Dresden, 10 de Junho de 2011
Os Bon Jovi fizeram a sua segunda paragem na Europa em 2011 na cidade alemã de Dresden e a cidade histórica não poderia pedir mais.
A digressão Open Air, que percorreu os estádios da Europa em 2011, é um resumo de uma carreira de 27 anos. Sucessos como Bad Name, Keep the Faith, It's my life ou o mais recente We Weren't Born to Follow desfilam ao longo de duas horas e meia, dentro das quais a banda teve ainda tempo para incluir um set acústico à frente da zona Diamond, medleys de clássicos, como Roadhouse Blues ou Star Me Up, ou ainda momentos épicos para os fans como os inpiradores Undivided e Something to Believe In. No total foram tocados temas de 10 dos 11 albuns de originais da banda, que ainda teve espaço para incluir músicas inéditas dos seus dois Greatest Hits editados.
Durante o tema Lay Your Hands on Me, houve tempo para um solo de duas guitarras, enquanto que I'll Be There for You teve direito a uma versão magnífica, cheia de sentimento e com muita participação do publico. Já no encore, Blood on Blood foi um clássico que deixou todos rendidos, enquanto Livin on a Prayer encerrou o concerto com Jon Bon Jovi a dar a volta final de agradecimento aos fans e umprimentando-os. Em suma, a banda está no topo de forma e, em 2011, afirma-se como provavelmente a melhor do mundo da música em termos de espectáculo ao vivo.
Os temas tocados na perfeição, as surpresas, a interacção com o público ou os efeitos especiais, num ecrã gigante que ocupa todo o fundo do palco, poderiam ser já suficientes. Mas se juntarmos um Jon Bon Jovi super comunicativo e que irradia boas vibrações, não restam qualquer dúvidas: estes são os verdadeiros heróis do Rock em 2011 e apresentam o espectáculo mais completo da indústria.
Munique, 12 de Junho de 2011
A Alemanha viu o seu 2º concerto acontecer na cidade de Munique, cidade conhecida pelo festival da cerveja e pela sua dedicação à banda de New Jersey. A primeira meia hora do concerto foi transmitida pela internet para todo o mundo e, por isso, a banda não quis desapontar. Todos os fãs ficaram surpreendidos com o tema inicial: Raise your Hands, tal como acontecia em 1986/87, mas à medida que o concerto foi avançando, notou-se que a banda optou por um alinhamento mais seguro, cheio de sucessos.
Durante o tema Bad Medicine os Bon Jovi prestaram tributo à lendária banda Alemã Scorpions com o tema "Rock You Like a Hurricane", provando que não estão apenas à vontade com o seu próprio reportório.
O tema When We Were Beautiful, resultou na perfeição com o vocalista entre as secções Diamond e Gold, enquanto que durante Bed of Roses surgiram alguns problemas com os microfones e Jon Bon Jovi teve de experimentar vários, facto que serviu para algumas piadas durante a canção. O agora obrigatório "I'll Be There For You" acabou por se tornar um dos pontos altos da noite com o vocalista a adicionar alguns versos à balada, enquanto que a audiência participava entusiasticamente.
A surpresa da noite acabou por ser "Bells of Freedom" tocada numa versão acústica pela segunda vez na digressão. Durante o resto do main set, apenas a sempre apreciada versão eléctrica de Someday I'll Be Saturday Night causou alguma surpresa. Para o encore foram deixadas algumas das canções mais emblemáticas do quarteto Norte Americano: Dry county e Always, ambas tocadas com profissionalismo e paixão. Depois da apóteose de Livin' on a Prayer a banda não foi capaz de resistir a uma multidão de mais de 70 000 pessoas e ofereceu dois dos temas mais apreciados pelos fãs: These Days e Blood on Blood
No total foram mais de três horas cheias de sucessos, sem grandes surpresas é verdade, mas uma atmosfera contagiante em que cerca de 75 000 pessoas celebraram as canções dos Bon Jovi.
Oslo, 15 de Junho de 2011
A digressão escandinava dos Bon Jovi teve o seu início na capital da Noruega, Oslo, dia 15 de Junho e quem teve a honra de fazer a primeira parte foi nada mais, nada menos que um velho conhecido de Jon Bon Jovi: Billy Falcon, co-autor de muitas das canções do grupo e a solo. O som característico de Nashville, tocado pela composta banda que acompanhava o músico, animou as hostes enquanto o cantor não parava de fazer referências ao amigo que iria subir ao palco momentos mais tarde.
Os Bon Jovi mais uma vez começaram o concerto com a grande energia do tema Raise your Hands, que abriu caminho a sucessos como Bad Name, Born to Be My Baby ou We Weren't Born to Follow. A chuva começou a fazer-se sentir, mas ao contrário do que tudo poderia apontar, o vocalista e mentor do grupo ficou ainda mais animado, aproveitando o tema It's My Life para percorrer toda a passadeira que circunda os fãs que se encontram na área Diamond, pedindo a todos uma maior participação.
Alguns temas depois, surge a primeira grande surpresa da noite: Damned, o tema funk do álbum These Days que raramente é incluído no alinhamento dos concertos da banda. A performance incluiu ainda parte do tema If Loving you is Wrong, I Don't Want to be Right, que levou todos os fans à histeria. O concerto continuou e a cada tema a banda imprimia mais e mais energia até que chegou a apoteose de Bad Medicine, durante a qual a banda não resistiu e adicionou os medleys Hot Legs e Pretty Woman. Pouco depois, Jon Bon Jovi e Richie Sambora tomaram a passadeira para mais uma interminável interpretação de I'lll be There for You.
A surpresa seguinte deu-se pouco depois com o tema Love's the Only Rule, durante o qual os fãs ecoaram os coros, enquanto Jon Bon Jovi enchia os pulmões com discursos sobre um mundo melhor. Para o encore, a banda deixou as maiores surpresas: Wild is the Wind, do álbum New Jersey de 1988, tema muito querido pelos fãs mais acérrimos e a pedido da audiência I'd Die for You, tema há muito não interpretado pela banda, originalmente incluído no album que deu a conhecer ao mundo os Bon Jovi: Slippery When Wet. Já na recta final, não faltaram os obrigatórios Wanted Dead or Alive e Livin'on a Prayer, as quais foram cantadas por um estádio completamente lotado e que provou que a banda de New Jersey continua a ser muito popular neste país do norte da Europa.
Helisinquia, 17 de Junho de 2011
Depois de um dia magnífico de sol e calor na capital da Finlandia, Helsinkia, as nuvens começaram a aparecer e quando os Bon Jovi entraram em palco, já a chuva se fazia sentir. O concerto foi bastante energético apesar de com poucas surpresas. Durante a primeira hora apenas Lost Highway e o muito antecipado Shout entraram no alinhamento.
Quando os fãs começaram a ouvir as primeiras notas de Love's the Only Rule, o entusiasmo aumentou, demonstrando que nem só de velhos sucessos vive o quarteto de New Jersey. No entanto, durante a actuação, num golpe infeliz, o vocalista Jon Bon Jovi não apoiou suficientemente bem um dos pés e, mesmo perante os meus olhos, soltou um grito de dor depois de lesionar um dos seus joelhos. A dor que o vocalista sentia era evidente, mas mesmo assim, Jon Bon Jovi tentava puxar pelo público, não falhando uma nota e no fim da música ainda consegiu chegar à parte central da passadeira. Daí em diante, os fãs demonstraram ainda mais apoio e admiração, pois perante eles estava um homem acabado de se lesionar e que, mesmo assim, lutava para cumprir todas as músicas que tinha programado tocar.
O tema que abriu o encore não poderia ser mais adequado, Thorn in My Side, do último registo de originais, The Circle, de 2009, dado que a lesão de Jon foi uma recaída de um velho problema que tem vindo a afectar o vocalista durante já alguns anos. A pedido de muitos dos fãs, a banda repetiu Wild is the Wind, depois da estreia do tema no concerto anterior, terminando com o emblemático e sempre muito participado Livin on a Prayer.
O concerto terminou com um dilúvio de chuva que se abateu sobre o estádio olimpico de Helsinquia, mas mais do que tudo, foi o respeito pelos homens que, apesar das contrariedades, quer da intensa chuva, quer da lesão, não quiseram parar e deram o melhor de si mesmos.
Londres, 25 de Junho de 2011
Foi num sábado invulgar de sol em Londres que os Bon Jovi regressaram a Hyde Park, 8 anos após terem actuado neste local mítico da capital do Reino Unido. A multidão era a perder de vista e depois de Ray Davis e outras bandas mais ou menos conhecidas terem dado o pontapé de partida para uma tarde noite de Rock’n’Roll, foi a banda de New Jersey que fez todos virarem as suas atenções para o gigantesco palco e começarem a abanar ancas e cantar os hinos de 3 gerações. Jon Bon Jovi estava debilitado devido à lesão que sofrera uma semana antes, mas o irrequieto e talentoso lider do grupo não se poupou e conduziu uma maratona de três horas em que os êxitos foram o prato forte. De facto quem não soubesse poderia apenas ficar intrigado com a muleta com uma caveira na ponta ou a tala que o vocalista usou na sua perna lesionada, pois (mesmo que ao pé cochinho) correu de uma ponta à outra do palco, exigindo mãos no ar e muitos coros durante a actuação.
O espetáculo começou com Raise your hands, típica abertura na Europa, que cativou de imediato os mais de 90 mil presentes que ergueram os braços assinalando que eram os Bon Jovi que os tinham feito ir ao Parque naquele sábado. You Give Love a Bad Name e Born to be my Baby seguiram-se e já não eram apenas as mãos no ar, como também as gargantas que mais ou menos desafinadas cantavam a uma só voz refrões que há mais de duas décadas fazem as delícias dos apreciadores de hard rock. We weren’t born to folllow foi o regresso dos anos 80 para 2009 e o último registo de originais da banda, no entanto toda a parte cénica dos videos projectados no ecrã gigante que preenchia o fundo do palco perdia-se devido ao sol que batia de frente e impedia que a assistência pudesse ver as referências às personagens míticas da história da humanidade que como a música refere, não desistiram e superaram-se, sendo pioneiros nas actividades a que se dedicaram. O tema título do álbum de 2007, Lost Highway, seguiu-se e era nítido o prazer com que toda a banda interpretava o tema, incluindo mesmo um twist depois do solo de guitarra que evidenciou o entrosamento que os 18 meses seguidos de estrada deram aos músicos. A audiência era abrangente e por isso não havia tempo para muitas conversas ou mesmo temas menos conhecidos, e assim desfilaram êxitos após êxitos, desde “Lay your hands on me” com um solo a duas guitarras adicional, ao festivo It’s My Life, passando pela melodia de In These Arms, o momento sempre épico de Blaze of Glory, o muito Pop Captain Crash, ou uma já muitissimo rodada versão de Bad Medicine com 10 minutos que ainda incluiram alguns versos e refrões do clássico Pretty Woman de Roy Orbison. Chegado o segmento das baladas, Jon Bon Jovi demonstrou o bom estado da sua voz e ecoou Hallelujah de Leonard Cohen sem mácula, acompanhado apenas pelas teclas de David Bryan. Seguiu-se When we were Beautiful, criando atmosfera para a maior balada dos anos 80, I’ll be There for you, a qual pôs termo à parte mais tranquila de todo o concerto. Era então altura de recomeçar a festa e nada melhor que Who Says you can’t go Home e I’ll Sleep when I’m dead para animar os presentes. Deu-se então a maior surpresa da noite, Hey God, um tema que trouxe à memória o concerto de 1995 no já demolido estádio do Wembley e que para sempre foi imortalizado no video Live from London. Parecia estarmos a viajar no tempo tal o brilhantismo com que a banda se entregava a esta grande malha de guitarra. Sem lugar para mais temas menos conhecidos, foi com Have a Nice Day e Keep the Faith que chegou ao fim o main set e os músicos despediram-se pela primeira vez.
Todos pensavam que por se tratar de um festival a banda não se podia alongar, mas os Bon Jovi não se quiseram ficar atrás do seu conterrâneo Bruce Springsteen que 2 anos antes deixou o mesmo palco apenas depois de 3 horas de concerto. Assim também os Bon Jovi quiseram deixar a sua marca em Hyde Park e para isso escolheram uma selecção de singles e músicas particularmente acarinhadas pelos fans para a recta final. Desde os 10 minutos de um épico Dry County intepretado majestosamente, à esperança de Someday I’ll be Saturday Night, passando pela amizade de Blood on Blood, a paixão de Always, o desespero de These Days, sem esquecer os obrigatórios Wanted Dead or Alive e Livin’ on a Prayer, o desfile dos temas mais acarinhados só acabou quando a hora do afamado curfew já tinha passado e a banda apenas só tinha uma frase apenas para acrescentar: I Love this Town. Foi assim um dos concertos mais épicos da história não apenas da banda ou do festival, mas de todos os presentes que provavelmente ouviram as 3 horas com mais êxitos das suas vidas, interpretados por uma banda de bar que não se cansa de dar voltas ao mundo para demonstrar como incendiar uma plateia e dar significado ao que um concerto de Rock realmente é.
Dublin, 30 de Junho e 1 de Julho de 2011
Depois de uma estadia de apenas 18 horas em Londres e um passeio de três dias pela Irlanda profunda, lá estava eu de volta à digressão Europeia dos Bon Jovi para mais dois concertos na cidade de Dublin, onde a banda iria terminar a sua primeira parte da digressão Europeia no recinto histórico da cidade, o velho RDS..
A primeira noite, supostamente para a interpretação dos grandes êxitos, não desapontou e os roqueiros de New Jersey deram um grande espetáculo com a versão de Not Fade Away no meio de Bad Medicine, juntamente com brilhantes versões de Just Older, Love’s the only Rule, Dry County, Always e These Days. O resto do concerto não deixou de ser brilhante, mas acabou por agradar mais aos fans generalistas que sem dúvida apreciaram temas como Born to be my Baby, Blaze of Glory, Bed of Roses, Captain Crash and the Beauty Queen from Mars ou We got it goin’ On.
Mas se o primeiro round era apenas para agradar aos fans ocasionais, o segundo ficaria conhecido pelas músicas raras que iriam ser interpretadas durante a noite. A banda começou com Bounce e desde logo se percebeu que iria ser uma noite especial. Duas das músicas obrigatórias, Born to be my Baby e Captain Crash, foram deixadas de fora, dando lugar a músicas mais acarinhadas pelos fans como Damned e Happy Now. O âmbiente era de êxtase e a audiência via que a banda se queria divertir e dar o melhor ao seu público, já que além dos locais, também fans de todo o mundo participavam no evento dado que o clube de fans oficial tinha escolhido Dublin como destino Europeu para a sua tradicional Fan Club Trip. No meio de I’lll Sleep When I’m Dead a banda deixou um pouco de Star me Up dos Rolling Stones, enquanto que em Bad Medicine aventurou-se com um pequeno treixo de Vertigo dos Irlandeses U2. No segmento mais calmo do espetáculo, Jon Bon Jovi atreveu-se a aceitar o desafio dos fans e interpretou Never Say Goodbye, seguido pouco depois por Love for Sale. Foram também tocados Squeeze Box dos The Who e (You wanna) Make a Memory, para que os Irlandeses não pudessem queixar-se da falta de variedade de qualquer êxito que por ventura pudesse ter ficado de fora até então. A interpretação de Blood on Blood foi épica, tirando definitivamente qualquer dúvida de que o concerto seria para mais tarde recordar. Mas os temas raros não se ficaram por aqui e Hey God, Always e Someday I’ll be Saturday Night ouviram-se durante a noite para rejúbilo dos fans, O tema Love’s the only Rule encerrou a noite, provando ser um épico que conseguiu fechar as duas maratonas na cidade Irlandesa com chave de Ouro. No fim a banda provou que sabia exactamente o que os seus fans queriam ouvir com mais de 45 temas diferentes e muita diversão à mistura durante dois concertos numa Dublin cheia sol a brilhar e um âmbiente de festa como apenas os Irlandeses sabem patrocinar.
Vienna, 20 de Julho de 2011
Depois de terminada a digressão na Alemanha era tempo dos Bon Jovi rumarem à capital Austríaca para um concerto esgotado no estádio da cidade numa sexta-feira à noite.
Este foi um concerto diferente para mim, pois pela primeira vez assisti em general admission, o que significa que não poderia estar mais longe do palco num concerto na Europa sem lugares marcados. Apesar da distância e desconforto dos primeiros minutos, rapidamente me adaptei a esta nova circunstância, e comecei a curtir um dos concertos mais longos e cheios de surpresas da digressão. A banda entrou com toda a energia e disparou de imadiato os habituais singles e clássicos que todos cantaram a uma só voz, estabelecendo desde logo a atmosfera festiva.
Durante a primeira hora fomos surpreendidos com o semi regular Superman Tonight, que apesar de constar em muitos dos concertos da digressão, nesta fase já não era assim tão habitual. Mas a surpresa maior deste inicio de concerto foi mesmo Radio saved my life tonight que depois de ter sido extreada na Alemanha, foi mantida e mais uma vez provou ser uma grande malha que agrada não apenas aos mais fieis, como aos fans ocasionais. A sequência para Runaway com a introdução da máquina do tempo foi perfeita e nesta altura já ningém conseguia parar banda e público, ambos on fire e a quererem prolongar uma noite de diversão. Durante Bad Medicine fomos surpreendidos com Wild Thing, na única interpretação do tema duranre toda a digressão, ninguém conseguia parar, o clima era inacreditável e a festa era de arromba.
Era então tempo de parar um pouco para recuperar o folego e (You wanna ) make a Memory e Hallelujah permitiram isso mesmo. Se a primeira acalma os ânimos e estabelece um ambiente mais reflectivo, a segunda demonstra a excelente condição vocal do líder do grupo. Mais uma vez a balada I’ll be There for You serviu para voltar aos cânticos a uma só voz e para arrancar para o muito ritmico e animado segmento que só terminou com a saída de palco de todos os músicos. Neste segmento não foram tocadas músicas raras, mas o sempre bem disposto Who says you can’t go home teve um pequeno twist em que a banda surpreendeu o seu público habitual. E quem consegue ficar indiferente a I’ll sleep when i’m dead e Someday i’ll be saturday night? Seguidos dos sempre favoritos Have a Nice Day e Keep the Faith. Estavam decorridos 2 horas de concerto e a noite chegava com o primeiro encore.
A banda regressou com Whole lot of leaving que apesar de ter sido regular durante a digressão, raramente foi tcado durante o encore. A melodia crescente provou que a posição deste tema a abrir o encore era mais uma aposta ganha da banda. O encore contou ainda com Thorn in my side, um tema apaixonante, principalmente pelo solo final a duas guitarras. Grande malha! Blood on Blood foi também uma agradável surpresa, o qual antecedeu a mais que esperada Livin’ on a Prayer.
Depois de 5 músicas no encore era dificil esperar mais. A banda estava divertida e ninguém estava preparado para o que aí vinha. Depois de agradecer, a banda regressou aos seus postos e a pedido dos fans mais dedicados deixou Wild is the Wind, seguido de Always, para o grande público, e finalmente These Days que encerrou um concerto de 28 temas e cerca de 3 horas, durante o qual os Bon Jovi conquistaram a belissima cidade de Vienna.
Este foi sem dúvida um dos grandes concertos da digressão, pois além dos êxitos e raridades, banda e público estavam em sintonia, sendo que a primeira presenteou a segunda com dois encores de 8 temas, em que qualquer uma das músicas escolhidas para prolongar o concerto faz parte do conjunto de favoritas de qualquer fan da banda.
Brugge, 22 de Julho de 2011
Apenas com um dia de viagem depois do concerto de Vienna, foi já no dia do concerto que cheguei à pequena cidade de Brugge a norte da Bélgica, onde os Bon Jovi já tinham tudo pronto para actuarem num enorme areal com o mar ao fundo. Infelizmente o clima não ajudava e o frio persistia em não deixar-nos equipar a rigor para o cenário. No entanto, à medida que os fans foram entrando e a hora do concerto se foi aproximando, o tempo foi melhorando ligeiramente e acabou por ser uma experiência bastante divertida. Fans sentados em cadeiras insufláveis numa imensa área em que era impossível ignorar a areia e as dunas....
O concerto além da particularidade de ser na praia decorreu por completo durante o dia, o que retirou algum do encanto e não deixou que muitos dos efeitos do palco, principalmente ao nível do ecrã gigante, pudessem ser disfrutados na sua plenitude.
Quanto ao concerto em sí, a banda arrancou logo com uma surpresa Happy Now, um dos temas raros do último disco de originais, The Circle. Os fans foram também surpreendidos pelo tema Blood on Blood que surgiu logo no inicio do concerto, substituindo o sempre obrigatório Born to be my Baby. Lost Highway e Raise your Hands também marcaram presença, mas a pouco e pouco era notório que o público não era dos mais calorosos. Apesar do cenário único e de temas conhecidos como It’s my Life ou Bad Medicine, a banda apercebeu-se que não seria um concerto épico. No entanto além dos grandes êxitos como Bed of Roses, que nem sempre tem lugar no alinhamento, a banda acabou por surpreender com alguns temas raros como The more things Change, incluído no Greatest Hits de 2010, Garadgeland, da box set de 2004, ou as favoritas dos fans Wild is the Wind e Never Say Goodbye já no encore.
O concerto acabou assim com 22 temas e pouco mais de duas horas, durante as quais a banda provou que sabe variar alinhamentos e que mesmo com públicos menos participantes consegue agradar.
Pessoalmente, o concerto acabou por valer muito pela atmosfera e cenário, mais do que propriamente pela interacção com o público ou prestação da banda, que apesar de ter surpreendido com mudanças significativas no alinhamento, não conseguiu transmitir a a força e energia que tinha visto duas noites antes em Vienna e que felizmente ainda viria a ver em Lisboa. É verdade que é impossível correr tudo sempre bem a uma banda que toca cerca de 4 concertos por semana durante nove meses, no entanto é interessante perceber que entre Vienna e Brugge a diferença foi maior que os 6 temas que faltaram no segundo concerto. A garra e paixão que a banda habituou quem já os viu num bom dia, não deixou de se fazer sentir. No entanto para a grande maioria da audiência acaba por ser mesmo assim um grande concerto e prova disso são os rasgados elogios que se vêm nos jornais nos dias seguintes ao concerto, o que prova que a banda tem neste momento um nível de entrosamento e profissionalismo que justifica os números das suas digressões e o porquê de serem uma das melhores bandas ao vivo da actualidade.
Lisboa, 31 de Julho de 2011
Depois de completarem a mais longa digressão dos últimos 15 anos, na qual os Bon Jovi passaram por Austrália, América do Sul, Ásia, América do Norte e Europa, inaugurando estádios ou mantendo uma arena esgotada durante 12 noites, enchendo desde pequenos teatros a estádios e parques com multidões sem fim, foi em Lisboa que o círculo ficou completo e a banda de New Jersey brindou o seu público com um concerto épico.
Os êxitos não faltaram desde o começo festivo de Raise your Hands, passando pelos obrigatórios Bad Name, It's my Life ou Bad Medicine que incluiu um medley dos temas GLORIA e Pretty Woman. David Bryan, teclista e membro fundador da banda, encarregou-se de cantar o segundo verso do êxito In These Arms, enquanto que o primeiro verso do clássico Wanted Dead or Alive foi entoado pelo público, ficando o segundo a cargo do guitarrista Richie Sambora. Durante Captain Crash and the Beauty Queen from Mars os confetis encheram as primeiras filas, enquanto que os temas Have a Nice Day e Keep the Faith trouxeram os maiores efeitos especiais ao ecrã gigante que permitia que mesmo a pessoa que estivesse mais longe do palco visse as expressões dos membros da banda como se estivessem mesmo a seu lado.
I'l be There for you foi um dos temas mais celebrados da noite, enquanto que a balada Always foi entoada em plenos pulmões por todos os presentes e abrilhantada por um extenso solo de guitarra. Nem os temas raros faltaram a este concerto, desde Get Ready do já longinquo primeiro álbum de 1984, passando por (It´s Hard) Letting You go, This ain´t a Love Song e These Days do álbum aclamado de 1995, Any other Day do álbum Lost Highway que permitiu a Bobby Bandiera, David Bryan e Richie Sambora brilharem com solos, e a mais pedida de todas as músicas (milhares de folhas encheram a Bela Vista), I Believe. A festa falou por sí e os cerca de 60 mil presentes dificilmente irão esquecer esta grande noite de Rock n Roll.
Na noite que antecedeu o concerto na capital Portuguesa, a talvez mais mítica sala de espetáculos Lisboeta, o Coliseu, recebeu banda, crew, staff e alguns fans seleccionados para uma festa de fim de digressão. Esta festa teve lugar no palco da sala de espetáculos, a qual estava configurada de forma a que as belas bancadas ficassem por detrás de uma banda liderada por Bobby Bandiera que tocou velhas malhas do Rock n Roll para entreter os presentes. Antes deste momento músical, o anfitrião Jon Bon Jovi dirigiu-se a cada uma das mesas, agradecendo pessoalmente a presença, o esforço e dedicação durante os 18 meses que decorreram desde o inicio da digressão. Passado essa introdução à festa, os 4 músicos que compõem a banda dirigiram-se ao palco e num discurso caloroso agradeceram a todos os presentes, sublinhando o sentimento de família que querem que persista entre os membros da organização e referindo que em seguida iriam proceder à entrega dos emblemáticos medalhões, os quais apenas aqueles que trabalham por mais de duas digressões têm direito a receber, e que desde o álbum Slippery When Wet já foram distribuídos a mais de 100 pessoas.
O momento de solenidade foi concerteza um dos mais altos que tive a honra de assistir, pois apenas o círculo mais próximo da banda se encontrava presente. Cada um dos presenteados sorria para fotografias divertidas com os elementos originais da banda e eu não podia acreditar que toda uma cerimónia que tinha lido e ouvido 1001 relatos e que é mítica para a banda, estava a acontecer mesmo à minha frente.
Terminadas as formalidades, a festa podia começar com comida, bebida e música de uma banda de músicos de New jersey que animaram as hostes com clássicos de sempre. Enquanto isso fans, crew, staff e a própria banda confraternizavam divertidos, sendo Jon Bon Jovi assediado para uma sessão fotográfica que durou toda a noite. Entre uma pista de dança em que pessoas com mais ou menos alcool dançavam ou encorajavam outros a faze-lo, proporcionaram-se ainda alguns momentos divertidos de convívio como por exemplo a épica fotografia em que Jon Bon Jovi se junta aos seus dois irmãos numa foto de família. Pessoalmente o momento da noite aconteceu quando me apercebi que o líder e mentor do grupo se encontrava a escassos 3 passos a observar a banda que tocava, depois de ter tirado algumas fotos ele mesmo. Não resisti e dirigi-me a ele, comentando sobre o possível alinhamento da noite seguinte no concerto de encerramento da digressão. Apesar de cansado, mostrou-se interessado e respondeu cuidadosamente uma a uma a cada uma das sugestões que lhe fui apresentando. O tema 99 in the Shade não suscitou grande interesse, tal como a introdução original de Lay your hands on me. No entanto ao desafio de tocarem algo do primeiro álbum, ele respondeu com a minha preferida: Get Ready, sem que eu proprio tivesse mencionado a canção. Apercebendo-se do tópico da conversa, muitos fans aproximaram-se e gerou-se algum burburinho, o qual foi resolvido através de um pequeno quiz em que o músico dizia duas músicas e os fans elegiam a que preferiam. No fim ele pediu-nos para apontar-mos os temas mais pedidos e entregamos-lhe uma compilação do que os fans ali presentes mais queriam ouvir. Entre outras Any Other Day, (It's hard) Letting you Go, Get Ready, I Believe e This ain't a Love Song. Ainda haveria tempo para que o vocalista subisse ele próprio ao palco para interpretar GLORIA, convidando os fans para se juntarem a ele no palco. nesta altura Obie O Brian tocava bateria numa confraternização sem precedentes. A banda sairia pouco tempo depois, deixando uma festa divertida em que os participantes relaxavam descontraidamente ao som de música ambiente, já que a banda também já tinha dado por encerrado o seu alinhamento.
E foi assim em apoteose que acabou uma digressão com mais de 130 concertos e que permitiu ao público Português voltar a ver os Bon Jovi em nome próprio e com toda a sua produção desfilarem hinos de gerações numa épica noite quente de Verão em Lisboa. Para mim esta digressão foi assinalada por momentos inesqueciveis desde pedidos de músicas que me foram concedidos, as últimas fotografias que me faltavam com elementos da banda, interacções directas com elementos da banda ou muito próximos e, principalmente, o sentir-me parte de todo aquele circo que percorre o mundo todo e que leva a magia de uma noite divertida com grandes clássicos de Rock a mlhões de pessoas. Mais que música ou entretedimento, os Bon Jovi continuam a fazer sonhar e a lutar milhões de fans que mantéem a fé e quase 30 anos depois ainda "Livin on a Prayer"!!!
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06 janeiro 2012
03 dezembro 2009
Europa, 2006
"I've seen a million faces, and I've Rocked them all......"
A aventura começou em Dusseldorf, acompahado por dois amigos. Foi um arranque estonteante em que podémos assistir à primeira interpretação em 10 anos do fenomenal Dry County. Outros destaques do Set list, por não serem músicas muito tocadas: joey, bells of freedom e i'd die for you.
Quanto a Linz, foi um pouco mais curto e com bastantes semelhanças com o concerto de dusseldorf, pelo menos no que diz respeito ao main set - dado que apenas trocaram o sympathy for the devil - no meio do Faith - pelo Shout - no meio do Medicine. No encore pudemos ouvir um excelente These Days e um energético older. A atmosfera deste concerto foi diferente já que foi o primeiro concerto ao ar livre. Notou-se nitidamente uma melhoria na disposicao do Richie, já que este a partir deste concerto começou a sorrir bastantes mais vezes.
Em koblenz realizou-se o 3º round. Nesta pequena cidade cheia de monumentos, os BJ deram o único concerto que não se encontrava esgotado até então, surpreendendo com uma versão totalmente cantada pelo jon do Wanted, assim como um Bouce electrizante, misunderstood a pedir muitos coros e um I wanna be loved que ao vivo soa bastante bem.
Dias mais tarde, em Dublin, mais um concerto cheio de emoções, em que o runaway foi introduzido com a historia do Time Machine, ao passo que o Garageland foi algo de completamente inesperado. O jon estava on fire, sempre muito comunicativo e no story of my life referiu vários países que se encontravam representados, com Portugal à cabeça. Sim ele estava a olhar, perdão, a sorrir mesmo para nos. Depois de o ter feito em Dusseldorf, foi a 2ª vez na torné que houve uma referência directa ao nosso pais, e em apenas 4 concertos.
Muita energia e uma vista espantosa de 80 mil pessoas fizeram deste concerto um momento mágico. O Bobby Bandiera acenou à comitiva Portuguesa e ao que parece vai ser um amigo de Portugal já que nos surpreendeu ao dizer "obrigado".
Em suma, a banda está no seu melhor com o Jon com uma voz bastante afinada, super comunicativo e sorridente ao máximo. O palco é exuberante e os músicos encontram-se em topo de forma.
Três dias por casa para recuperar o folgo e regressei à estrada. Ao contrário da 1ª etapa, em que realizei 4 concertos em 8 dias, desta vez teria 6 concertos em 10 dias, agrupados em grupos de 2 dias seguidos. Apesar do cansaço que a primeira leg me trouxe não pude descansar muito, e dia 23 parti para mais esta aventura.
Primeira paragem em Kassel, uma pequena cidadezinha no coração da alemanha, literalmente perdida no fim do mundo. Só para terem uma ideia a viagem de comboio demorou 5 horas e tive de mudar 2 vezes de comboio, apenas para realizar 200 kms.
No dia seguinte tive de percorrer mais 20 kms para chegar a um descampado em que a erva e a lama reinavam e os fans que esperavam na fila tentavam-se aconchegar nos carros que tinham levado. O frio tambem nos fez companhia nesse dia e com a fila a aumentar a cada hora chegou finalmente a hora do concerto.. Sobre este penas digo que foi mais curto que o habitual, mas bastante intenso. Com surpresas como o Raise your hands a abrir, o These Days no main set, o Garageland que apareeu pela 2ª vez e o Wild in the Streets que se extreou na Europa em 2006. Apesar do imenso frio e da lama que banhava todo o recinto a banda tratou-nos muito bem.
Após o concerto fui de boleia de carro até Nijmegen, a cerca de 300 kms a norte, já em terras da Holanda. Chegámos passava das 4 da madrugada, quando chovia intensamente e já cerca de 50 fans se encontravam na fila para o concerto. O dia passou rápido e num Parque imenso que me fez lembrar o concerto de Hyde Park, Londres em 2003, com mais de 60 mil pessoas para celebrar a música dos nossos rapazes. Foi um concerto memorável. Estrearam o Bed of Roses (versão acústica This Left Feels Right, TLFR), o I'll be There for u (também TLFR), o Welcome to Whatever you are e o Complicated para minha grande satisfação. O Sat. Night teve um interlude comovente com um discurso de 5 minutos em que o Jon se deixou levar pela emoção e gritou em plenos pulmoes "I'm Alive"... Sem palavras.
Depois de um dia de viagem para sul em direcção a Estugarda, tivemos oportunidade e assistir a um concerto bastante bom. Como o comboio passava mesmo ao lado do recinto era engraçado ver o Jon a dizer adeus aos passageiros. O momento alto em que todos os corações se derreteram deu-se quando depois de toda a banda se despedir o Jon e o Richie sozinhos voltaram com as suas guitarras acústicas e a pedido de fans que tinham banners a pedir a musica, entoaram o hino dos adolescentes, a música dos bailes de finalistas, a balada que tantos corações tocou: never say goodbye. Fenomenal......
Em direcção a Munique de carro já em pleno dia 28, podemos assistir de uma outra perspectiva ao espetaculo dos de New Jersey, já que fomos contemplados com a possibilidade de ir ao palco durante 3 músicas.
A vista era impressionante quer de trás do Pit, podendo ver todos os efeitos visuais que o palco possui, quer no palco, onde assistimos às interpretações das músicas In these Arms, Have a Nice Day e Who Says you can't Go Home, com o Jon e o Richie a irem cumprimentar as minhas compatriotas. O Tico e o Jeff reconheceram-me de outros concertos e o Richie também fez-me sinal. Foi extraordinário ver 75 mil pessoas a cantarem e a delirarem com a nossa banda em plena acção.
Mais tarde tentámos a nossa sorte e conseguimos de novo ir ao palco, desta vez durante o Bad Medicine, Raise Hands e Livin' on a Prayer. Sem palavras, o jon foi de novo cumprimentar-nos e desta vez olhou bem nos nossos olhos. Que mais podiamos querer? O chão tremia dos saltos que todos dávamos e a atmosfera não podia ser mais vibrante quando descemos.
Para o encore estavam resservadas os melhores momentos da noite: a surpresa da torné: dry county, um Keep The Faith durante o qual passaram imagens do jogo dos Philladelphia Soul, equipa da liga de salão de Futebol Americano de que o Jon é dono. Durante esta música o jon inclusivamente mandou a maracas para o ar e se esqueceu de cantar o 2º verso (momento hilariante), culminando o concerto com um final apoteótico ao som da melhor versão que alguma vez ouvi do hino These Days, prolongado para que todos os músicos fossem apresentados num tom de fade out para que o publico se apercebesse de que o fim tinha chegado.
Seguimos em direcção a Insbruck e ao frio dos Alpes. Para quem não sabe, esta pequena cidade fica num vale rodeado por grandes montanhas, e foi neste concerto que a neve nos pregou uma partida. O highlight do show foi mesmo o discurso do Jon durante o Story Of my Life: "Let's imagine it's summer time... girls with their bikini tops.... ice creams.... that's what New Jersey feels like this time of year" as palavras não são exactas mas foi extraordinário apercebermo-nos da intensidade com que o vocalista vive os concertos. Aliás o vocalista riu-se bastante para nós principalmente quando leu um banner muito a propósito que tinhamos feito a dizer: "Portugal: Sunny, 95º F! You don't wanna miss it next time" - 95 F corresponde a 35º C - e não foi o único, quer o Bobby quer o Hugh de certeza que desejaram vir até ao nosso solarento Portugal quando sorriram depois de o lerem também.
Apesar de um inicio bastante energético deste concerto, o mau tempo fez com que a banda não abrandasse o ritmo, não tocando mesmo a balada i'll be there for you, e acabasse o concerto com grande pressa. O próprio jon nem andou pelas catwalks e mal se dirigiu ás laterais do palco.
Mal o concerto acabou seguimos de carro sob a neve de uns Alpes que nos fizeram dizer Adeus à Austria e nos receberam já em terras Suiças. Em Berna as forças já eram poucas e foi depois de uma entrada 5 horas antes do concerto começar, que nos despedimos da banda por terras da europa continental. Desta vez fiquei na segunda fila entre o jon e o Bobby, com a banda a protagonizar um espetaculo bastante bom, sem grandes surpresas no entanto. Os momentos altos foram mesmo o Complicated e a emocionante performance do I'll be There for you. Não sei se era pela posição previligiáda que ocupava, mas pareceu-me a melhor interpretação do Sr Sambora deste clássico dos broken hearted. Com o Keep the Faith despediram-se e finalmente todo o cansaço veio ao de cima e as horas de sono que podemos usufruir no dia seguinte foram poucas para resuperar.
Depois de uma viagem com uma belissima paisagem de montanhas, lagos e pequenas aldeias numa Suiça perdida no tempo, chegámos a Geneve onde o avião nos esperava e 3 horas depois estávamos de regresso ao calor e ao Sol que tão bem caracterizam este nosso Pais.
"I've seen a milllion faces and rocked 'em all", nunca o tema Wanted fez tanto sentido. Depois de viajar noites seguidas de carro, comboio ou avião, esperar infindaveis horas para finalmente disfrutar cada uma daquelas 2 horas e meia de concerto. Foi sem duvida uma experiencia alucinante, em que nem sequer faltou uma mudança constante de clima, já que vimos sol, chuva, frio, neve e calor. Tudo nos aconteceu. Estes foram os dias em que não sabiamos se era domingo ou 4ª feira, se o mês estava no inicio ou a meio, se estávamos na Alemanha, Suica, Holanda ou Austria, já que o Alemão e o Holandes são línguas tão estranhas para nós. Um dia de cada vez, e noite apos noite algo mais forte que fazia-nos seguir em frente e percorrer os kms que faltavam até a cidade seguinte. Quer sozinho ou acompanhado, no meio de cidades perdidas no tempo ou em metropeles cosmopolitas, de norte a sul, ocidente a oriente, no cimo das montanhas ou na planicie. Na lama ou no alcatrão, num estádio ou no meio da cidade, "we don't know where they're going... we all know where they've been".
Estávams todos a seguir o sonho dos nossos "Last men standing"...
Uma semana de descanso e o UK serviu de anfitrião para a derradeira leg desta torné. Southampton foi um concerto que apanhei um escaldão, sim é verdade, em Inglaterra apanhei um escaldão. Pela primeira vez dormi à porta do estádio e consegui ter a minha melhor posicao: 1ª fila entre o Jon e o Richie.
Desta vez pude ouvir pela 1ª vez o Rockin' all over the world, e Jumpin' Jack Flash, este último no meio de um Sleep when I'm Dead muito divertido. O Dave cantou um verso do In These Arms e o Jon agradeceu muito e disse para nos prepararmos para as duas noites seguintes.
Depois do concerto, bem foi um stress tremendo, perdi-me na cidade a tentar encontrar o caminho para a estação de comboios, e só com uma estrelinha muito grande apanhei o comboio. A minha sorte não se ficou por aí, pois em londres o comboio para Milton Keynes partiu pelas 02:00, ao contrário da 01:30 marcada - diga-se que eu cheguei à estação pela 01:38. Pelas 4:30 já me encontrava em Keynes para encontrar a reforçada comitiva Lusa.
Depois de no dia 10 correr até Londres e voltar a MK para ir levantar o bilhetes do dia seguinte, e de uma enorme confusão na fila do concerto, fiquei numa 4/5 fila entre o Jon e o Hugh, para assistir à primeira de duas noites memoráveis. O inicio deu o mote e com raridades como The Boys are back in Town, I feel Good, Papa was a Rolling Stone, ou o inesperado Livin in Sin a emoção tomou conta de mais de 70 mil
pessoas. Mais do que as músicas, as interpretações foram fenomenais. Os gritos histéricos, aquele coro de vozes a cantar o Prayer, uma magia pura tomou conta do recinto. A interpretação do Sat Night foi brilhante com o coração do vocalista a dizer toda a verdade que a música transporta.
Depois de uma noite mal dormida e de muita confusão com a fila, o segundo espetáculo surpreendeu-nos por ter um Rockin in the Free World, Wild in the Streets, Always TLFR, Everyday, Bounce, These Days e, a favorita dos fans, Blood on Blood. O Faith teve como na 1ª noite em Dusseldorf uns gritos selvagens e um Simpathy for the Devil arrancado a ferros, já que o Hughey não se percebeu quando o Jon lhe fez sinal. E mais que tudo isto a interacção da comitva Portuguesa que estava na 2ª e 3ª fila, com o Jon a sorrir inumeras vezes para os diversos banners que tinhamos. Inclusivamente a fazer um OK com o dedo quando estendi o banner a dizer "I Believe", apesar de não chegarem a tocar a musica com esse título.
Dizendo adeus a maior parte dos Portugueses, partimos um grupo mais pequeno para o derradeiro concerto, no fim do mundo que dá pelo nome de Hull. E não há muito para dizer, excepto que o Jon estava de muito mau humor, que o concerto foi a dispachar e que todos ficaram irritadissimos com esse facto. Para mim e apesar de nao ter ficado contente, confesso que a musica Who says you cant go home deste concerto foi para mim um dos highlights desta torne. Como já referi, a letra ganhava um novo significado e sem me conseguir controlar foram as lagrimas escorridas pelo meu rosto, a voz solucante e o tremer do coração que me acompanharam durante esta canção.
"Been there done that,
i aint looking back,
it's been a long long road,
seems like i never left,
and so the story goes.
It doesn't matter where you are,
it doesn't matter where you go,
if it's a million miles away,
or just a mile up the road,
take it in,
take it with you when you go...."
E assim foi durante 1 mês. E agora era tempo de regressar a casa, apesar de sentir que aquele ambiente, aquela banda, aquela magia já se tornaram para mim uma lar também.
De volta a londres tive tempo de ver um Jon a andar sozinho na rua e a assenar-me com um sorriso. Apesar de não lhe ter dirigido a palavra é recomfortante saber que o nosso heroi sabe que existimos, quem somos, e nos presenteia com um gesto de simpatia.
Mais tarde os simpaticos Tico e Jeff também passaram por nós, com o 1º a assinar os nossos cds. Minutos depois, um Jon carrancudo deixou o hotel na companhia de varias pessoas nas quais se encontravam o Dave e o Hugh, tendo o Dave assinado a minha cópia do seu disco a solo "On a full moon". Depois disso só deu tempo de jantar, correr para o aeroporto, e finalmente descansar.
Hoje, ao escrever estas linhas, é dia 15 de Junho de 2006, 5ª feira, exactamente 11 anos sobre o concerto de Lisboa, que foi numa 5ª feira igualmente, e durante o qual um rapazinho de 12 anos estava colado ao radio a ouvir religiosamente a emissão da Antena 3, em que pedaços do concerto eram transmitidos. Esse rapazinho estava a descobrir a música, mas já tinha bem fincado no coração a banda que para sempre o consolou, o acompanhou, o fez crescer em emoções e em caracter. Esse rapazinho encontra-se hoje aqui, acabado de realizar o sonho de acompanhar a sua banda por terras do velho continente, e com a consciencia de que apesar desta demanda ter chegado ao fim, a aventura está apenas no início, pois o fogo que esta banda
transporta ilumina não só o caminho desse rapaz que se fez homem, mas de todos os que acreditam nos sonhos, os quais esta banda não se cansa de cantar.
Tal como o Jon diz:
"I don't say goodbye, I say goodnight my friends".....
Quanto a Linz, foi um pouco mais curto e com bastantes semelhanças com o concerto de dusseldorf, pelo menos no que diz respeito ao main set - dado que apenas trocaram o sympathy for the devil - no meio do Faith - pelo Shout - no meio do Medicine. No encore pudemos ouvir um excelente These Days e um energético older. A atmosfera deste concerto foi diferente já que foi o primeiro concerto ao ar livre. Notou-se nitidamente uma melhoria na disposicao do Richie, já que este a partir deste concerto começou a sorrir bastantes mais vezes.
Em koblenz realizou-se o 3º round. Nesta pequena cidade cheia de monumentos, os BJ deram o único concerto que não se encontrava esgotado até então, surpreendendo com uma versão totalmente cantada pelo jon do Wanted, assim como um Bouce electrizante, misunderstood a pedir muitos coros e um I wanna be loved que ao vivo soa bastante bem.
Dias mais tarde, em Dublin, mais um concerto cheio de emoções, em que o runaway foi introduzido com a historia do Time Machine, ao passo que o Garageland foi algo de completamente inesperado. O jon estava on fire, sempre muito comunicativo e no story of my life referiu vários países que se encontravam representados, com Portugal à cabeça. Sim ele estava a olhar, perdão, a sorrir mesmo para nos. Depois de o ter feito em Dusseldorf, foi a 2ª vez na torné que houve uma referência directa ao nosso pais, e em apenas 4 concertos.
Muita energia e uma vista espantosa de 80 mil pessoas fizeram deste concerto um momento mágico. O Bobby Bandiera acenou à comitiva Portuguesa e ao que parece vai ser um amigo de Portugal já que nos surpreendeu ao dizer "obrigado".
Em suma, a banda está no seu melhor com o Jon com uma voz bastante afinada, super comunicativo e sorridente ao máximo. O palco é exuberante e os músicos encontram-se em topo de forma.
Três dias por casa para recuperar o folgo e regressei à estrada. Ao contrário da 1ª etapa, em que realizei 4 concertos em 8 dias, desta vez teria 6 concertos em 10 dias, agrupados em grupos de 2 dias seguidos. Apesar do cansaço que a primeira leg me trouxe não pude descansar muito, e dia 23 parti para mais esta aventura.
Primeira paragem em Kassel, uma pequena cidadezinha no coração da alemanha, literalmente perdida no fim do mundo. Só para terem uma ideia a viagem de comboio demorou 5 horas e tive de mudar 2 vezes de comboio, apenas para realizar 200 kms.
No dia seguinte tive de percorrer mais 20 kms para chegar a um descampado em que a erva e a lama reinavam e os fans que esperavam na fila tentavam-se aconchegar nos carros que tinham levado. O frio tambem nos fez companhia nesse dia e com a fila a aumentar a cada hora chegou finalmente a hora do concerto.. Sobre este penas digo que foi mais curto que o habitual, mas bastante intenso. Com surpresas como o Raise your hands a abrir, o These Days no main set, o Garageland que apareeu pela 2ª vez e o Wild in the Streets que se extreou na Europa em 2006. Apesar do imenso frio e da lama que banhava todo o recinto a banda tratou-nos muito bem.
Após o concerto fui de boleia de carro até Nijmegen, a cerca de 300 kms a norte, já em terras da Holanda. Chegámos passava das 4 da madrugada, quando chovia intensamente e já cerca de 50 fans se encontravam na fila para o concerto. O dia passou rápido e num Parque imenso que me fez lembrar o concerto de Hyde Park, Londres em 2003, com mais de 60 mil pessoas para celebrar a música dos nossos rapazes. Foi um concerto memorável. Estrearam o Bed of Roses (versão acústica This Left Feels Right, TLFR), o I'll be There for u (também TLFR), o Welcome to Whatever you are e o Complicated para minha grande satisfação. O Sat. Night teve um interlude comovente com um discurso de 5 minutos em que o Jon se deixou levar pela emoção e gritou em plenos pulmoes "I'm Alive"... Sem palavras.
Depois de um dia de viagem para sul em direcção a Estugarda, tivemos oportunidade e assistir a um concerto bastante bom. Como o comboio passava mesmo ao lado do recinto era engraçado ver o Jon a dizer adeus aos passageiros. O momento alto em que todos os corações se derreteram deu-se quando depois de toda a banda se despedir o Jon e o Richie sozinhos voltaram com as suas guitarras acústicas e a pedido de fans que tinham banners a pedir a musica, entoaram o hino dos adolescentes, a música dos bailes de finalistas, a balada que tantos corações tocou: never say goodbye. Fenomenal......
Em direcção a Munique de carro já em pleno dia 28, podemos assistir de uma outra perspectiva ao espetaculo dos de New Jersey, já que fomos contemplados com a possibilidade de ir ao palco durante 3 músicas.
A vista era impressionante quer de trás do Pit, podendo ver todos os efeitos visuais que o palco possui, quer no palco, onde assistimos às interpretações das músicas In these Arms, Have a Nice Day e Who Says you can't Go Home, com o Jon e o Richie a irem cumprimentar as minhas compatriotas. O Tico e o Jeff reconheceram-me de outros concertos e o Richie também fez-me sinal. Foi extraordinário ver 75 mil pessoas a cantarem e a delirarem com a nossa banda em plena acção.
Mais tarde tentámos a nossa sorte e conseguimos de novo ir ao palco, desta vez durante o Bad Medicine, Raise Hands e Livin' on a Prayer. Sem palavras, o jon foi de novo cumprimentar-nos e desta vez olhou bem nos nossos olhos. Que mais podiamos querer? O chão tremia dos saltos que todos dávamos e a atmosfera não podia ser mais vibrante quando descemos.
Para o encore estavam resservadas os melhores momentos da noite: a surpresa da torné: dry county, um Keep The Faith durante o qual passaram imagens do jogo dos Philladelphia Soul, equipa da liga de salão de Futebol Americano de que o Jon é dono. Durante esta música o jon inclusivamente mandou a maracas para o ar e se esqueceu de cantar o 2º verso (momento hilariante), culminando o concerto com um final apoteótico ao som da melhor versão que alguma vez ouvi do hino These Days, prolongado para que todos os músicos fossem apresentados num tom de fade out para que o publico se apercebesse de que o fim tinha chegado.
Seguimos em direcção a Insbruck e ao frio dos Alpes. Para quem não sabe, esta pequena cidade fica num vale rodeado por grandes montanhas, e foi neste concerto que a neve nos pregou uma partida. O highlight do show foi mesmo o discurso do Jon durante o Story Of my Life: "Let's imagine it's summer time... girls with their bikini tops.... ice creams.... that's what New Jersey feels like this time of year" as palavras não são exactas mas foi extraordinário apercebermo-nos da intensidade com que o vocalista vive os concertos. Aliás o vocalista riu-se bastante para nós principalmente quando leu um banner muito a propósito que tinhamos feito a dizer: "Portugal: Sunny, 95º F! You don't wanna miss it next time" - 95 F corresponde a 35º C - e não foi o único, quer o Bobby quer o Hugh de certeza que desejaram vir até ao nosso solarento Portugal quando sorriram depois de o lerem também.
Apesar de um inicio bastante energético deste concerto, o mau tempo fez com que a banda não abrandasse o ritmo, não tocando mesmo a balada i'll be there for you, e acabasse o concerto com grande pressa. O próprio jon nem andou pelas catwalks e mal se dirigiu ás laterais do palco.
Mal o concerto acabou seguimos de carro sob a neve de uns Alpes que nos fizeram dizer Adeus à Austria e nos receberam já em terras Suiças. Em Berna as forças já eram poucas e foi depois de uma entrada 5 horas antes do concerto começar, que nos despedimos da banda por terras da europa continental. Desta vez fiquei na segunda fila entre o jon e o Bobby, com a banda a protagonizar um espetaculo bastante bom, sem grandes surpresas no entanto. Os momentos altos foram mesmo o Complicated e a emocionante performance do I'll be There for you. Não sei se era pela posição previligiáda que ocupava, mas pareceu-me a melhor interpretação do Sr Sambora deste clássico dos broken hearted. Com o Keep the Faith despediram-se e finalmente todo o cansaço veio ao de cima e as horas de sono que podemos usufruir no dia seguinte foram poucas para resuperar.
Depois de uma viagem com uma belissima paisagem de montanhas, lagos e pequenas aldeias numa Suiça perdida no tempo, chegámos a Geneve onde o avião nos esperava e 3 horas depois estávamos de regresso ao calor e ao Sol que tão bem caracterizam este nosso Pais.
"I've seen a milllion faces and rocked 'em all", nunca o tema Wanted fez tanto sentido. Depois de viajar noites seguidas de carro, comboio ou avião, esperar infindaveis horas para finalmente disfrutar cada uma daquelas 2 horas e meia de concerto. Foi sem duvida uma experiencia alucinante, em que nem sequer faltou uma mudança constante de clima, já que vimos sol, chuva, frio, neve e calor. Tudo nos aconteceu. Estes foram os dias em que não sabiamos se era domingo ou 4ª feira, se o mês estava no inicio ou a meio, se estávamos na Alemanha, Suica, Holanda ou Austria, já que o Alemão e o Holandes são línguas tão estranhas para nós. Um dia de cada vez, e noite apos noite algo mais forte que fazia-nos seguir em frente e percorrer os kms que faltavam até a cidade seguinte. Quer sozinho ou acompanhado, no meio de cidades perdidas no tempo ou em metropeles cosmopolitas, de norte a sul, ocidente a oriente, no cimo das montanhas ou na planicie. Na lama ou no alcatrão, num estádio ou no meio da cidade, "we don't know where they're going... we all know where they've been".
Estávams todos a seguir o sonho dos nossos "Last men standing"...
Uma semana de descanso e o UK serviu de anfitrião para a derradeira leg desta torné. Southampton foi um concerto que apanhei um escaldão, sim é verdade, em Inglaterra apanhei um escaldão. Pela primeira vez dormi à porta do estádio e consegui ter a minha melhor posicao: 1ª fila entre o Jon e o Richie.
Desta vez pude ouvir pela 1ª vez o Rockin' all over the world, e Jumpin' Jack Flash, este último no meio de um Sleep when I'm Dead muito divertido. O Dave cantou um verso do In These Arms e o Jon agradeceu muito e disse para nos prepararmos para as duas noites seguintes.
Depois do concerto, bem foi um stress tremendo, perdi-me na cidade a tentar encontrar o caminho para a estação de comboios, e só com uma estrelinha muito grande apanhei o comboio. A minha sorte não se ficou por aí, pois em londres o comboio para Milton Keynes partiu pelas 02:00, ao contrário da 01:30 marcada - diga-se que eu cheguei à estação pela 01:38. Pelas 4:30 já me encontrava em Keynes para encontrar a reforçada comitiva Lusa.
Depois de no dia 10 correr até Londres e voltar a MK para ir levantar o bilhetes do dia seguinte, e de uma enorme confusão na fila do concerto, fiquei numa 4/5 fila entre o Jon e o Hugh, para assistir à primeira de duas noites memoráveis. O inicio deu o mote e com raridades como The Boys are back in Town, I feel Good, Papa was a Rolling Stone, ou o inesperado Livin in Sin a emoção tomou conta de mais de 70 mil
pessoas. Mais do que as músicas, as interpretações foram fenomenais. Os gritos histéricos, aquele coro de vozes a cantar o Prayer, uma magia pura tomou conta do recinto. A interpretação do Sat Night foi brilhante com o coração do vocalista a dizer toda a verdade que a música transporta.
Depois de uma noite mal dormida e de muita confusão com a fila, o segundo espetáculo surpreendeu-nos por ter um Rockin in the Free World, Wild in the Streets, Always TLFR, Everyday, Bounce, These Days e, a favorita dos fans, Blood on Blood. O Faith teve como na 1ª noite em Dusseldorf uns gritos selvagens e um Simpathy for the Devil arrancado a ferros, já que o Hughey não se percebeu quando o Jon lhe fez sinal. E mais que tudo isto a interacção da comitva Portuguesa que estava na 2ª e 3ª fila, com o Jon a sorrir inumeras vezes para os diversos banners que tinhamos. Inclusivamente a fazer um OK com o dedo quando estendi o banner a dizer "I Believe", apesar de não chegarem a tocar a musica com esse título.
Dizendo adeus a maior parte dos Portugueses, partimos um grupo mais pequeno para o derradeiro concerto, no fim do mundo que dá pelo nome de Hull. E não há muito para dizer, excepto que o Jon estava de muito mau humor, que o concerto foi a dispachar e que todos ficaram irritadissimos com esse facto. Para mim e apesar de nao ter ficado contente, confesso que a musica Who says you cant go home deste concerto foi para mim um dos highlights desta torne. Como já referi, a letra ganhava um novo significado e sem me conseguir controlar foram as lagrimas escorridas pelo meu rosto, a voz solucante e o tremer do coração que me acompanharam durante esta canção.
"Been there done that,
i aint looking back,
it's been a long long road,
seems like i never left,
and so the story goes.
It doesn't matter where you are,
it doesn't matter where you go,
if it's a million miles away,
or just a mile up the road,
take it in,
take it with you when you go...."
E assim foi durante 1 mês. E agora era tempo de regressar a casa, apesar de sentir que aquele ambiente, aquela banda, aquela magia já se tornaram para mim uma lar também.
De volta a londres tive tempo de ver um Jon a andar sozinho na rua e a assenar-me com um sorriso. Apesar de não lhe ter dirigido a palavra é recomfortante saber que o nosso heroi sabe que existimos, quem somos, e nos presenteia com um gesto de simpatia.
Mais tarde os simpaticos Tico e Jeff também passaram por nós, com o 1º a assinar os nossos cds. Minutos depois, um Jon carrancudo deixou o hotel na companhia de varias pessoas nas quais se encontravam o Dave e o Hugh, tendo o Dave assinado a minha cópia do seu disco a solo "On a full moon". Depois disso só deu tempo de jantar, correr para o aeroporto, e finalmente descansar.
Hoje, ao escrever estas linhas, é dia 15 de Junho de 2006, 5ª feira, exactamente 11 anos sobre o concerto de Lisboa, que foi numa 5ª feira igualmente, e durante o qual um rapazinho de 12 anos estava colado ao radio a ouvir religiosamente a emissão da Antena 3, em que pedaços do concerto eram transmitidos. Esse rapazinho estava a descobrir a música, mas já tinha bem fincado no coração a banda que para sempre o consolou, o acompanhou, o fez crescer em emoções e em caracter. Esse rapazinho encontra-se hoje aqui, acabado de realizar o sonho de acompanhar a sua banda por terras do velho continente, e com a consciencia de que apesar desta demanda ter chegado ao fim, a aventura está apenas no início, pois o fogo que esta banda
transporta ilumina não só o caminho desse rapaz que se fez homem, mas de todos os que acreditam nos sonhos, os quais esta banda não se cansa de cantar.
Tal como o Jon diz:
"I don't say goodbye, I say goodnight my friends".....
20 julho 2008
Europa, 2008
Os primeiros 10 concertos
Há 13 anos um rapazinho estava colado ao rádio a ouvir os seus ídolos actuarem a 200 Kms de distância. Os seus sonhos eram incertos mas começava uma paixão que o levaria a sítios que jamais pensaria visitar. Há apenas alguns dias cumpriu o sonho de ver os seus heróis em solo da sua pátria. A cantarem hinos de gerações, a desfilarem marcos nas vidas de tanta gente, a esforçarem-se como se ainda nem tivessem um acordo discográfico para cativar um público que no final aplaude e se rende perante tanta entrega. Em Portugal no dia 31 de Maio de 2008, assim foi .
Foi também especial pois provavelmente tive a pior posição num concerto "general admission" de sempre - aprox. 10ª fila - o lugar que provavelmente teria ocupado 13 anos antes se pudesse ter assistido ao seu 3º concerto em terras Lusas. Mas a emoção, essa superou tudo o que vivi até hoje. O alinhamento foi um greatest hist, como esperado, mas mais que isso, consistiu nas músicas que melhor estavam ensaiadas. Não houve nenhuma que não tivesse sido tocada repetidamente durante os últimos 26 anos. E porquê? Porque este era o concerto em que os presentes tinham de ser conquistados, os ouvintes da rádio tinham de sentir pena de não estarem lá, os que assistiam na TV deveriam também eles perceber porque os Bon Jovi são uma força da natureza capaz de arrebatar qualquer público. E assim foi...
Não houve espaço para raridades, haveria tempo para elas noutros palcos, neste apenas o melhor dos seus melhores. E era ver todos a saltar ao som de um Born to be my Baby, a cantarem em coro o refrão do You Give Love a Bad Name, a dançarem ao som de um Sleep When I'm Dead que incluiu pedaços de um lendário Start me Up ou de um muito actual Mercy, provando que esta banda tem conhecimento dos clássicos e que continua atenta às novas tendências do mercado. Raise your Hands foi um hino à participação de todos e com Runaway provaram que não esquecem as suas raízes.
E assim chegamos ao primeiro momento de extase da noite, quando os presentes já rendidos não resistiam aos apelos do lead singer, este atreveu-se a dizer: "I think you know this one", e foi ouvir como em mais nenhum lado do mundo uma multidão a gritar a balada suprema que foi um dos maiores êxitos dos anos 90. Interpretada sem qualquer mácula, com um solo adicional brilhante e um refrão final quase a capela. Aí senti pela primeira vez como aquela 10ª fila estava a dar os seus frutos, já que horas antes deixámos um presente à banda na qual se incluía uma nota onde entre outras coisas se podia ler: "If you want the audience to go crazy play Always". Sei que pode não ter sido factor determinante, mas estou certo que ajudou a que este tema fizesse parte do alinhamento. E a razão pela qual escolhemos esta e não outra música foi simples: sabiamos que havia uma hipotese real deste tema ficar de fora tal como ficou em tantos outros concertos pelo mundo fora, e mais do que qualquer outra raridade ou música pessoalmente favorita, sabiamos que este era o tema que teria mais impacto sobre a audiência e pelos vistos não nos enganámos.
O festival continuou com os momentos intensos que In These Arms e Blaze of Glory proporcionaram, mas depois veio o que seria o 2º êxtase do concerto: uma descida do palco para cumprimentar os fans que se aglumeraram junto ao corredor que ligava o palco à mesa de som. E foram bandeiras, cachecóis, tudo serviu para que o Jon exibisse a sua ligação ao nosso país. E como poderia levar o público ainda mais ao rubro? Até a música que estava a ser tocada parecia ser perfeita para tal entrega: "We gotta goin on", um tema explosivo que exige uma grtande participação do público.
Seguiram-se mais êxitos, sempre com uma participação estrondosa do público, e até o guitarrista Richie Samboa teve tempo de exibir os seus dotes vocais e talento na guitarra numa interpretação já bastante rodada da balada I'll be There for you que foi igualmente acarinhada pelo público. Ao show bizz juntaram-se igualmente momentos espontaneos como a de uma fan a correr pelo palco, tentando chegar ao Jon e que foi impedida pelos seguranças. No fim do main set chegou o maior êxito de sempre que não deixou ninguém indiferente: Livin on a Prayer, provavelmente ícone da cultura pop que já é um clássico indiscutível no mundo da música.
Com o encore veio o 3ª e último momento de extase (pessoalmente para mim e para a Anabela o momento maior da noite) um Jon Bon Jovi que vestiu a camisola da selecção das quinas e que nos fez sentir parte deste grande evento. É como se nos reconhecesse e nos desse de volta todo o esforço e dedicação que a esta banda dedicamos. E mais do que tudo, foi dar a este público maravilhoso uma razão para voltarem e sentirem que esta banda dá 100% tudo o que tem para conquistar a audiência. Foi assim ao som de um Saturday Night e de um Wanted que a banda se despediu, já sem mais tempo para tocar, mas com o tempo suficiente para agradecer o que foi aclamado por todos como uma grande noite de Rock and Roll. Para mim o 30º concerto da banda, 1º no meu país e com emoções fortes e à flor da pele.
Dias antes tinham menos energia, mas nem por isso menos vontade de supreender, em Gelsenkirchen quando integragram um Always a pedido dos fans presentes e improvisaram um We Will Rock you como introdução de uma das minhas favoritas do último album de originais: Summertime (e tão bem que sabe ouvir ao vivo num estádio este tema). Blood on Blood foi o terceiro grande momento deste primeiro concerto, e também o tema que encerraria mais um lendário concerto em Munique. Nesta cidade a sul da Alemanha é já tradição que os Bon Jovi brindem o estádio Olímpico com actuações fantásticas. E assim foi depois de um dia escaldante de calor, era sentir a chuva forte a cair e um Jon que brincava e encantava enquanto pela primeira vez interpretava um dos temas que marcará a torné: Mercy e o seus "yeah yeah yeahs". Ou até o céu se revoltasse quando Hey God foi interpretado com tamanha raiva e paixão. Era constatar que de cada vez que o concerto atingia um momento especial a chuva caía com ainda mais intensidade e sem qualquer medo a banda a enfrentasse e levasse os presentes a um estado de loucura colectiva que apenas alguns são capazes de criar. I Love this Town provou o carinho da banda pela cidade, apenas com a gafe de passarem o video vencedor de Gelsenkirchen - que incluia imagens do rival do Bayern de Munchen, Shalke 04. Twist and Shout foi outro dos momentos expontaneos da noite e já depois de todos os agradecimentos feitos, foi então o tema da fraternidade, blood on blood que encerrou um dos concertos que marca a torné Europeia dos rapazes de New Jersey.
A pouco dias do concerto em Portugal, um concerto curto, mas com inúmeras surpresas aconteceu em Leipzig: um These Days pela primeira vez interpretado pelo Jon nesta torné (mas ainda com um solo não de guitarra mas de violino), Wild in the Streets, Last Man Standing e Die for you destacaram-se. Já em Hamburgo foi a vez de mais um concerto brilhante: I Got the Girl num meddley com American Girl, Joey, Glory Days na juke box do Sleep, Livin in Sin ou um HALLELUJAH celestial, sem contar com mais uma brilhante interpretação de Hey God, Sat Night ou Die for you. A banda parecia estar on fire e todos pensámos que no dia seguinte em Stutgart seria apenas para picar o ponto. Enganámo-nos e bem, pois assistimos ao melhor concerto da torné no que diz respeito a set list e a comunhão fans banda: depois de um Bounce e de uma versão tocada na integra de Rockin all over the World foi ver o Jon a segredar a todos os músicos a surpresa da noite: Drift Away, cover que era stample em 86/87 mas que não era interpretada desde 1996. Ou o que dizer de um combo Livin in Sin, Wild is the Wind que deixou a todos sem folego? E pela segunda vez na torné, não resistiram e depois da despedida voltaram para um Any other Day que é sem dúvida um dos melhores temas do último registo discográfico e que serve na perfeição para aprersentar os músicos da banda. Mas falar de Stutgart é falar de um Jon Bon Jovi que durante o Livin on a Prayer fez aquilo que já não fazia desde 2000 e que já era impossivel na cabeça de todos: descer do palco e cumprimentar pessoalmente o centro da primeira fila. Inacreditável? Eu proprio não acreditaria se mo contassem, mas assim foi no dia 29 de Maio de 2008.
E depois do já comentado brilhante regresso depois de 13 anos a Portugal, foi ver muitos fans que viajaram até Barcelona a partir de muitos pontos da Europa assistirem a um concerto extremamente profissional em que se destacaram um Bed of Roses original, introduzido por uma interpretação acústica do Elvisiano I can't Help Falling in Love with you. Além dos greatest Hits da Bela Vista, foram adicionados temas para os fans como Hey God ou o sempre popular Capt Crash. Mas apesar de terem tocado mais tempo aqui do que em Portugal, por se tratar de um concerto em nome próprio e não de festival, notou-se que não houve a espontaneadade, o delírio e a magia que aconteceram na noite anterior.
Frankfurt foi o destino seguinte e se Stutgart foi brilhante, que dizer do aufiderzin dos Bon Jovi ao público alemão? Lay your hands on me com uma introdução old school, Summertime mais uma vez com um We will Rock you na introdução ou Any other Day no início do encore (posição ideal para esta faixa já que começa bastante calma e vai ganhando força à medida que se aproxima do explosivo e solista final) foram alguns dos pontos altos. Mas pessoalmente este concerto teve um sabor especial. Uma fan Alemã que se encontrava atrás de mim disse-me antes do concerto começar que queria pedir o Miracle. Eu disse-lhe que seria impossível mas que deveria pedir o Blood Money já que a banda tinha interpretado a música nos States. Assim sugeri-lhe a frase "Blood Money would be a Miracle" que ela brilhantemente esculpiu num banner - em vez da palavra money desenhou uma nota de dollar, que deu um efeito espetacular ao banner. E foi ouvir o Jon de olhos fechados a interpretar o tema pedido por completo e no final ainda lançou um sorriso á minha amiga que logo se virou para mim e me disse "give me 5"... Esta história já de si seria boa, mas o que dizer quando depois de ter mostrado algumas vezes o meu banner que simplesmente dizia "Damned" ouvi um JBJ a cantar a capela um Because the night belongs to the lovers... Era o prenuncio de um momento tão pessoal que não saberei descrever: Era um Damned que me foi dedicado com um siorriso e com uma expressão de quem diz "Estás a ver, nós conseguimos tocar a música". Foi celestial a performence.. não sou eu, mas 50 mil outros que o comprovaram. Sem esquecer claro ver a nossa compatriota aos saltos no palco, enquanto o Jon olhava para ela, lhe estendia a mão de longe e lhe esboçava um sorriso - sim Sara foi para tí;). Os momentos da noite foram comprovados pelo set list já que nenhum dos requests se incluia nem sequer nos audibles. Para terminar este foi também o concerto em que foi tocado o Thee Days original com solo integral de guitarra e em que 2 músicas deste album se fizeram ouvir. Mais não poderiamos pedir....
Na recta final desta aventura foram os terrenos relvados de locais no meio do nada quer na Austria, quer em Dublin, que acolheram os últimos concertos. Na Aústria depois de um sol radioso foi apanhar com 15 minutos de uma tempestade de chuva grossa que me ensopou da cabeça aos pés. Quanto ao concerto destacaram-se Garadgeland, Complicated e I got the girl num concerto não muito longo mas que contou com mais uma preciosa rendição de Any other Day, sem o esplendor de outros palcos. Já em Dublin vimos um muito comunicativo Jon a falar pelos cotovelos com os presentes. Se surpresas não houvberam, não faltou conserteza espontaneadade com uma fan a agarrar-se ao Jon e não o largar. Nem os dois seguranças a conseguiam fazer largar o vocalista, que apenas o conseguiu quando calmamente olhou-a nos olhos e lhe deu um beijo de tirar a respiração. Só aí foi possível leva-la. O mesmo Jon não deixou de comentar dizendo que a trouxessem de volta e que conhecia as "crazy son of the b*******" das Irlandesas, pois era casado com uma. Mas nem só de coisas boas foi marcado este concerto na cidade preferida do Jon. A sua hay fever como referiu fe-lo tossir na maior parte do tempo que esteve em palco e quando se ausentava por certo que tomava algo para conseguir resistir. Teve até de usar um cachecol durante a maior parte do tempo para travar o frio que se fazia sentir. O melhor momento da noite foi mesmo o encore com um HALLELUJAH e um Always em claro esforço. Tal como em Barcelona levaram Bad Medicine para o fim do encore, mas ao invés do que aconteceu na capital da Catalunha, não conseguiram deixar o palco ao som da brilhate e sempre surpreendente interpretação da faixa que ficará para sempre associada à frase introdutória: "Is there a doctor in the house?". Foi vê-los falar de costas para o público a combinar o que tocar em seguida. Rockin all Over the World numa versão integral serviu para o apogeu de These Days na melhor intepretação do tema título do 6ª album de originais e que fechou com chave de ouro um dos concertos principais em terras do velho continente.
Muitos temas stamples haveriam a destacar, de um Born to be my Baby poderoso, a um Sleep que tem mais força do que em qualquer torné passada, um Blaze original com uma foça que hà muito não se via, ou um In These Arms em que o Jon vai aos lados do palco e que leva a todos à loucura - e que inclusivamente foi parcialmente cantado pelo Dave em Munich e Hamburgo (com um Jon sentado no chão à chinês a contemplar o seu "irmão"). Ou um It's my Life que atinge a cada noite um status cada vez maior. Quem sabe não será lembrado como outro Livin on a Prayer? Keep the Faith com Sympathy for the Devil, gritos selvagem sobre a jungle que está lá fora ou "apenas" com dois solos impressionantes presentiados pelo King of Swing que viaja de uma lado ao outro do palco revelando o seu talento a todos os que ainda podessem ter dúvidas sobre as suas capacidades. Ao Faith juntam-se Have A nice Day e Bad Medicine nos temas em que o cenário mais se eviencia e proporciona aos presentes uma experiência deslumbrante. E que dizer aos já famosos "It's Alright" de um Who Says you can't go home que já assumiu papel de hit mesmo aqui na Europa, onde o Country não é moda. As 3 faixas regulares do Lost Highway demonstram que é um disco que é demasiado intimista para os grandes palcos, mas que ainda assim possui momentos muito bons. Do whole lot of leaving salva-se a linha "....Do we got it anymore?" sempre com um coro de saudações como resposta. Lost Highway, o tema de abertura não é por certo o melhor para o efeito, mas a bridge permite uma expressão dramática, enquanto que We gotta goin on encaixa como uma luva no espetáculo. Outros temas já interpretados: Summertime, Any Other Day e I Love this Town têm sempre uma boa reação revelando-se coerentes. Last Night é um mid-tempo que não consegue sobressair num ambiente de estádio e de tanta festa. Por fim Make a Memory foi lentamente sendo substituida no set list por baladas de maior êxito e que encaixam melhor num ambiente de estádio como são Bed of Roses ou Always. A introdução ao concerto encontra-se muito bem feita, quer a nível sonoro como a nível de vídeo com a antecipação a ser levada ao rubro até à entrada dos músicos. Estes estão a 100% (no Richie então nota-se uma diferença brutal para a última torné). Ah e têm sempre que possível reagido ao nome Portugal quando vêm entre o público, quer através de sorrisos, saudações ou acenos.
"I've seen a million faces and I've rocked them all" é o moto para o tema que normalmente faz encerrar as luzes e leva toda a banda à boca do palco para agradecer mais um estonteante concerto. Muitos milhões se irão seguir se continuarem com esta entrega, dedicação e a fazer sonhar mais miúdos que crescem para se tornarem homens que perseguem os seus sonhos e os concretizam.....
Foi também especial pois provavelmente tive a pior posição num concerto "general admission" de sempre - aprox. 10ª fila - o lugar que provavelmente teria ocupado 13 anos antes se pudesse ter assistido ao seu 3º concerto em terras Lusas. Mas a emoção, essa superou tudo o que vivi até hoje. O alinhamento foi um greatest hist, como esperado, mas mais que isso, consistiu nas músicas que melhor estavam ensaiadas. Não houve nenhuma que não tivesse sido tocada repetidamente durante os últimos 26 anos. E porquê? Porque este era o concerto em que os presentes tinham de ser conquistados, os ouvintes da rádio tinham de sentir pena de não estarem lá, os que assistiam na TV deveriam também eles perceber porque os Bon Jovi são uma força da natureza capaz de arrebatar qualquer público. E assim foi...
Não houve espaço para raridades, haveria tempo para elas noutros palcos, neste apenas o melhor dos seus melhores. E era ver todos a saltar ao som de um Born to be my Baby, a cantarem em coro o refrão do You Give Love a Bad Name, a dançarem ao som de um Sleep When I'm Dead que incluiu pedaços de um lendário Start me Up ou de um muito actual Mercy, provando que esta banda tem conhecimento dos clássicos e que continua atenta às novas tendências do mercado. Raise your Hands foi um hino à participação de todos e com Runaway provaram que não esquecem as suas raízes.
E assim chegamos ao primeiro momento de extase da noite, quando os presentes já rendidos não resistiam aos apelos do lead singer, este atreveu-se a dizer: "I think you know this one", e foi ouvir como em mais nenhum lado do mundo uma multidão a gritar a balada suprema que foi um dos maiores êxitos dos anos 90. Interpretada sem qualquer mácula, com um solo adicional brilhante e um refrão final quase a capela. Aí senti pela primeira vez como aquela 10ª fila estava a dar os seus frutos, já que horas antes deixámos um presente à banda na qual se incluía uma nota onde entre outras coisas se podia ler: "If you want the audience to go crazy play Always". Sei que pode não ter sido factor determinante, mas estou certo que ajudou a que este tema fizesse parte do alinhamento. E a razão pela qual escolhemos esta e não outra música foi simples: sabiamos que havia uma hipotese real deste tema ficar de fora tal como ficou em tantos outros concertos pelo mundo fora, e mais do que qualquer outra raridade ou música pessoalmente favorita, sabiamos que este era o tema que teria mais impacto sobre a audiência e pelos vistos não nos enganámos.
O festival continuou com os momentos intensos que In These Arms e Blaze of Glory proporcionaram, mas depois veio o que seria o 2º êxtase do concerto: uma descida do palco para cumprimentar os fans que se aglumeraram junto ao corredor que ligava o palco à mesa de som. E foram bandeiras, cachecóis, tudo serviu para que o Jon exibisse a sua ligação ao nosso país. E como poderia levar o público ainda mais ao rubro? Até a música que estava a ser tocada parecia ser perfeita para tal entrega: "We gotta goin on", um tema explosivo que exige uma grtande participação do público.
Seguiram-se mais êxitos, sempre com uma participação estrondosa do público, e até o guitarrista Richie Samboa teve tempo de exibir os seus dotes vocais e talento na guitarra numa interpretação já bastante rodada da balada I'll be There for you que foi igualmente acarinhada pelo público. Ao show bizz juntaram-se igualmente momentos espontaneos como a de uma fan a correr pelo palco, tentando chegar ao Jon e que foi impedida pelos seguranças. No fim do main set chegou o maior êxito de sempre que não deixou ninguém indiferente: Livin on a Prayer, provavelmente ícone da cultura pop que já é um clássico indiscutível no mundo da música.
Com o encore veio o 3ª e último momento de extase (pessoalmente para mim e para a Anabela o momento maior da noite) um Jon Bon Jovi que vestiu a camisola da selecção das quinas e que nos fez sentir parte deste grande evento. É como se nos reconhecesse e nos desse de volta todo o esforço e dedicação que a esta banda dedicamos. E mais do que tudo, foi dar a este público maravilhoso uma razão para voltarem e sentirem que esta banda dá 100% tudo o que tem para conquistar a audiência. Foi assim ao som de um Saturday Night e de um Wanted que a banda se despediu, já sem mais tempo para tocar, mas com o tempo suficiente para agradecer o que foi aclamado por todos como uma grande noite de Rock and Roll. Para mim o 30º concerto da banda, 1º no meu país e com emoções fortes e à flor da pele.
Dias antes tinham menos energia, mas nem por isso menos vontade de supreender, em Gelsenkirchen quando integragram um Always a pedido dos fans presentes e improvisaram um We Will Rock you como introdução de uma das minhas favoritas do último album de originais: Summertime (e tão bem que sabe ouvir ao vivo num estádio este tema). Blood on Blood foi o terceiro grande momento deste primeiro concerto, e também o tema que encerraria mais um lendário concerto em Munique. Nesta cidade a sul da Alemanha é já tradição que os Bon Jovi brindem o estádio Olímpico com actuações fantásticas. E assim foi depois de um dia escaldante de calor, era sentir a chuva forte a cair e um Jon que brincava e encantava enquanto pela primeira vez interpretava um dos temas que marcará a torné: Mercy e o seus "yeah yeah yeahs". Ou até o céu se revoltasse quando Hey God foi interpretado com tamanha raiva e paixão. Era constatar que de cada vez que o concerto atingia um momento especial a chuva caía com ainda mais intensidade e sem qualquer medo a banda a enfrentasse e levasse os presentes a um estado de loucura colectiva que apenas alguns são capazes de criar. I Love this Town provou o carinho da banda pela cidade, apenas com a gafe de passarem o video vencedor de Gelsenkirchen - que incluia imagens do rival do Bayern de Munchen, Shalke 04. Twist and Shout foi outro dos momentos expontaneos da noite e já depois de todos os agradecimentos feitos, foi então o tema da fraternidade, blood on blood que encerrou um dos concertos que marca a torné Europeia dos rapazes de New Jersey.
A pouco dias do concerto em Portugal, um concerto curto, mas com inúmeras surpresas aconteceu em Leipzig: um These Days pela primeira vez interpretado pelo Jon nesta torné (mas ainda com um solo não de guitarra mas de violino), Wild in the Streets, Last Man Standing e Die for you destacaram-se. Já em Hamburgo foi a vez de mais um concerto brilhante: I Got the Girl num meddley com American Girl, Joey, Glory Days na juke box do Sleep, Livin in Sin ou um HALLELUJAH celestial, sem contar com mais uma brilhante interpretação de Hey God, Sat Night ou Die for you. A banda parecia estar on fire e todos pensámos que no dia seguinte em Stutgart seria apenas para picar o ponto. Enganámo-nos e bem, pois assistimos ao melhor concerto da torné no que diz respeito a set list e a comunhão fans banda: depois de um Bounce e de uma versão tocada na integra de Rockin all over the World foi ver o Jon a segredar a todos os músicos a surpresa da noite: Drift Away, cover que era stample em 86/87 mas que não era interpretada desde 1996. Ou o que dizer de um combo Livin in Sin, Wild is the Wind que deixou a todos sem folego? E pela segunda vez na torné, não resistiram e depois da despedida voltaram para um Any other Day que é sem dúvida um dos melhores temas do último registo discográfico e que serve na perfeição para aprersentar os músicos da banda. Mas falar de Stutgart é falar de um Jon Bon Jovi que durante o Livin on a Prayer fez aquilo que já não fazia desde 2000 e que já era impossivel na cabeça de todos: descer do palco e cumprimentar pessoalmente o centro da primeira fila. Inacreditável? Eu proprio não acreditaria se mo contassem, mas assim foi no dia 29 de Maio de 2008.
E depois do já comentado brilhante regresso depois de 13 anos a Portugal, foi ver muitos fans que viajaram até Barcelona a partir de muitos pontos da Europa assistirem a um concerto extremamente profissional em que se destacaram um Bed of Roses original, introduzido por uma interpretação acústica do Elvisiano I can't Help Falling in Love with you. Além dos greatest Hits da Bela Vista, foram adicionados temas para os fans como Hey God ou o sempre popular Capt Crash. Mas apesar de terem tocado mais tempo aqui do que em Portugal, por se tratar de um concerto em nome próprio e não de festival, notou-se que não houve a espontaneadade, o delírio e a magia que aconteceram na noite anterior.
Frankfurt foi o destino seguinte e se Stutgart foi brilhante, que dizer do aufiderzin dos Bon Jovi ao público alemão? Lay your hands on me com uma introdução old school, Summertime mais uma vez com um We will Rock you na introdução ou Any other Day no início do encore (posição ideal para esta faixa já que começa bastante calma e vai ganhando força à medida que se aproxima do explosivo e solista final) foram alguns dos pontos altos. Mas pessoalmente este concerto teve um sabor especial. Uma fan Alemã que se encontrava atrás de mim disse-me antes do concerto começar que queria pedir o Miracle. Eu disse-lhe que seria impossível mas que deveria pedir o Blood Money já que a banda tinha interpretado a música nos States. Assim sugeri-lhe a frase "Blood Money would be a Miracle" que ela brilhantemente esculpiu num banner - em vez da palavra money desenhou uma nota de dollar, que deu um efeito espetacular ao banner. E foi ouvir o Jon de olhos fechados a interpretar o tema pedido por completo e no final ainda lançou um sorriso á minha amiga que logo se virou para mim e me disse "give me 5"... Esta história já de si seria boa, mas o que dizer quando depois de ter mostrado algumas vezes o meu banner que simplesmente dizia "Damned" ouvi um JBJ a cantar a capela um Because the night belongs to the lovers... Era o prenuncio de um momento tão pessoal que não saberei descrever: Era um Damned que me foi dedicado com um siorriso e com uma expressão de quem diz "Estás a ver, nós conseguimos tocar a música". Foi celestial a performence.. não sou eu, mas 50 mil outros que o comprovaram. Sem esquecer claro ver a nossa compatriota aos saltos no palco, enquanto o Jon olhava para ela, lhe estendia a mão de longe e lhe esboçava um sorriso - sim Sara foi para tí;). Os momentos da noite foram comprovados pelo set list já que nenhum dos requests se incluia nem sequer nos audibles. Para terminar este foi também o concerto em que foi tocado o Thee Days original com solo integral de guitarra e em que 2 músicas deste album se fizeram ouvir. Mais não poderiamos pedir....
Na recta final desta aventura foram os terrenos relvados de locais no meio do nada quer na Austria, quer em Dublin, que acolheram os últimos concertos. Na Aústria depois de um sol radioso foi apanhar com 15 minutos de uma tempestade de chuva grossa que me ensopou da cabeça aos pés. Quanto ao concerto destacaram-se Garadgeland, Complicated e I got the girl num concerto não muito longo mas que contou com mais uma preciosa rendição de Any other Day, sem o esplendor de outros palcos. Já em Dublin vimos um muito comunicativo Jon a falar pelos cotovelos com os presentes. Se surpresas não houvberam, não faltou conserteza espontaneadade com uma fan a agarrar-se ao Jon e não o largar. Nem os dois seguranças a conseguiam fazer largar o vocalista, que apenas o conseguiu quando calmamente olhou-a nos olhos e lhe deu um beijo de tirar a respiração. Só aí foi possível leva-la. O mesmo Jon não deixou de comentar dizendo que a trouxessem de volta e que conhecia as "crazy son of the b*******" das Irlandesas, pois era casado com uma. Mas nem só de coisas boas foi marcado este concerto na cidade preferida do Jon. A sua hay fever como referiu fe-lo tossir na maior parte do tempo que esteve em palco e quando se ausentava por certo que tomava algo para conseguir resistir. Teve até de usar um cachecol durante a maior parte do tempo para travar o frio que se fazia sentir. O melhor momento da noite foi mesmo o encore com um HALLELUJAH e um Always em claro esforço. Tal como em Barcelona levaram Bad Medicine para o fim do encore, mas ao invés do que aconteceu na capital da Catalunha, não conseguiram deixar o palco ao som da brilhate e sempre surpreendente interpretação da faixa que ficará para sempre associada à frase introdutória: "Is there a doctor in the house?". Foi vê-los falar de costas para o público a combinar o que tocar em seguida. Rockin all Over the World numa versão integral serviu para o apogeu de These Days na melhor intepretação do tema título do 6ª album de originais e que fechou com chave de ouro um dos concertos principais em terras do velho continente.
Muitos temas stamples haveriam a destacar, de um Born to be my Baby poderoso, a um Sleep que tem mais força do que em qualquer torné passada, um Blaze original com uma foça que hà muito não se via, ou um In These Arms em que o Jon vai aos lados do palco e que leva a todos à loucura - e que inclusivamente foi parcialmente cantado pelo Dave em Munich e Hamburgo (com um Jon sentado no chão à chinês a contemplar o seu "irmão"). Ou um It's my Life que atinge a cada noite um status cada vez maior. Quem sabe não será lembrado como outro Livin on a Prayer? Keep the Faith com Sympathy for the Devil, gritos selvagem sobre a jungle que está lá fora ou "apenas" com dois solos impressionantes presentiados pelo King of Swing que viaja de uma lado ao outro do palco revelando o seu talento a todos os que ainda podessem ter dúvidas sobre as suas capacidades. Ao Faith juntam-se Have A nice Day e Bad Medicine nos temas em que o cenário mais se eviencia e proporciona aos presentes uma experiência deslumbrante. E que dizer aos já famosos "It's Alright" de um Who Says you can't go home que já assumiu papel de hit mesmo aqui na Europa, onde o Country não é moda. As 3 faixas regulares do Lost Highway demonstram que é um disco que é demasiado intimista para os grandes palcos, mas que ainda assim possui momentos muito bons. Do whole lot of leaving salva-se a linha "....Do we got it anymore?" sempre com um coro de saudações como resposta. Lost Highway, o tema de abertura não é por certo o melhor para o efeito, mas a bridge permite uma expressão dramática, enquanto que We gotta goin on encaixa como uma luva no espetáculo. Outros temas já interpretados: Summertime, Any Other Day e I Love this Town têm sempre uma boa reação revelando-se coerentes. Last Night é um mid-tempo que não consegue sobressair num ambiente de estádio e de tanta festa. Por fim Make a Memory foi lentamente sendo substituida no set list por baladas de maior êxito e que encaixam melhor num ambiente de estádio como são Bed of Roses ou Always. A introdução ao concerto encontra-se muito bem feita, quer a nível sonoro como a nível de vídeo com a antecipação a ser levada ao rubro até à entrada dos músicos. Estes estão a 100% (no Richie então nota-se uma diferença brutal para a última torné). Ah e têm sempre que possível reagido ao nome Portugal quando vêm entre o público, quer através de sorrisos, saudações ou acenos.
"I've seen a million faces and I've rocked them all" é o moto para o tema que normalmente faz encerrar as luzes e leva toda a banda à boca do palco para agradecer mais um estonteante concerto. Muitos milhões se irão seguir se continuarem com esta entrega, dedicação e a fazer sonhar mais miúdos que crescem para se tornarem homens que perseguem os seus sonhos e os concretizam.....
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