente apresenta.
E quando todos pensavamos ouvir um "Who Says" (até mesmo o técnico que já vinha com uma guitarra acústica para o Jon), o front man anuncia que durante esta torné fizeram questão de tocar muitos pedidos e que iriam tocar o que seria a última grande estreia na Europa. Só às primeiras notas reconheci, pois depois de ter pedido esta música nas primeiras datas da tour, e de ter recebido um não com a cabeça, nunca poderia imaginar ouvir no maior palco de todos uma das músicas com maior significado para mim: "I Believe". E que melhor maneira de terminar uma aventura do que com uma letra tão optimista e cheia de esperança, no meio de riffs tão pesados e que caracterizam tão bem os anos 90 da banda. Foi uma GRANDE interpretação sem mácula, quer instrumental, quer vocal. Não sei o que o Jon anda a tomar para a garganta, mas sei que desde 96 que não soava tão bem. E este tema bem merece, pois são 5 minutos em que a adrenalina percorre todo o corpo e podemos ouvir o solo principal do Richie, o cantar em côro com lead singer e lead guitar a partilharem o microfone, ouvir o Jon a sentir as notas do solo final e claro sentir a magia de um tema intemporal que resume tão bem porque somos fans destes Srs de New Jersey: "Don't look up to your movie screens/No record stores or magazines/Close your eyes and you'll see/ YOU ARE ALL YOU REALLY NEED / IIIIIIIII BELIEVE".
Tal como em Hull em 2005 a frase "It Doesn't matter where you are, it doesn't matter where you go .... Take it in, Take it with you when you go" ganhou um significado muito especial, pois tinha que reunir tudo de bom que tinha recebido e levar para casa, para poder distribuir por todos a alegria que senti e que sinto sempre que me recordo desta viagem.
"Bad Medicine" foi outra das músicas que a par do "Sleep" vinha perdendo força. Na última tour teve uma melhoria substâncial com o "Gloria" e com a incerteza do "Shout". Mas nesta torné com tantos breaks do Sr Hitman e com um Jon a puxar mais do que nunca pelos presentes fizeram dos 10 minutos que a música dura, momentos de festa.
E no fim do main set, então o maior êxito. Todos de pé, ningém podia resistir e era ouvir a uma só voz: "Ohhhh We're half way there......".
O encore iniciou-se ao som do que foi a melhor interpretação a balada da torné. Como disse a música foi crescendo,e não minto se disser que os 5 minutos e pouco de Gelsenkirchen deram lugar a quase 8 minutos de pura magia. Solos intermináveis. Um Jon que bate palmas ao King of Swing e se entrega ao refrão e o diz com uns agudos que (tornando-me repetitivo) jamais sonharia ouvir ao vivo. Definitivamente outra das músicas que marcou a torné e que já fazia falta depois de anos e anos de ausência. "Always".
"Wanted" seguiu-se e como sempre é o momento mais cool da noite. Tal como outras músicas sentia que tinha vivido a letra nesta aventura em que não temos casa, mas sim um lar junto daquele palco, quando as luzes se apagam a música de abertura se começa a ouvir e sabemos que independentemente do resto do mundo, vamos testemunhar mais um momento irrepetivel e em que a banda vai provar porque tem a base de fans mais sólida da indústria.
"Sat. Night" seguiu-se, numa versão competente como a de Lisboa mas sem a alma de Amesterdão. E foi com ela que os 7 músicos se despederiam, como já o tinham feito 91 vezes antes durante os últimos oito meses, e 3 deles foram para o lado de forma a deixar os 4 irmãos fundadores em comunhão com um público rendido que exigia mais. Voltaram-se então uns para os outros para decidirem o que tocar, e foi em ambiente de festa que resolveram fechar a torné Europeia: "I Love this Town" com imagens de todas as cidades por onde passaram nos ecrans - com destaque para Londres no fim. Talvez tenha sido mesmo a forma perfeita de dizer goodbye a tantos Kms de sonho numa já tão longa lost highway. Para finalizar houve ainda tempo para um sempre festivo "Twist and Shout" que serviu apenas para espalhar a alegria por todo o público. Não houve tempo para dramatismos, nem tristezas.
Fechou-se assim para mim um ciclo que se iniciou precisamente em Londres um ano e quatro dias antes no local mais remoto e distante do palco que jamais tive; que me levou pela primeira vez aos States e à terra dos sonhos: New jersey; e me trouxe de volta a uma Europa em que pude cheirar a banda de perto. Eles prometeram voltar enquanto fossem desejados e espalharam mais uma vez a mensagem pela qual são conhecidos: optimismo e força para lutar pelos sonhos, afinal é disso que todos precisamos mais cedo ou mais tarde em certos momentos das nossas vidas.....
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12 março 2009
Amesterdão & Bruxelas 2008
Um Fim-de-semana prolongado na Lost Highway Tour
Partilho neste post algumas das memórias de um fim-de-semana de 2008 de muito Rock'n'Roll que vivi entre 12 e 15 de Junho, durante a torné de apresentação do álbum "Lost Highway" em terras Europeias.
E tudo se resumiu a dois momentos: um concerto de hora marcada para início e fim e outro em que regressariam a um país que os não via desde 2003.
Tudo previa que teriamos um aquecimento em Amesterdão e que a acção se iria desenrolar em Bruxelas.
Mas a banda prega-nos algumas partidas e o público também.
À partida à que salientar que ambos os concertos estavam a meia casa, o que não é exactamente um bom sinal.
Mas vamos ao que interessa:
Depois de uma emocionante partida em que os Holandeses derrotaram a França por 4-1, a banda imediatamente tomou o palco e os golos da selecção anfitriã substituiram alguns dos videos que normalmemnte marcam o início do concerto (situação engraçada que supreendeu os póprios músicos que olhavam estupefactos para os ecrans). O público estava ao rubro e quando se viu um JBJ com a camisola nr 1 da Holanda e o nome "Jon" nas costas, foi a loucura. O inicio surpreendeu com "Rockin'all over the World", proporcionando um excelente começo de festa. Logo que o tema terminou o Jon tirou a camisa e começou então o set que já nos habituámos.
A primeira surpresa surgiu no meddley do Sleep quando o Hugh começou o riff de baixo de um clássico que os BJ já não tocavam há bastante tempo: "Gimme some loving" demonstrou a energia que a banda estava a sentir. E de uma comunhão tão grande entre fans e banda surgiu o segundo momento da noite: o Dave a cantar os primeiros versos de um "In These Arms" a que todos nos habituámos.
O público puxava pela banda e a banda não se deixava intimidar e respondia desta vez com o Jon a segredar ao Richie algo que poucos segundos mais tarde ficariamos todos a saber que era a resposta ao banner que idealizei e que com uma mestria de profissional a Andreia realizou. Sim depois de mostrar durante algum tempo o banner em que se podia ler "Diamond Ring (desenho de um anel)", este surtiu o seu efeito. O próprio Jon introduziu a música dizendo que se era a primeira vez que estavam num concerto da banda deveriam aprender que eles realmente respondem a pedidos do público e o que se iria passar em seguida foi rodeado de um piscar de olho para a zona onde estávamos. E que versão... tocaram a música completa e com um sentimento que a gravação do youtube, que por certo já viram, não consegue transmitir. E que tal um Always logo de seguida? Não podia ser mais perfeito a música pedida tocada por completo e como introdução à power ballad que melhor define a geração de 90 que acompanha a banda. Sublime interpretação com o solo final a coroar mais um momento da noite.
Bons momentos continuaram com a festa dos Holandeses e os festivos "Capt Crash" e "Just Older". Mas eis que chega então mais um momento que define o concerto: !Saturday Night!. Até agora apesar das boas prestações não tinhamos tido a oportunidade de testemunhar o poder do Jon de adicionar letras a uma música. Desta vez fomos presenciados com essa benção e que poder teve esta música que deixou todos boqueabertos. Foram momentos inesqueciveis aqueles em que ouvimos um JBJ a gritar "I'm alive" e a provar porque esta banda está viva, recomenda-se e faz sonhar tanta gente. E se festa queriam os presentes, foi o que tiveram com "We gotta Goin on" e "It's my Life", um combo que arrasa os mais cepticos.
Em seguida, mais um momento da noite: "Keep the Faith". A música que é tocada repetidamente na Europa teve uma paixão que nos provam a cada grito porque continuamos a seguir a banda. Houve espaço para o "Sympathy for the Devil" e para Jungle screams, mas quer os add libs como os solos foram interpretados com tanta espontaneadade e emoção que pensámos todos que estavamos perante Deuses que nos abençoam com a sua presença. Extraordinário.
Depois de tanta energia foi tempo de recuperar as forças com a balada que o Richie já nos habituou e com a magnifica interpretação da música principal do filme Young Guns II.
"Blood on Blood" não tendo lugar no pódio da noite é sempre muito acarinhada pelos fans e é sempre um momento de comunhão entre a banda e os die-hards.
O fim do main set anunciava-se com as já tradicionais HAND(com os belíssimos efeitos visuais nos ecrans gigantes), "Who Says you can't go home" com os cachecois de Portugal em grande destaque nos ecrans gigantes (dado que estávamos mesmo em frente à câmara que filma o público) e o épico "Livin on a Prayer". E aqui ficou provado que estes fans só têm rival mesmo no fantástico público Português, pois apesar do estádio se encontrar a meia casa, foi a loucura. Não sei as raízes que partilham o povo luso e holandês, mas sei da enorme semelhança a nível do entusiasmo e entrega em concertos.
Para o encore todos esperávamos um "Wanted" e um "Medicine" já que a hora do curfew aproximava-se vertiginosamente, mas se acertamos na primeira (que concluiu um concerto que não podia ser extendido e que só por isso não teve mais encores), a segunda ficou pela primeira vez de fora de um concerto da banda desde que foi gravada em 1988.
Falta assim referir o que para todos os die-hards constituiu o momento da noite e por certo um momento histórico e que será para sempre lembrado como um dos momentos mais altos da carreira da banda. É um momento que define o que é uma banda a sério, que repeita os fans e deixa tudo o que tem para dar em palco. Com os fans da primeira fila a segurarem a letra, foi ver um Jon a dizer: "I'll try.." e a trocar palavras com o Richie do que seriam possivelmente os acordes de uma música interpretada pala banda 1 única vez ao longo de 20 anos (altura em que foi composta). E assim ouvimos uma improvisação de um "Stick to your Guns" que teve direito aos primeiros versos, refrão, segundos versos, refrão novamente e quando chegava a altura do solo foi ouvir o dueto de compositores Jon e Richie a repetirem a linha "It's oly if you have to" inúmeras vezes até chegar o momento de unirem as guitarras e soltarem um sorriso para os fans. Surreal é a única palavra que me ocorre para descrever este momento sublime....
A banda despediu-se do que foi um seus melhores concertos, provavelmente não apenas desta torné, mas da sua já longa carreira.....
E sem tempo para descansar no dia seguinte testemunhámos o que para muitos foi um grande concerto. Analisádo o set-list não há qualquer dúvidas, as estreias nesta torné Europeia de "One Wild Night", "Story of my Life", "Dry County" e "Last Man Standing" acompanhadas de um genial "Livin in Sin" enchem as medidas de qualquer fan mais exigente. Se a isto juntarmos o facto de que inovaram o set list básico ao remover o "Whole lot of Leavin" e o "We gotta goin on" (no primeiro caso não se notou a falta, ao contrário do segundo que é já um momento alto dos concertos deste ano) e adicionaram um "Any other Day" que se apresenta possivelmente como a melhor versão ao vivo das faixas do último disco de originais, não temos dúvidas em afirmar da qualidade do concerto.
Mas, ironia das ironias, tive a prova de que um excelente set list não faz um concerto excelente. As razões são várias e começam logo num público "morto" que pouco respondia aos apelos da banda. O frio que se fez sentir talvez tenha inibido os presentes e a banda notou isso. Em segundo lugar foram vários os problemas tecnicos que se repetiram durante o concerto (parece que é destino dos concertos em terras belgas, já que em 2003 o concerto foi marcado por uma falha de electricidade). A tudo isto juntou-se uma banda que cometeu gafes que irritaram o "maestro" que se fartou de com cara de poucos amigos avisar os colegas. Até a versão do épico "Dry County" teve inúmeras falhas com um JBJ a ler a letra que se encontrava no chão do palco do principio ao fim. E a limitar-se a orquestrar uma banda que nitidamente não está rodada com este tema. A apreensão do vocalista foi disfarçada sempre que encarava a audiência, sendo perfeitamente plausivél afirmar que houve momentos intensos como a interpretação electrizante de um "One Wild Night" com direito a introdução e várias danças do lead singer. Olhando o setlist foi possivel perceber que se enganaram no alinhamento já que "Livin in Sin" deveria ter aparecido logo no main set, e que por isso deixaram de fora um "Make a Memory" que já há muito que não se ouve. No entanto há a salientar que os temas Blaze e Blood foram trazidos para o set list, já que faziam parte apenas dos audibles.
Resumindo e concluindo, um concerto que começou com muita garra, foi perdendo a força e ao sabor do frio e da pouca participação, viu os Bon Jovi debitarem êxitos e a surpreenderam com um set list de sonho, mas que não teve público à altura. A banda foi sempre profissional mas por certo este não figurará na lista dos seus concertos predilectos.
E assim chegou ao fim um extended weekend em que pude acompanhar a banda que todos idolatramos. Uma semana curta de trabalho esperava-me até que pudesse voltar a essa "estrada perdida" para a última e derradeira etapa desta torné.
E tudo se resumiu a dois momentos: um concerto de hora marcada para início e fim e outro em que regressariam a um país que os não via desde 2003.
Tudo previa que teriamos um aquecimento em Amesterdão e que a acção se iria desenrolar em Bruxelas.
Mas a banda prega-nos algumas partidas e o público também.
À partida à que salientar que ambos os concertos estavam a meia casa, o que não é exactamente um bom sinal.
Mas vamos ao que interessa:
Depois de uma emocionante partida em que os Holandeses derrotaram a França por 4-1, a banda imediatamente tomou o palco e os golos da selecção anfitriã substituiram alguns dos videos que normalmemnte marcam o início do concerto (situação engraçada que supreendeu os póprios músicos que olhavam estupefactos para os ecrans). O público estava ao rubro e quando se viu um JBJ com a camisola nr 1 da Holanda e o nome "Jon" nas costas, foi a loucura. O inicio surpreendeu com "Rockin'all over the World", proporcionando um excelente começo de festa. Logo que o tema terminou o Jon tirou a camisa e começou então o set que já nos habituámos.
A primeira surpresa surgiu no meddley do Sleep quando o Hugh começou o riff de baixo de um clássico que os BJ já não tocavam há bastante tempo: "Gimme some loving" demonstrou a energia que a banda estava a sentir. E de uma comunhão tão grande entre fans e banda surgiu o segundo momento da noite: o Dave a cantar os primeiros versos de um "In These Arms" a que todos nos habituámos.
O público puxava pela banda e a banda não se deixava intimidar e respondia desta vez com o Jon a segredar ao Richie algo que poucos segundos mais tarde ficariamos todos a saber que era a resposta ao banner que idealizei e que com uma mestria de profissional a Andreia realizou. Sim depois de mostrar durante algum tempo o banner em que se podia ler "Diamond Ring (desenho de um anel)", este surtiu o seu efeito. O próprio Jon introduziu a música dizendo que se era a primeira vez que estavam num concerto da banda deveriam aprender que eles realmente respondem a pedidos do público e o que se iria passar em seguida foi rodeado de um piscar de olho para a zona onde estávamos. E que versão... tocaram a música completa e com um sentimento que a gravação do youtube, que por certo já viram, não consegue transmitir. E que tal um Always logo de seguida? Não podia ser mais perfeito a música pedida tocada por completo e como introdução à power ballad que melhor define a geração de 90 que acompanha a banda. Sublime interpretação com o solo final a coroar mais um momento da noite.
Bons momentos continuaram com a festa dos Holandeses e os festivos "Capt Crash" e "Just Older". Mas eis que chega então mais um momento que define o concerto: !Saturday Night!. Até agora apesar das boas prestações não tinhamos tido a oportunidade de testemunhar o poder do Jon de adicionar letras a uma música. Desta vez fomos presenciados com essa benção e que poder teve esta música que deixou todos boqueabertos. Foram momentos inesqueciveis aqueles em que ouvimos um JBJ a gritar "I'm alive" e a provar porque esta banda está viva, recomenda-se e faz sonhar tanta gente. E se festa queriam os presentes, foi o que tiveram com "We gotta Goin on" e "It's my Life", um combo que arrasa os mais cepticos.
Em seguida, mais um momento da noite: "Keep the Faith". A música que é tocada repetidamente na Europa teve uma paixão que nos provam a cada grito porque continuamos a seguir a banda. Houve espaço para o "Sympathy for the Devil" e para Jungle screams, mas quer os add libs como os solos foram interpretados com tanta espontaneadade e emoção que pensámos todos que estavamos perante Deuses que nos abençoam com a sua presença. Extraordinário.
Depois de tanta energia foi tempo de recuperar as forças com a balada que o Richie já nos habituou e com a magnifica interpretação da música principal do filme Young Guns II.
"Blood on Blood" não tendo lugar no pódio da noite é sempre muito acarinhada pelos fans e é sempre um momento de comunhão entre a banda e os die-hards.
O fim do main set anunciava-se com as já tradicionais HAND(com os belíssimos efeitos visuais nos ecrans gigantes), "Who Says you can't go home" com os cachecois de Portugal em grande destaque nos ecrans gigantes (dado que estávamos mesmo em frente à câmara que filma o público) e o épico "Livin on a Prayer". E aqui ficou provado que estes fans só têm rival mesmo no fantástico público Português, pois apesar do estádio se encontrar a meia casa, foi a loucura. Não sei as raízes que partilham o povo luso e holandês, mas sei da enorme semelhança a nível do entusiasmo e entrega em concertos.
Para o encore todos esperávamos um "Wanted" e um "Medicine" já que a hora do curfew aproximava-se vertiginosamente, mas se acertamos na primeira (que concluiu um concerto que não podia ser extendido e que só por isso não teve mais encores), a segunda ficou pela primeira vez de fora de um concerto da banda desde que foi gravada em 1988.
Falta assim referir o que para todos os die-hards constituiu o momento da noite e por certo um momento histórico e que será para sempre lembrado como um dos momentos mais altos da carreira da banda. É um momento que define o que é uma banda a sério, que repeita os fans e deixa tudo o que tem para dar em palco. Com os fans da primeira fila a segurarem a letra, foi ver um Jon a dizer: "I'll try.." e a trocar palavras com o Richie do que seriam possivelmente os acordes de uma música interpretada pala banda 1 única vez ao longo de 20 anos (altura em que foi composta). E assim ouvimos uma improvisação de um "Stick to your Guns" que teve direito aos primeiros versos, refrão, segundos versos, refrão novamente e quando chegava a altura do solo foi ouvir o dueto de compositores Jon e Richie a repetirem a linha "It's oly if you have to" inúmeras vezes até chegar o momento de unirem as guitarras e soltarem um sorriso para os fans. Surreal é a única palavra que me ocorre para descrever este momento sublime....
A banda despediu-se do que foi um seus melhores concertos, provavelmente não apenas desta torné, mas da sua já longa carreira.....
E sem tempo para descansar no dia seguinte testemunhámos o que para muitos foi um grande concerto. Analisádo o set-list não há qualquer dúvidas, as estreias nesta torné Europeia de "One Wild Night", "Story of my Life", "Dry County" e "Last Man Standing" acompanhadas de um genial "Livin in Sin" enchem as medidas de qualquer fan mais exigente. Se a isto juntarmos o facto de que inovaram o set list básico ao remover o "Whole lot of Leavin" e o "We gotta goin on" (no primeiro caso não se notou a falta, ao contrário do segundo que é já um momento alto dos concertos deste ano) e adicionaram um "Any other Day" que se apresenta possivelmente como a melhor versão ao vivo das faixas do último disco de originais, não temos dúvidas em afirmar da qualidade do concerto.
Mas, ironia das ironias, tive a prova de que um excelente set list não faz um concerto excelente. As razões são várias e começam logo num público "morto" que pouco respondia aos apelos da banda. O frio que se fez sentir talvez tenha inibido os presentes e a banda notou isso. Em segundo lugar foram vários os problemas tecnicos que se repetiram durante o concerto (parece que é destino dos concertos em terras belgas, já que em 2003 o concerto foi marcado por uma falha de electricidade). A tudo isto juntou-se uma banda que cometeu gafes que irritaram o "maestro" que se fartou de com cara de poucos amigos avisar os colegas. Até a versão do épico "Dry County" teve inúmeras falhas com um JBJ a ler a letra que se encontrava no chão do palco do principio ao fim. E a limitar-se a orquestrar uma banda que nitidamente não está rodada com este tema. A apreensão do vocalista foi disfarçada sempre que encarava a audiência, sendo perfeitamente plausivél afirmar que houve momentos intensos como a interpretação electrizante de um "One Wild Night" com direito a introdução e várias danças do lead singer. Olhando o setlist foi possivel perceber que se enganaram no alinhamento já que "Livin in Sin" deveria ter aparecido logo no main set, e que por isso deixaram de fora um "Make a Memory" que já há muito que não se ouve. No entanto há a salientar que os temas Blaze e Blood foram trazidos para o set list, já que faziam parte apenas dos audibles.
Resumindo e concluindo, um concerto que começou com muita garra, foi perdendo a força e ao sabor do frio e da pouca participação, viu os Bon Jovi debitarem êxitos e a surpreenderam com um set list de sonho, mas que não teve público à altura. A banda foi sempre profissional mas por certo este não figurará na lista dos seus concertos predilectos.
E assim chegou ao fim um extended weekend em que pude acompanhar a banda que todos idolatramos. Uma semana curta de trabalho esperava-me até que pudesse voltar a essa "estrada perdida" para a última e derradeira etapa desta torné.
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20 julho 2008
Europa, 2008
Os primeiros 10 concertos
Há 13 anos um rapazinho estava colado ao rádio a ouvir os seus ídolos actuarem a 200 Kms de distância. Os seus sonhos eram incertos mas começava uma paixão que o levaria a sítios que jamais pensaria visitar. Há apenas alguns dias cumpriu o sonho de ver os seus heróis em solo da sua pátria. A cantarem hinos de gerações, a desfilarem marcos nas vidas de tanta gente, a esforçarem-se como se ainda nem tivessem um acordo discográfico para cativar um público que no final aplaude e se rende perante tanta entrega. Em Portugal no dia 31 de Maio de 2008, assim foi .
Foi também especial pois provavelmente tive a pior posição num concerto "general admission" de sempre - aprox. 10ª fila - o lugar que provavelmente teria ocupado 13 anos antes se pudesse ter assistido ao seu 3º concerto em terras Lusas. Mas a emoção, essa superou tudo o que vivi até hoje. O alinhamento foi um greatest hist, como esperado, mas mais que isso, consistiu nas músicas que melhor estavam ensaiadas. Não houve nenhuma que não tivesse sido tocada repetidamente durante os últimos 26 anos. E porquê? Porque este era o concerto em que os presentes tinham de ser conquistados, os ouvintes da rádio tinham de sentir pena de não estarem lá, os que assistiam na TV deveriam também eles perceber porque os Bon Jovi são uma força da natureza capaz de arrebatar qualquer público. E assim foi...
Não houve espaço para raridades, haveria tempo para elas noutros palcos, neste apenas o melhor dos seus melhores. E era ver todos a saltar ao som de um Born to be my Baby, a cantarem em coro o refrão do You Give Love a Bad Name, a dançarem ao som de um Sleep When I'm Dead que incluiu pedaços de um lendário Start me Up ou de um muito actual Mercy, provando que esta banda tem conhecimento dos clássicos e que continua atenta às novas tendências do mercado. Raise your Hands foi um hino à participação de todos e com Runaway provaram que não esquecem as suas raízes.
E assim chegamos ao primeiro momento de extase da noite, quando os presentes já rendidos não resistiam aos apelos do lead singer, este atreveu-se a dizer: "I think you know this one", e foi ouvir como em mais nenhum lado do mundo uma multidão a gritar a balada suprema que foi um dos maiores êxitos dos anos 90. Interpretada sem qualquer mácula, com um solo adicional brilhante e um refrão final quase a capela. Aí senti pela primeira vez como aquela 10ª fila estava a dar os seus frutos, já que horas antes deixámos um presente à banda na qual se incluía uma nota onde entre outras coisas se podia ler: "If you want the audience to go crazy play Always". Sei que pode não ter sido factor determinante, mas estou certo que ajudou a que este tema fizesse parte do alinhamento. E a razão pela qual escolhemos esta e não outra música foi simples: sabiamos que havia uma hipotese real deste tema ficar de fora tal como ficou em tantos outros concertos pelo mundo fora, e mais do que qualquer outra raridade ou música pessoalmente favorita, sabiamos que este era o tema que teria mais impacto sobre a audiência e pelos vistos não nos enganámos.
O festival continuou com os momentos intensos que In These Arms e Blaze of Glory proporcionaram, mas depois veio o que seria o 2º êxtase do concerto: uma descida do palco para cumprimentar os fans que se aglumeraram junto ao corredor que ligava o palco à mesa de som. E foram bandeiras, cachecóis, tudo serviu para que o Jon exibisse a sua ligação ao nosso país. E como poderia levar o público ainda mais ao rubro? Até a música que estava a ser tocada parecia ser perfeita para tal entrega: "We gotta goin on", um tema explosivo que exige uma grtande participação do público.
Seguiram-se mais êxitos, sempre com uma participação estrondosa do público, e até o guitarrista Richie Samboa teve tempo de exibir os seus dotes vocais e talento na guitarra numa interpretação já bastante rodada da balada I'll be There for you que foi igualmente acarinhada pelo público. Ao show bizz juntaram-se igualmente momentos espontaneos como a de uma fan a correr pelo palco, tentando chegar ao Jon e que foi impedida pelos seguranças. No fim do main set chegou o maior êxito de sempre que não deixou ninguém indiferente: Livin on a Prayer, provavelmente ícone da cultura pop que já é um clássico indiscutível no mundo da música.
Com o encore veio o 3ª e último momento de extase (pessoalmente para mim e para a Anabela o momento maior da noite) um Jon Bon Jovi que vestiu a camisola da selecção das quinas e que nos fez sentir parte deste grande evento. É como se nos reconhecesse e nos desse de volta todo o esforço e dedicação que a esta banda dedicamos. E mais do que tudo, foi dar a este público maravilhoso uma razão para voltarem e sentirem que esta banda dá 100% tudo o que tem para conquistar a audiência. Foi assim ao som de um Saturday Night e de um Wanted que a banda se despediu, já sem mais tempo para tocar, mas com o tempo suficiente para agradecer o que foi aclamado por todos como uma grande noite de Rock and Roll. Para mim o 30º concerto da banda, 1º no meu país e com emoções fortes e à flor da pele.
Dias antes tinham menos energia, mas nem por isso menos vontade de supreender, em Gelsenkirchen quando integragram um Always a pedido dos fans presentes e improvisaram um We Will Rock you como introdução de uma das minhas favoritas do último album de originais: Summertime (e tão bem que sabe ouvir ao vivo num estádio este tema). Blood on Blood foi o terceiro grande momento deste primeiro concerto, e também o tema que encerraria mais um lendário concerto em Munique. Nesta cidade a sul da Alemanha é já tradição que os Bon Jovi brindem o estádio Olímpico com actuações fantásticas. E assim foi depois de um dia escaldante de calor, era sentir a chuva forte a cair e um Jon que brincava e encantava enquanto pela primeira vez interpretava um dos temas que marcará a torné: Mercy e o seus "yeah yeah yeahs". Ou até o céu se revoltasse quando Hey God foi interpretado com tamanha raiva e paixão. Era constatar que de cada vez que o concerto atingia um momento especial a chuva caía com ainda mais intensidade e sem qualquer medo a banda a enfrentasse e levasse os presentes a um estado de loucura colectiva que apenas alguns são capazes de criar. I Love this Town provou o carinho da banda pela cidade, apenas com a gafe de passarem o video vencedor de Gelsenkirchen - que incluia imagens do rival do Bayern de Munchen, Shalke 04. Twist and Shout foi outro dos momentos expontaneos da noite e já depois de todos os agradecimentos feitos, foi então o tema da fraternidade, blood on blood que encerrou um dos concertos que marca a torné Europeia dos rapazes de New Jersey.
A pouco dias do concerto em Portugal, um concerto curto, mas com inúmeras surpresas aconteceu em Leipzig: um These Days pela primeira vez interpretado pelo Jon nesta torné (mas ainda com um solo não de guitarra mas de violino), Wild in the Streets, Last Man Standing e Die for you destacaram-se. Já em Hamburgo foi a vez de mais um concerto brilhante: I Got the Girl num meddley com American Girl, Joey, Glory Days na juke box do Sleep, Livin in Sin ou um HALLELUJAH celestial, sem contar com mais uma brilhante interpretação de Hey God, Sat Night ou Die for you. A banda parecia estar on fire e todos pensámos que no dia seguinte em Stutgart seria apenas para picar o ponto. Enganámo-nos e bem, pois assistimos ao melhor concerto da torné no que diz respeito a set list e a comunhão fans banda: depois de um Bounce e de uma versão tocada na integra de Rockin all over the World foi ver o Jon a segredar a todos os músicos a surpresa da noite: Drift Away, cover que era stample em 86/87 mas que não era interpretada desde 1996. Ou o que dizer de um combo Livin in Sin, Wild is the Wind que deixou a todos sem folego? E pela segunda vez na torné, não resistiram e depois da despedida voltaram para um Any other Day que é sem dúvida um dos melhores temas do último registo discográfico e que serve na perfeição para aprersentar os músicos da banda. Mas falar de Stutgart é falar de um Jon Bon Jovi que durante o Livin on a Prayer fez aquilo que já não fazia desde 2000 e que já era impossivel na cabeça de todos: descer do palco e cumprimentar pessoalmente o centro da primeira fila. Inacreditável? Eu proprio não acreditaria se mo contassem, mas assim foi no dia 29 de Maio de 2008.
E depois do já comentado brilhante regresso depois de 13 anos a Portugal, foi ver muitos fans que viajaram até Barcelona a partir de muitos pontos da Europa assistirem a um concerto extremamente profissional em que se destacaram um Bed of Roses original, introduzido por uma interpretação acústica do Elvisiano I can't Help Falling in Love with you. Além dos greatest Hits da Bela Vista, foram adicionados temas para os fans como Hey God ou o sempre popular Capt Crash. Mas apesar de terem tocado mais tempo aqui do que em Portugal, por se tratar de um concerto em nome próprio e não de festival, notou-se que não houve a espontaneadade, o delírio e a magia que aconteceram na noite anterior.
Frankfurt foi o destino seguinte e se Stutgart foi brilhante, que dizer do aufiderzin dos Bon Jovi ao público alemão? Lay your hands on me com uma introdução old school, Summertime mais uma vez com um We will Rock you na introdução ou Any other Day no início do encore (posição ideal para esta faixa já que começa bastante calma e vai ganhando força à medida que se aproxima do explosivo e solista final) foram alguns dos pontos altos. Mas pessoalmente este concerto teve um sabor especial. Uma fan Alemã que se encontrava atrás de mim disse-me antes do concerto começar que queria pedir o Miracle. Eu disse-lhe que seria impossível mas que deveria pedir o Blood Money já que a banda tinha interpretado a música nos States. Assim sugeri-lhe a frase "Blood Money would be a Miracle" que ela brilhantemente esculpiu num banner - em vez da palavra money desenhou uma nota de dollar, que deu um efeito espetacular ao banner. E foi ouvir o Jon de olhos fechados a interpretar o tema pedido por completo e no final ainda lançou um sorriso á minha amiga que logo se virou para mim e me disse "give me 5"... Esta história já de si seria boa, mas o que dizer quando depois de ter mostrado algumas vezes o meu banner que simplesmente dizia "Damned" ouvi um JBJ a cantar a capela um Because the night belongs to the lovers... Era o prenuncio de um momento tão pessoal que não saberei descrever: Era um Damned que me foi dedicado com um siorriso e com uma expressão de quem diz "Estás a ver, nós conseguimos tocar a música". Foi celestial a performence.. não sou eu, mas 50 mil outros que o comprovaram. Sem esquecer claro ver a nossa compatriota aos saltos no palco, enquanto o Jon olhava para ela, lhe estendia a mão de longe e lhe esboçava um sorriso - sim Sara foi para tí;). Os momentos da noite foram comprovados pelo set list já que nenhum dos requests se incluia nem sequer nos audibles. Para terminar este foi também o concerto em que foi tocado o Thee Days original com solo integral de guitarra e em que 2 músicas deste album se fizeram ouvir. Mais não poderiamos pedir....
Na recta final desta aventura foram os terrenos relvados de locais no meio do nada quer na Austria, quer em Dublin, que acolheram os últimos concertos. Na Aústria depois de um sol radioso foi apanhar com 15 minutos de uma tempestade de chuva grossa que me ensopou da cabeça aos pés. Quanto ao concerto destacaram-se Garadgeland, Complicated e I got the girl num concerto não muito longo mas que contou com mais uma preciosa rendição de Any other Day, sem o esplendor de outros palcos. Já em Dublin vimos um muito comunicativo Jon a falar pelos cotovelos com os presentes. Se surpresas não houvberam, não faltou conserteza espontaneadade com uma fan a agarrar-se ao Jon e não o largar. Nem os dois seguranças a conseguiam fazer largar o vocalista, que apenas o conseguiu quando calmamente olhou-a nos olhos e lhe deu um beijo de tirar a respiração. Só aí foi possível leva-la. O mesmo Jon não deixou de comentar dizendo que a trouxessem de volta e que conhecia as "crazy son of the b*******" das Irlandesas, pois era casado com uma. Mas nem só de coisas boas foi marcado este concerto na cidade preferida do Jon. A sua hay fever como referiu fe-lo tossir na maior parte do tempo que esteve em palco e quando se ausentava por certo que tomava algo para conseguir resistir. Teve até de usar um cachecol durante a maior parte do tempo para travar o frio que se fazia sentir. O melhor momento da noite foi mesmo o encore com um HALLELUJAH e um Always em claro esforço. Tal como em Barcelona levaram Bad Medicine para o fim do encore, mas ao invés do que aconteceu na capital da Catalunha, não conseguiram deixar o palco ao som da brilhate e sempre surpreendente interpretação da faixa que ficará para sempre associada à frase introdutória: "Is there a doctor in the house?". Foi vê-los falar de costas para o público a combinar o que tocar em seguida. Rockin all Over the World numa versão integral serviu para o apogeu de These Days na melhor intepretação do tema título do 6ª album de originais e que fechou com chave de ouro um dos concertos principais em terras do velho continente.
Muitos temas stamples haveriam a destacar, de um Born to be my Baby poderoso, a um Sleep que tem mais força do que em qualquer torné passada, um Blaze original com uma foça que hà muito não se via, ou um In These Arms em que o Jon vai aos lados do palco e que leva a todos à loucura - e que inclusivamente foi parcialmente cantado pelo Dave em Munich e Hamburgo (com um Jon sentado no chão à chinês a contemplar o seu "irmão"). Ou um It's my Life que atinge a cada noite um status cada vez maior. Quem sabe não será lembrado como outro Livin on a Prayer? Keep the Faith com Sympathy for the Devil, gritos selvagem sobre a jungle que está lá fora ou "apenas" com dois solos impressionantes presentiados pelo King of Swing que viaja de uma lado ao outro do palco revelando o seu talento a todos os que ainda podessem ter dúvidas sobre as suas capacidades. Ao Faith juntam-se Have A nice Day e Bad Medicine nos temas em que o cenário mais se eviencia e proporciona aos presentes uma experiência deslumbrante. E que dizer aos já famosos "It's Alright" de um Who Says you can't go home que já assumiu papel de hit mesmo aqui na Europa, onde o Country não é moda. As 3 faixas regulares do Lost Highway demonstram que é um disco que é demasiado intimista para os grandes palcos, mas que ainda assim possui momentos muito bons. Do whole lot of leaving salva-se a linha "....Do we got it anymore?" sempre com um coro de saudações como resposta. Lost Highway, o tema de abertura não é por certo o melhor para o efeito, mas a bridge permite uma expressão dramática, enquanto que We gotta goin on encaixa como uma luva no espetáculo. Outros temas já interpretados: Summertime, Any Other Day e I Love this Town têm sempre uma boa reação revelando-se coerentes. Last Night é um mid-tempo que não consegue sobressair num ambiente de estádio e de tanta festa. Por fim Make a Memory foi lentamente sendo substituida no set list por baladas de maior êxito e que encaixam melhor num ambiente de estádio como são Bed of Roses ou Always. A introdução ao concerto encontra-se muito bem feita, quer a nível sonoro como a nível de vídeo com a antecipação a ser levada ao rubro até à entrada dos músicos. Estes estão a 100% (no Richie então nota-se uma diferença brutal para a última torné). Ah e têm sempre que possível reagido ao nome Portugal quando vêm entre o público, quer através de sorrisos, saudações ou acenos.
"I've seen a million faces and I've rocked them all" é o moto para o tema que normalmente faz encerrar as luzes e leva toda a banda à boca do palco para agradecer mais um estonteante concerto. Muitos milhões se irão seguir se continuarem com esta entrega, dedicação e a fazer sonhar mais miúdos que crescem para se tornarem homens que perseguem os seus sonhos e os concretizam.....
Foi também especial pois provavelmente tive a pior posição num concerto "general admission" de sempre - aprox. 10ª fila - o lugar que provavelmente teria ocupado 13 anos antes se pudesse ter assistido ao seu 3º concerto em terras Lusas. Mas a emoção, essa superou tudo o que vivi até hoje. O alinhamento foi um greatest hist, como esperado, mas mais que isso, consistiu nas músicas que melhor estavam ensaiadas. Não houve nenhuma que não tivesse sido tocada repetidamente durante os últimos 26 anos. E porquê? Porque este era o concerto em que os presentes tinham de ser conquistados, os ouvintes da rádio tinham de sentir pena de não estarem lá, os que assistiam na TV deveriam também eles perceber porque os Bon Jovi são uma força da natureza capaz de arrebatar qualquer público. E assim foi...
Não houve espaço para raridades, haveria tempo para elas noutros palcos, neste apenas o melhor dos seus melhores. E era ver todos a saltar ao som de um Born to be my Baby, a cantarem em coro o refrão do You Give Love a Bad Name, a dançarem ao som de um Sleep When I'm Dead que incluiu pedaços de um lendário Start me Up ou de um muito actual Mercy, provando que esta banda tem conhecimento dos clássicos e que continua atenta às novas tendências do mercado. Raise your Hands foi um hino à participação de todos e com Runaway provaram que não esquecem as suas raízes.
E assim chegamos ao primeiro momento de extase da noite, quando os presentes já rendidos não resistiam aos apelos do lead singer, este atreveu-se a dizer: "I think you know this one", e foi ouvir como em mais nenhum lado do mundo uma multidão a gritar a balada suprema que foi um dos maiores êxitos dos anos 90. Interpretada sem qualquer mácula, com um solo adicional brilhante e um refrão final quase a capela. Aí senti pela primeira vez como aquela 10ª fila estava a dar os seus frutos, já que horas antes deixámos um presente à banda na qual se incluía uma nota onde entre outras coisas se podia ler: "If you want the audience to go crazy play Always". Sei que pode não ter sido factor determinante, mas estou certo que ajudou a que este tema fizesse parte do alinhamento. E a razão pela qual escolhemos esta e não outra música foi simples: sabiamos que havia uma hipotese real deste tema ficar de fora tal como ficou em tantos outros concertos pelo mundo fora, e mais do que qualquer outra raridade ou música pessoalmente favorita, sabiamos que este era o tema que teria mais impacto sobre a audiência e pelos vistos não nos enganámos.
O festival continuou com os momentos intensos que In These Arms e Blaze of Glory proporcionaram, mas depois veio o que seria o 2º êxtase do concerto: uma descida do palco para cumprimentar os fans que se aglumeraram junto ao corredor que ligava o palco à mesa de som. E foram bandeiras, cachecóis, tudo serviu para que o Jon exibisse a sua ligação ao nosso país. E como poderia levar o público ainda mais ao rubro? Até a música que estava a ser tocada parecia ser perfeita para tal entrega: "We gotta goin on", um tema explosivo que exige uma grtande participação do público.
Seguiram-se mais êxitos, sempre com uma participação estrondosa do público, e até o guitarrista Richie Samboa teve tempo de exibir os seus dotes vocais e talento na guitarra numa interpretação já bastante rodada da balada I'll be There for you que foi igualmente acarinhada pelo público. Ao show bizz juntaram-se igualmente momentos espontaneos como a de uma fan a correr pelo palco, tentando chegar ao Jon e que foi impedida pelos seguranças. No fim do main set chegou o maior êxito de sempre que não deixou ninguém indiferente: Livin on a Prayer, provavelmente ícone da cultura pop que já é um clássico indiscutível no mundo da música.
Com o encore veio o 3ª e último momento de extase (pessoalmente para mim e para a Anabela o momento maior da noite) um Jon Bon Jovi que vestiu a camisola da selecção das quinas e que nos fez sentir parte deste grande evento. É como se nos reconhecesse e nos desse de volta todo o esforço e dedicação que a esta banda dedicamos. E mais do que tudo, foi dar a este público maravilhoso uma razão para voltarem e sentirem que esta banda dá 100% tudo o que tem para conquistar a audiência. Foi assim ao som de um Saturday Night e de um Wanted que a banda se despediu, já sem mais tempo para tocar, mas com o tempo suficiente para agradecer o que foi aclamado por todos como uma grande noite de Rock and Roll. Para mim o 30º concerto da banda, 1º no meu país e com emoções fortes e à flor da pele.
Dias antes tinham menos energia, mas nem por isso menos vontade de supreender, em Gelsenkirchen quando integragram um Always a pedido dos fans presentes e improvisaram um We Will Rock you como introdução de uma das minhas favoritas do último album de originais: Summertime (e tão bem que sabe ouvir ao vivo num estádio este tema). Blood on Blood foi o terceiro grande momento deste primeiro concerto, e também o tema que encerraria mais um lendário concerto em Munique. Nesta cidade a sul da Alemanha é já tradição que os Bon Jovi brindem o estádio Olímpico com actuações fantásticas. E assim foi depois de um dia escaldante de calor, era sentir a chuva forte a cair e um Jon que brincava e encantava enquanto pela primeira vez interpretava um dos temas que marcará a torné: Mercy e o seus "yeah yeah yeahs". Ou até o céu se revoltasse quando Hey God foi interpretado com tamanha raiva e paixão. Era constatar que de cada vez que o concerto atingia um momento especial a chuva caía com ainda mais intensidade e sem qualquer medo a banda a enfrentasse e levasse os presentes a um estado de loucura colectiva que apenas alguns são capazes de criar. I Love this Town provou o carinho da banda pela cidade, apenas com a gafe de passarem o video vencedor de Gelsenkirchen - que incluia imagens do rival do Bayern de Munchen, Shalke 04. Twist and Shout foi outro dos momentos expontaneos da noite e já depois de todos os agradecimentos feitos, foi então o tema da fraternidade, blood on blood que encerrou um dos concertos que marca a torné Europeia dos rapazes de New Jersey.
A pouco dias do concerto em Portugal, um concerto curto, mas com inúmeras surpresas aconteceu em Leipzig: um These Days pela primeira vez interpretado pelo Jon nesta torné (mas ainda com um solo não de guitarra mas de violino), Wild in the Streets, Last Man Standing e Die for you destacaram-se. Já em Hamburgo foi a vez de mais um concerto brilhante: I Got the Girl num meddley com American Girl, Joey, Glory Days na juke box do Sleep, Livin in Sin ou um HALLELUJAH celestial, sem contar com mais uma brilhante interpretação de Hey God, Sat Night ou Die for you. A banda parecia estar on fire e todos pensámos que no dia seguinte em Stutgart seria apenas para picar o ponto. Enganámo-nos e bem, pois assistimos ao melhor concerto da torné no que diz respeito a set list e a comunhão fans banda: depois de um Bounce e de uma versão tocada na integra de Rockin all over the World foi ver o Jon a segredar a todos os músicos a surpresa da noite: Drift Away, cover que era stample em 86/87 mas que não era interpretada desde 1996. Ou o que dizer de um combo Livin in Sin, Wild is the Wind que deixou a todos sem folego? E pela segunda vez na torné, não resistiram e depois da despedida voltaram para um Any other Day que é sem dúvida um dos melhores temas do último registo discográfico e que serve na perfeição para aprersentar os músicos da banda. Mas falar de Stutgart é falar de um Jon Bon Jovi que durante o Livin on a Prayer fez aquilo que já não fazia desde 2000 e que já era impossivel na cabeça de todos: descer do palco e cumprimentar pessoalmente o centro da primeira fila. Inacreditável? Eu proprio não acreditaria se mo contassem, mas assim foi no dia 29 de Maio de 2008.
E depois do já comentado brilhante regresso depois de 13 anos a Portugal, foi ver muitos fans que viajaram até Barcelona a partir de muitos pontos da Europa assistirem a um concerto extremamente profissional em que se destacaram um Bed of Roses original, introduzido por uma interpretação acústica do Elvisiano I can't Help Falling in Love with you. Além dos greatest Hits da Bela Vista, foram adicionados temas para os fans como Hey God ou o sempre popular Capt Crash. Mas apesar de terem tocado mais tempo aqui do que em Portugal, por se tratar de um concerto em nome próprio e não de festival, notou-se que não houve a espontaneadade, o delírio e a magia que aconteceram na noite anterior.
Frankfurt foi o destino seguinte e se Stutgart foi brilhante, que dizer do aufiderzin dos Bon Jovi ao público alemão? Lay your hands on me com uma introdução old school, Summertime mais uma vez com um We will Rock you na introdução ou Any other Day no início do encore (posição ideal para esta faixa já que começa bastante calma e vai ganhando força à medida que se aproxima do explosivo e solista final) foram alguns dos pontos altos. Mas pessoalmente este concerto teve um sabor especial. Uma fan Alemã que se encontrava atrás de mim disse-me antes do concerto começar que queria pedir o Miracle. Eu disse-lhe que seria impossível mas que deveria pedir o Blood Money já que a banda tinha interpretado a música nos States. Assim sugeri-lhe a frase "Blood Money would be a Miracle" que ela brilhantemente esculpiu num banner - em vez da palavra money desenhou uma nota de dollar, que deu um efeito espetacular ao banner. E foi ouvir o Jon de olhos fechados a interpretar o tema pedido por completo e no final ainda lançou um sorriso á minha amiga que logo se virou para mim e me disse "give me 5"... Esta história já de si seria boa, mas o que dizer quando depois de ter mostrado algumas vezes o meu banner que simplesmente dizia "Damned" ouvi um JBJ a cantar a capela um Because the night belongs to the lovers... Era o prenuncio de um momento tão pessoal que não saberei descrever: Era um Damned que me foi dedicado com um siorriso e com uma expressão de quem diz "Estás a ver, nós conseguimos tocar a música". Foi celestial a performence.. não sou eu, mas 50 mil outros que o comprovaram. Sem esquecer claro ver a nossa compatriota aos saltos no palco, enquanto o Jon olhava para ela, lhe estendia a mão de longe e lhe esboçava um sorriso - sim Sara foi para tí;). Os momentos da noite foram comprovados pelo set list já que nenhum dos requests se incluia nem sequer nos audibles. Para terminar este foi também o concerto em que foi tocado o Thee Days original com solo integral de guitarra e em que 2 músicas deste album se fizeram ouvir. Mais não poderiamos pedir....
Na recta final desta aventura foram os terrenos relvados de locais no meio do nada quer na Austria, quer em Dublin, que acolheram os últimos concertos. Na Aústria depois de um sol radioso foi apanhar com 15 minutos de uma tempestade de chuva grossa que me ensopou da cabeça aos pés. Quanto ao concerto destacaram-se Garadgeland, Complicated e I got the girl num concerto não muito longo mas que contou com mais uma preciosa rendição de Any other Day, sem o esplendor de outros palcos. Já em Dublin vimos um muito comunicativo Jon a falar pelos cotovelos com os presentes. Se surpresas não houvberam, não faltou conserteza espontaneadade com uma fan a agarrar-se ao Jon e não o largar. Nem os dois seguranças a conseguiam fazer largar o vocalista, que apenas o conseguiu quando calmamente olhou-a nos olhos e lhe deu um beijo de tirar a respiração. Só aí foi possível leva-la. O mesmo Jon não deixou de comentar dizendo que a trouxessem de volta e que conhecia as "crazy son of the b*******" das Irlandesas, pois era casado com uma. Mas nem só de coisas boas foi marcado este concerto na cidade preferida do Jon. A sua hay fever como referiu fe-lo tossir na maior parte do tempo que esteve em palco e quando se ausentava por certo que tomava algo para conseguir resistir. Teve até de usar um cachecol durante a maior parte do tempo para travar o frio que se fazia sentir. O melhor momento da noite foi mesmo o encore com um HALLELUJAH e um Always em claro esforço. Tal como em Barcelona levaram Bad Medicine para o fim do encore, mas ao invés do que aconteceu na capital da Catalunha, não conseguiram deixar o palco ao som da brilhate e sempre surpreendente interpretação da faixa que ficará para sempre associada à frase introdutória: "Is there a doctor in the house?". Foi vê-los falar de costas para o público a combinar o que tocar em seguida. Rockin all Over the World numa versão integral serviu para o apogeu de These Days na melhor intepretação do tema título do 6ª album de originais e que fechou com chave de ouro um dos concertos principais em terras do velho continente.
Muitos temas stamples haveriam a destacar, de um Born to be my Baby poderoso, a um Sleep que tem mais força do que em qualquer torné passada, um Blaze original com uma foça que hà muito não se via, ou um In These Arms em que o Jon vai aos lados do palco e que leva a todos à loucura - e que inclusivamente foi parcialmente cantado pelo Dave em Munich e Hamburgo (com um Jon sentado no chão à chinês a contemplar o seu "irmão"). Ou um It's my Life que atinge a cada noite um status cada vez maior. Quem sabe não será lembrado como outro Livin on a Prayer? Keep the Faith com Sympathy for the Devil, gritos selvagem sobre a jungle que está lá fora ou "apenas" com dois solos impressionantes presentiados pelo King of Swing que viaja de uma lado ao outro do palco revelando o seu talento a todos os que ainda podessem ter dúvidas sobre as suas capacidades. Ao Faith juntam-se Have A nice Day e Bad Medicine nos temas em que o cenário mais se eviencia e proporciona aos presentes uma experiência deslumbrante. E que dizer aos já famosos "It's Alright" de um Who Says you can't go home que já assumiu papel de hit mesmo aqui na Europa, onde o Country não é moda. As 3 faixas regulares do Lost Highway demonstram que é um disco que é demasiado intimista para os grandes palcos, mas que ainda assim possui momentos muito bons. Do whole lot of leaving salva-se a linha "....Do we got it anymore?" sempre com um coro de saudações como resposta. Lost Highway, o tema de abertura não é por certo o melhor para o efeito, mas a bridge permite uma expressão dramática, enquanto que We gotta goin on encaixa como uma luva no espetáculo. Outros temas já interpretados: Summertime, Any Other Day e I Love this Town têm sempre uma boa reação revelando-se coerentes. Last Night é um mid-tempo que não consegue sobressair num ambiente de estádio e de tanta festa. Por fim Make a Memory foi lentamente sendo substituida no set list por baladas de maior êxito e que encaixam melhor num ambiente de estádio como são Bed of Roses ou Always. A introdução ao concerto encontra-se muito bem feita, quer a nível sonoro como a nível de vídeo com a antecipação a ser levada ao rubro até à entrada dos músicos. Estes estão a 100% (no Richie então nota-se uma diferença brutal para a última torné). Ah e têm sempre que possível reagido ao nome Portugal quando vêm entre o público, quer através de sorrisos, saudações ou acenos.
"I've seen a million faces and I've rocked them all" é o moto para o tema que normalmente faz encerrar as luzes e leva toda a banda à boca do palco para agradecer mais um estonteante concerto. Muitos milhões se irão seguir se continuarem com esta entrega, dedicação e a fazer sonhar mais miúdos que crescem para se tornarem homens que perseguem os seus sonhos e os concretizam.....
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