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14 outubro 2012

Richie Sambora@Berlim 13/10/2012

Depois de 14 anos como guitarrista dos Bon Jovi a tempo inteiro, 2012 viu o terceiro disco a solo de Richie Sambora ver a luz do dia. Com edição através da pequena editora independente Dangerbird, o compositor e músico de New Jersey fez-se à estrada e com uma banda de mais 5 elementos marcou 10 datas entre a Europa e a América do Norte.

Em Berlim, o quarto e penúltimo concerto em terras do velho continente, Sambora apresentou-se na sala de espectáculos Huxley, que apesar de não ter esgotado encontrava-se bem recheada com fãs do guitarrista oriundos de vários pontos da Alemanha e da própria Europa. Como banda de abertura surgiu um músico Irlandês que sozinho subiu ao palco e, munido de guitarra acústica e harmónica, entreteve a audiência durante 45 minutos. Apesar de muito comunicativo e das canções simples que apresentou, não foram muitos os que aderiram às diversas tentativas de interacção.

Pelas 21:15 ao som da intrução de The Resistence dos Muse, as luzes apagam-se e seis músicos entram em palco. Ao sinal do maestro, dá-se a erupção de som e Burn the Candle Down marca o início do concerto.

Acompanhados de uma produção na qual se destacam o jogo de luzes e vários ecrãs verticais no fundo do palco, nos quais são projectadas imagens de acordo com o tema interpretado, a banda concentra-se nas canções, demonstrando uma atitude simples de quem se quer divertir fazendo jams à volta das músicas.

A primeira hora de concerto é composta principalmente por temas do álbum Aftermath of the Lowdown, os quais ganham novos arranjos e solos extra de forma a exprimirem todo o talento dos músicos.
Every Road Leads Home to You surge em segundo lugar no alinhamento e  as vozes que se ouvem na plateia a ecoar o tema, demonstram que os fãs aprovam o single escolhido.


O primeiro tema a surgir que não pertence ao disco a ser promovido é Stranger in this Town, o qual é sublimemente interpretado, demonstrando as raízes blues do guitarrista.


Quanto ao novo material apresentado, Nowadays e Sugar Daddy servem de apoio para jams de solos improvisados, enquanto que Learning How to Fly (Broken Wing), Taking a Chance on the Wind ou Weathering the Storm permitem diminuir a velocidade, apostando na intensidade dos ambientes Soul , Country ou Classic Rock.


A primeira incursão pelo catálogo dos Bon Jovi é feita através da balada I'll be There for Uou, a qual é introduzida por um pequeno treixo de Hungry Heart de Bruce Springsteen, interpretado numa versão bastante lenta e somente à guitarra. Apesar dos fãs estarem acostumados a ver o guitarrista a tocar a balada, a verdade é que Richie se entrega a ela com uma grande intensidade, facto que se comprova pela expressividade facial do artista quando se encarrega de improvisar solos e pela constante interacção que acontece na parte final do tema, quando o público ecoa os coros finais e Richie se encarrega de improvisar a letra. Uma interpretação sublime com direito a dois regressos ao tema depois da audiência insistir com os coros finais.


Do segundo disco a solo, Undiscovered Soul, ouviu-se Hard Times Come Easy, que serve para mais um jam de improvisação e novas interacções com o público, e Fallen from Graceland, com direito a apresentação de cada um dos membros da banda e coros Soul no qual se destaca o guitarrista ritmo pela amplitude de notas que consegue chegar nos coros da música.


A balada acústica Shooting Star, original dos Bad Company, foi a principal surpresa do main set, transportando todos os presentes para o início dos anos 90 quando quer a solo, quer com os Bon Jovi, esta rendição do tema foi popularizada. You Can Always Get so High foi o ùltimo tema do novo disco a ouvir-se, provando a veia de Richie para baladas acústicas.


Para encerrar o main set, Richie escolheu Who Says You Can't Go Home dos Bon Jovi, numa versão que contou com algumas covers a meio e um diálogo de coros entre Sambora e a audiência nos refrões finais da música.


De volta para o primeiro encore, Richie trouxe o seu chapéu de cowboy e partiu para um solo introdutório popularizado nos concertos dos Bon Jovi dos anos 90, antes da cover Midnight Rider (outra viagem ao baú de memórias). Momentos estes que criaram a antecipação para o mais do que esperado Wanted Dead or Alive, no qual a audiência teve direito a cantar sozinha todo o primeiro verso, enquanto que o King of Swing se encarregou de dar alma ao resto do tema com uma das frases mais míticas do Rock n Roll, "I've seen a million faces and I've rocked them all". E de facto, foi o que aconteceu com mais uma audiência rendida.


Seguiu-se mais um jam, desta vez de temas dos Beatles, os quais permitiram a Richie prestar homenagem a uma das suas bandas de referência. Em seguida, a banda despediu-se, mas o público tratou de ecoar os coros se I'll be There For You até a banda voltar para uma longa interpretação de These Days, com direito a discurso introdutório e coros finais repetidos incessantemente. Mais uma despedida com alguma audiência a pensar que seria o fim, tal como acontecera nos concertos anteriores.


No entanto, a banda regressou para um terceiro e derradeiro encore. Richie começou por dizer que não tinha tido tempo para ensaiar o tema que tinha vindo a ser pedido pelos fãs: The Answer. O tema acústico do primeiro álbum foi interpretado sublimemente até à sua conclusão, quando Richie não se recordou das transições na guitarra. Depois de rir ainda tentou de novo com a ajuda do teclista terminar o tema, mas perante as dificuldades prometeu voltar a repetir o mesmo já devidamente ensaiado. Apesar do percalço no fim, este foi o momento da noite, já que demonstrou a espontaneidade e entrega do artista aos seus fãs. Para encerrar o concerto, foi entoada a versão acústica de Livin' on a Prayer com Richie a deixar a guitarra e, agarrando o microfone, desafiou o público a fazer harmonias num último refrão. Pouco depois deixou o palco, acenando alegremente enquanto a banda terminava o tema.


Mais do que um espectáculo de entretenimento, Richie Sambora e a sua banda de talentosos músicos, oferece em 2012, um concerto em formato jam session, em que mais do que se colarem aos originais, os músicos improvisam, mesmo que alterando letras ou certos arranjos.

Depois do concerto, dezenas de fãs dirigiram-se à saída do backstage fora do edifício, esperando Richie. Ouviram-se diversas interpretações de I'll Be There for You ou Seven Years Gone entoadas pelos fãs, acompanhados por guitarras acústicas. Passado algum tempo, foi o próprio manager de Richie que perguntou a um fã se ele queria a guitarra assinada pelo artista. Depois de levar duas guitarras e as trazer assinadas aos fãs, foi a vez da banda sair. Luke Ebbin, produtor do disco e músico de apoio na digressão, foi assediado pelos fãs, que lhe pediam para assinar os seus bilhetes do concerto. Quando Richie finalmente apareceu no topo das escadas que o conduziriam ao carro que se preparava para o levar, foi o delírio entre os fãs que o aplaudiram sem parar. Perante esta apoteose, Richie abriu os braços em sinal de agradecimento e com todo o seu carisma sorriu para a multidão. Desceu depois apressadamente e, entrando no carro, deixou o recinto. Depois de anos e anos a sair dos estádios surrareiramente com a sua banda de sempre, este foi sem dúvida um regresso à apoteóse do fim dos anos 80 e início dos anos 90, altura em que cenas como estas eram comuns. Não havia mais nada a fazer, a noite tinha chegado ao fim, mas o que ninguém pode negar é a grande noite de Rock vivida na cidade de Berlim por Richie Sambora e seus fãs no dia 13 de Outubro de 2012.

03 dezembro 2009

Europa, 2006
"I've seen a million faces, and I've Rocked them all......"

A aventura começou em Dusseldorf, acompahado por dois amigos. Foi um arranque estonteante em que podémos assistir à primeira interpretação em 10 anos do fenomenal Dry County. Outros destaques do Set list, por não serem músicas muito tocadas: joey, bells of freedom e i'd die for you.

Quanto a Linz, foi um pouco mais curto e com bastantes semelhanças com o concerto de dusseldorf, pelo menos no que diz respeito ao main set - dado que apenas trocaram o sympathy for the devil - no meio do Faith - pelo Shout - no meio do Medicine. No encore pudemos ouvir um excelente These Days e um energético older. A atmosfera deste concerto foi diferente já que foi o primeiro concerto ao ar livre. Notou-se nitidamente uma melhoria na disposicao do Richie, já que este a partir deste concerto começou a sorrir bastantes mais vezes.

Em koblenz realizou-se o 3º round. Nesta pequena cidade cheia de monumentos, os BJ deram o único concerto que não se encontrava esgotado até então, surpreendendo com uma versão totalmente cantada pelo jon do Wanted, assim como um Bouce electrizante, misunderstood a pedir muitos coros e um I wanna be loved que ao vivo soa bastante bem.

Dias mais tarde, em Dublin, mais um concerto cheio de emoções, em que o runaway foi introduzido com a historia do Time Machine, ao passo que o Garageland foi algo de completamente inesperado. O jon estava on fire, sempre muito comunicativo e no story of my life referiu vários países que se encontravam representados, com Portugal à cabeça. Sim ele estava a olhar, perdão, a sorrir mesmo para nos. Depois de o ter feito em Dusseldorf, foi a 2ª vez na torné que houve uma referência directa ao nosso pais, e em apenas 4 concertos.

Muita energia e uma vista espantosa de 80 mil pessoas fizeram deste concerto um momento mágico. O Bobby Bandiera acenou à comitiva Portuguesa e ao que parece vai ser um amigo de Portugal já que nos surpreendeu ao dizer "obrigado".

Em suma, a banda está no seu melhor com o Jon com uma voz bastante afinada, super comunicativo e sorridente ao máximo. O palco é exuberante e os músicos encontram-se em topo de forma.

Três dias por casa para recuperar o folgo e regressei à estrada. Ao contrário da 1ª etapa, em que realizei 4 concertos em 8 dias, desta vez teria 6 concertos em 10 dias, agrupados em grupos de 2 dias seguidos. Apesar do cansaço que a primeira leg me trouxe não pude descansar muito, e dia 23 parti para mais esta aventura.

Primeira paragem em Kassel, uma pequena cidadezinha no coração da alemanha, literalmente perdida no fim do mundo. Só para terem uma ideia a viagem de comboio demorou 5 horas e tive de mudar 2 vezes de comboio, apenas para realizar 200 kms.

No dia seguinte tive de percorrer mais 20 kms para chegar a um descampado em que a erva e a lama reinavam e os fans que esperavam na fila tentavam-se aconchegar nos carros que tinham levado. O frio tambem nos fez companhia nesse dia e com a fila a aumentar a cada hora chegou finalmente a hora do concerto.. Sobre este penas digo que foi mais curto que o habitual, mas bastante intenso. Com surpresas como o Raise your hands a abrir, o These Days no main set, o Garageland que apareeu pela 2ª vez e o Wild in the Streets que se extreou na Europa em 2006. Apesar do imenso frio e da lama que banhava todo o recinto a banda tratou-nos muito bem.

Após o concerto fui de boleia de carro até Nijmegen, a cerca de 300 kms a norte, já em terras da Holanda. Chegámos passava das 4 da madrugada, quando chovia intensamente e já cerca de 50 fans se encontravam na fila para o concerto. O dia passou rápido e num Parque imenso que me fez lembrar o concerto de Hyde Park, Londres em 2003, com mais de 60 mil pessoas para celebrar a música dos nossos rapazes. Foi um concerto memorável. Estrearam o Bed of Roses (versão acústica This Left Feels Right, TLFR), o I'll be There for u (também TLFR), o Welcome to Whatever you are e o Complicated para minha grande satisfação. O Sat. Night teve um interlude comovente com um discurso de 5 minutos em que o Jon se deixou levar pela emoção e gritou em plenos pulmoes "I'm Alive"... Sem palavras.

Depois de um dia de viagem para sul em direcção a Estugarda, tivemos oportunidade e assistir a um concerto bastante bom. Como o comboio passava mesmo ao lado do recinto era engraçado ver o Jon a dizer adeus aos passageiros. O momento alto em que todos os corações se derreteram deu-se quando depois de toda a banda se despedir o Jon e o Richie sozinhos voltaram com as suas guitarras acústicas e a pedido de fans que tinham banners a pedir a musica, entoaram o hino dos adolescentes, a música dos bailes de finalistas, a balada que tantos corações tocou: never say goodbye. Fenomenal......

Em direcção a Munique de carro já em pleno dia 28, podemos assistir de uma outra perspectiva ao espetaculo dos de New Jersey, já que fomos contemplados com a possibilidade de ir ao palco durante 3 músicas.

A vista era impressionante quer de trás do Pit, podendo ver todos os efeitos visuais que o palco possui, quer no palco, onde assistimos às interpretações das músicas In these Arms, Have a Nice Day e Who Says you can't Go Home, com o Jon e o Richie a irem cumprimentar as minhas compatriotas. O Tico e o Jeff reconheceram-me de outros concertos e o Richie também fez-me sinal. Foi extraordinário ver 75 mil pessoas a cantarem e a delirarem com a nossa banda em plena acção.

Mais tarde tentámos a nossa sorte e conseguimos de novo ir ao palco, desta vez durante o Bad Medicine, Raise Hands e Livin' on a Prayer. Sem palavras, o jon foi de novo cumprimentar-nos e desta vez olhou bem nos nossos olhos. Que mais podiamos querer? O chão tremia dos saltos que todos dávamos e a atmosfera não podia ser mais vibrante quando descemos.

Para o encore estavam resservadas os melhores momentos da noite: a surpresa da torné: dry county, um Keep The Faith durante o qual passaram imagens do jogo dos Philladelphia Soul, equipa da liga de salão de Futebol Americano de que o Jon é dono. Durante esta música o jon inclusivamente mandou a maracas para o ar e se esqueceu de cantar o 2º verso (momento hilariante), culminando o concerto com um final apoteótico ao som da melhor versão que alguma vez ouvi do hino These Days, prolongado para que todos os músicos fossem apresentados num tom de fade out para que o publico se apercebesse de que o fim tinha chegado.

Seguimos em direcção a Insbruck e ao frio dos Alpes. Para quem não sabe, esta pequena cidade fica num vale rodeado por grandes montanhas, e foi neste concerto que a neve nos pregou uma partida. O highlight do show foi mesmo o discurso do Jon durante o Story Of my Life: "Let's imagine it's summer time... girls with their bikini tops.... ice creams.... that's what New Jersey feels like this time of year" as palavras não são exactas mas foi extraordinário apercebermo-nos da intensidade com que o vocalista vive os concertos. Aliás o vocalista riu-se bastante para nós principalmente quando leu um banner muito a propósito que tinhamos feito a dizer: "Portugal: Sunny, 95º F! You don't wanna miss it next time" - 95 F corresponde a 35º C - e não foi o único, quer o Bobby quer o Hugh de certeza que desejaram vir até ao nosso solarento Portugal quando sorriram depois de o lerem também.

Apesar de um inicio bastante energético deste concerto, o mau tempo fez com que a banda não abrandasse o ritmo, não tocando mesmo a balada i'll be there for you, e acabasse o concerto com grande pressa. O próprio jon nem andou pelas catwalks e mal se dirigiu ás laterais do palco.

Mal o concerto acabou seguimos de carro sob a neve de uns Alpes que nos fizeram dizer Adeus à Austria e nos receberam já em terras Suiças. Em Berna as forças já eram poucas e foi depois de uma entrada 5 horas antes do concerto começar, que nos despedimos da banda por terras da europa continental. Desta vez fiquei na segunda fila entre o jon e o Bobby, com a banda a protagonizar um espetaculo bastante bom, sem grandes surpresas no entanto. Os momentos altos foram mesmo o Complicated e a emocionante performance do I'll be There for you. Não sei se era pela posição previligiáda que ocupava, mas pareceu-me a melhor interpretação do Sr Sambora deste clássico dos broken hearted. Com o Keep the Faith despediram-se e finalmente todo o cansaço veio ao de cima e as horas de sono que podemos usufruir no dia seguinte foram poucas para resuperar.

Depois de uma viagem com uma belissima paisagem de montanhas, lagos e pequenas aldeias numa Suiça perdida no tempo, chegámos a Geneve onde o avião nos esperava e 3 horas depois estávamos de regresso ao calor e ao Sol que tão bem caracterizam este nosso Pais.

"I've seen a milllion faces and rocked 'em all", nunca o tema Wanted fez tanto sentido. Depois de viajar noites seguidas de carro, comboio ou avião, esperar infindaveis horas para finalmente disfrutar cada uma daquelas 2 horas e meia de concerto. Foi sem duvida uma experiencia alucinante, em que nem sequer faltou uma mudança constante de clima, já que vimos sol, chuva, frio, neve e calor. Tudo nos aconteceu. Estes foram os dias em que não sabiamos se era domingo ou 4ª feira, se o mês estava no inicio ou a meio, se estávamos na Alemanha, Suica, Holanda ou Austria, já que o Alemão e o Holandes são línguas tão estranhas para nós. Um dia de cada vez, e noite apos noite algo mais forte que fazia-nos seguir em frente e percorrer os kms que faltavam até a cidade seguinte. Quer sozinho ou acompanhado, no meio de cidades perdidas no tempo ou em metropeles cosmopolitas, de norte a sul, ocidente a oriente, no cimo das montanhas ou na planicie. Na lama ou no alcatrão, num estádio ou no meio da cidade, "we don't know where they're going... we all know where they've been".
Estávams todos a seguir o sonho dos nossos "Last men standing"...

Uma semana de descanso e o UK serviu de anfitrião para a derradeira leg desta torné. Southampton foi um concerto que apanhei um escaldão, sim é verdade, em Inglaterra apanhei um escaldão. Pela primeira vez dormi à porta do estádio e consegui ter a minha melhor posicao: 1ª fila entre o Jon e o Richie.

Desta vez pude ouvir pela 1ª vez o Rockin' all over the world, e Jumpin' Jack Flash, este último no meio de um Sleep when I'm Dead muito divertido. O Dave cantou um verso do In These Arms e o Jon agradeceu muito e disse para nos prepararmos para as duas noites seguintes.

Depois do concerto, bem foi um stress tremendo, perdi-me na cidade a tentar encontrar o caminho para a estação de comboios, e só com uma estrelinha muito grande apanhei o comboio. A minha sorte não se ficou por aí, pois em londres o comboio para Milton Keynes partiu pelas 02:00, ao contrário da 01:30 marcada - diga-se que eu cheguei à estação pela 01:38. Pelas 4:30 já me encontrava em Keynes para encontrar a reforçada comitiva Lusa.

Depois de no dia 10 correr até Londres e voltar a MK para ir levantar o bilhetes do dia seguinte, e de uma enorme confusão na fila do concerto, fiquei numa 4/5 fila entre o Jon e o Hugh, para assistir à primeira de duas noites memoráveis. O inicio deu o mote e com raridades como The Boys are back in Town, I feel Good, Papa was a Rolling Stone, ou o inesperado Livin in Sin a emoção tomou conta de mais de 70 mil
pessoas. Mais do que as músicas, as interpretações foram fenomenais. Os gritos histéricos, aquele coro de vozes a cantar o Prayer, uma magia pura tomou conta do recinto. A interpretação do Sat Night foi brilhante com o coração do vocalista a dizer toda a verdade que a música transporta.

Depois de uma noite mal dormida e de muita confusão com a fila, o segundo espetáculo surpreendeu-nos por ter um Rockin in the Free World, Wild in the Streets, Always TLFR, Everyday, Bounce, These Days e, a favorita dos fans, Blood on Blood. O Faith teve como na 1ª noite em Dusseldorf uns gritos selvagens e um Simpathy for the Devil arrancado a ferros, já que o Hughey não se percebeu quando o Jon lhe fez sinal. E mais que tudo isto a interacção da comitva Portuguesa que estava na 2ª e 3ª fila, com o Jon a sorrir inumeras vezes para os diversos banners que tinhamos. Inclusivamente a fazer um OK com o dedo quando estendi o banner a dizer "I Believe", apesar de não chegarem a tocar a musica com esse título.

Dizendo adeus a maior parte dos Portugueses, partimos um grupo mais pequeno para o derradeiro concerto, no fim do mundo que dá pelo nome de Hull. E não há muito para dizer, excepto que o Jon estava de muito mau humor, que o concerto foi a dispachar e que todos ficaram irritadissimos com esse facto. Para mim e apesar de nao ter ficado contente, confesso que a musica Who says you cant go home deste concerto foi para mim um dos highlights desta torne. Como já referi, a letra ganhava um novo significado e sem me conseguir controlar foram as lagrimas escorridas pelo meu rosto, a voz solucante e o tremer do coração que me acompanharam durante esta canção.

"Been there done that,
i aint looking back,
it's been a long long road,
seems like i never left,
and so the story goes.

It doesn't matter where you are,
it doesn't matter where you go,
if it's a million miles away,
or just a mile up the road,
take it in,
take it with you when you go...."


E assim foi durante 1 mês. E agora era tempo de regressar a casa, apesar de sentir que aquele ambiente, aquela banda, aquela magia já se tornaram para mim uma lar também.

De volta a londres tive tempo de ver um Jon a andar sozinho na rua e a assenar-me com um sorriso. Apesar de não lhe ter dirigido a palavra é recomfortante saber que o nosso heroi sabe que existimos, quem somos, e nos presenteia com um gesto de simpatia.
Mais tarde os simpaticos Tico e Jeff também passaram por nós, com o 1º a assinar os nossos cds. Minutos depois, um Jon carrancudo deixou o hotel na companhia de varias pessoas nas quais se encontravam o Dave e o Hugh, tendo o Dave assinado a minha cópia do seu disco a solo "On a full moon". Depois disso só deu tempo de jantar, correr para o aeroporto, e finalmente descansar.

Hoje, ao escrever estas linhas, é dia 15 de Junho de 2006, 5ª feira, exactamente 11 anos sobre o concerto de Lisboa, que foi numa 5ª feira igualmente, e durante o qual um rapazinho de 12 anos estava colado ao radio a ouvir religiosamente a emissão da Antena 3, em que pedaços do concerto eram transmitidos. Esse rapazinho estava a descobrir a música, mas já tinha bem fincado no coração a banda que para sempre o consolou, o acompanhou, o fez crescer em emoções e em caracter. Esse rapazinho encontra-se hoje aqui, acabado de realizar o sonho de acompanhar a sua banda por terras do velho continente, e com a consciencia de que apesar desta demanda ter chegado ao fim, a aventura está apenas no início, pois o fogo que esta banda
transporta ilumina não só o caminho desse rapaz que se fez homem, mas de todos os que acreditam nos sonhos, os quais esta banda não se cansa de cantar.

Tal como o Jon diz:
"I don't say goodbye, I say goodnight my friends".....

20 julho 2008

Europa, 2008
Os primeiros 10 concertos

Há 13 anos um rapazinho estava colado ao rádio a ouvir os seus ídolos actuarem a 200 Kms de distância. Os seus sonhos eram incertos mas começava uma paixão que o levaria a sítios que jamais pensaria visitar. Há apenas alguns dias cumpriu o sonho de ver os seus heróis em solo da sua pátria. A cantarem hinos de gerações, a desfilarem marcos nas vidas de tanta gente, a esforçarem-se como se ainda nem tivessem um acordo discográfico para cativar um público que no final aplaude e se rende perante tanta entrega. Em Portugal no dia 31 de Maio de 2008, assim foi .

Foi também especial pois provavelmente tive a pior posição num concerto "general admission" de sempre - aprox. 10ª fila - o lugar que provavelmente teria ocupado 13 anos antes se pudesse ter assistido ao seu 3º concerto em terras Lusas. Mas a emoção, essa superou tudo o que vivi até hoje. O alinhamento foi um greatest hist, como esperado, mas mais que isso, consistiu nas músicas que melhor estavam ensaiadas. Não houve nenhuma que não tivesse sido tocada repetidamente durante os últimos 26 anos. E porquê? Porque este era o concerto em que os presentes tinham de ser conquistados, os ouvintes da rádio tinham de sentir pena de não estarem lá, os que assistiam na TV deveriam também eles perceber porque os Bon Jovi são uma força da natureza capaz de arrebatar qualquer público. E assim foi...

Não houve espaço para raridades, haveria tempo para elas noutros palcos, neste apenas o melhor dos seus melhores. E era ver todos a saltar ao som de um Born to be my Baby, a cantarem em coro o refrão do You Give Love a Bad Name, a dançarem ao som de um Sleep When I'm Dead que incluiu pedaços de um lendário Start me Up ou de um muito actual Mercy, provando que esta banda tem conhecimento dos clássicos e que continua atenta às novas tendências do mercado. Raise your Hands foi um hino à participação de todos e com Runaway provaram que não esquecem as suas raízes.

E assim chegamos ao primeiro momento de extase da noite, quando os presentes já rendidos não resistiam aos apelos do lead singer, este atreveu-se a dizer: "I think you know this one", e foi ouvir como em mais nenhum lado do mundo uma multidão a gritar a balada suprema que foi um dos maiores êxitos dos anos 90. Interpretada sem qualquer mácula, com um solo adicional brilhante e um refrão final quase a capela. Aí senti pela primeira vez como aquela 10ª fila estava a dar os seus frutos, já que horas antes deixámos um presente à banda na qual se incluía uma nota onde entre outras coisas se podia ler: "If you want the audience to go crazy play Always". Sei que pode não ter sido factor determinante, mas estou certo que ajudou a que este tema fizesse parte do alinhamento. E a razão pela qual escolhemos esta e não outra música foi simples: sabiamos que havia uma hipotese real deste tema ficar de fora tal como ficou em tantos outros concertos pelo mundo fora, e mais do que qualquer outra raridade ou música pessoalmente favorita, sabiamos que este era o tema que teria mais impacto sobre a audiência e pelos vistos não nos enganámos.

O festival continuou com os momentos intensos que In These Arms e Blaze of Glory proporcionaram, mas depois veio o que seria o 2º êxtase do concerto: uma descida do palco para cumprimentar os fans que se aglumeraram junto ao corredor que ligava o palco à mesa de som. E foram bandeiras, cachecóis, tudo serviu para que o Jon exibisse a sua ligação ao nosso país. E como poderia levar o público ainda mais ao rubro? Até a música que estava a ser tocada parecia ser perfeita para tal entrega: "We gotta goin on", um tema explosivo que exige uma grtande participação do público.

Seguiram-se mais êxitos, sempre com uma participação estrondosa do público, e até o guitarrista Richie Samboa teve tempo de exibir os seus dotes vocais e talento na guitarra numa interpretação já bastante rodada da balada I'll be There for you que foi igualmente acarinhada pelo público. Ao show bizz juntaram-se igualmente momentos espontaneos como a de uma fan a correr pelo palco, tentando chegar ao Jon e que foi impedida pelos seguranças. No fim do main set chegou o maior êxito de sempre que não deixou ninguém indiferente: Livin on a Prayer, provavelmente ícone da cultura pop que já é um clássico indiscutível no mundo da música.

Com o encore veio o 3ª e último momento de extase (pessoalmente para mim e para a Anabela o momento maior da noite) um Jon Bon Jovi que vestiu a camisola da selecção das quinas e que nos fez sentir parte deste grande evento. É como se nos reconhecesse e nos desse de volta todo o esforço e dedicação que a esta banda dedicamos. E mais do que tudo, foi dar a este público maravilhoso uma razão para voltarem e sentirem que esta banda dá 100% tudo o que tem para conquistar a audiência. Foi assim ao som de um Saturday Night e de um Wanted que a banda se despediu, já sem mais tempo para tocar, mas com o tempo suficiente para agradecer o que foi aclamado por todos como uma grande noite de Rock and Roll. Para mim o 30º concerto da banda, 1º no meu país e com emoções fortes e à flor da pele.


Dias antes tinham menos energia, mas nem por isso menos vontade de supreender, em Gelsenkirchen quando integragram um Always a pedido dos fans presentes e improvisaram um We Will Rock you como introdução de uma das minhas favoritas do último album de originais: Summertime (e tão bem que sabe ouvir ao vivo num estádio este tema). Blood on Blood foi o terceiro grande momento deste primeiro concerto, e também o tema que encerraria mais um lendário concerto em Munique. Nesta cidade a sul da Alemanha é já tradição que os Bon Jovi brindem o estádio Olímpico com actuações fantásticas. E assim foi depois de um dia escaldante de calor, era sentir a chuva forte a cair e um Jon que brincava e encantava enquanto pela primeira vez interpretava um dos temas que marcará a torné: Mercy e o seus "yeah yeah yeahs". Ou até o céu se revoltasse quando Hey God foi interpretado com tamanha raiva e paixão. Era constatar que de cada vez que o concerto atingia um momento especial a chuva caía com ainda mais intensidade e sem qualquer medo a banda a enfrentasse e levasse os presentes a um estado de loucura colectiva que apenas alguns são capazes de criar. I Love this Town provou o carinho da banda pela cidade, apenas com a gafe de passarem o video vencedor de Gelsenkirchen - que incluia imagens do rival do Bayern de Munchen, Shalke 04. Twist and Shout foi outro dos momentos expontaneos da noite e já depois de todos os agradecimentos feitos, foi então o tema da fraternidade, blood on blood que encerrou um dos concertos que marca a torné Europeia dos rapazes de New Jersey.


A pouco dias do concerto em Portugal, um concerto curto, mas com inúmeras surpresas aconteceu em Leipzig: um These Days pela primeira vez interpretado pelo Jon nesta torné (mas ainda com um solo não de guitarra mas de violino), Wild in the Streets, Last Man Standing e Die for you destacaram-se. Já em Hamburgo foi a vez de mais um concerto brilhante: I Got the Girl num meddley com American Girl, Joey, Glory Days na juke box do Sleep, Livin in Sin ou um HALLELUJAH celestial, sem contar com mais uma brilhante interpretação de Hey God, Sat Night ou Die for you. A banda parecia estar on fire e todos pensámos que no dia seguinte em Stutgart seria apenas para picar o ponto. Enganámo-nos e bem, pois assistimos ao melhor concerto da torné no que diz respeito a set list e a comunhão fans banda: depois de um Bounce e de uma versão tocada na integra de Rockin all over the World foi ver o Jon a segredar a todos os músicos a surpresa da noite: Drift Away, cover que era stample em 86/87 mas que não era interpretada desde 1996. Ou o que dizer de um combo Livin in Sin, Wild is the Wind que deixou a todos sem folego? E pela segunda vez na torné, não resistiram e depois da despedida voltaram para um Any other Day que é sem dúvida um dos melhores temas do último registo discográfico e que serve na perfeição para aprersentar os músicos da banda. Mas falar de Stutgart é falar de um Jon Bon Jovi que durante o Livin on a Prayer fez aquilo que já não fazia desde 2000 e que já era impossivel na cabeça de todos: descer do palco e cumprimentar pessoalmente o centro da primeira fila. Inacreditável? Eu proprio não acreditaria se mo contassem, mas assim foi no dia 29 de Maio de 2008.


E depois do já comentado brilhante regresso depois de 13 anos a Portugal, foi ver muitos fans que viajaram até Barcelona a partir de muitos pontos da Europa assistirem a um concerto extremamente profissional em que se destacaram um Bed of Roses original, introduzido por uma interpretação acústica do Elvisiano I can't Help Falling in Love with you. Além dos greatest Hits da Bela Vista, foram adicionados temas para os fans como Hey God ou o sempre popular Capt Crash. Mas apesar de terem tocado mais tempo aqui do que em Portugal, por se tratar de um concerto em nome próprio e não de festival, notou-se que não houve a espontaneadade, o delírio e a magia que aconteceram na noite anterior.

Frankfurt foi o destino seguinte e se Stutgart foi brilhante, que dizer do aufiderzin dos Bon Jovi ao público alemão? Lay your hands on me com uma introdução old school, Summertime mais uma vez com um We will Rock you na introdução ou Any other Day no início do encore (posição ideal para esta faixa já que começa bastante calma e vai ganhando força à medida que se aproxima do explosivo e solista final) foram alguns dos pontos altos. Mas pessoalmente este concerto teve um sabor especial. Uma fan Alemã que se encontrava atrás de mim disse-me antes do concerto começar que queria pedir o Miracle. Eu disse-lhe que seria impossível mas que deveria pedir o Blood Money já que a banda tinha interpretado a música nos States. Assim sugeri-lhe a frase "Blood Money would be a Miracle" que ela brilhantemente esculpiu num banner - em vez da palavra money desenhou uma nota de dollar, que deu um efeito espetacular ao banner. E foi ouvir o Jon de olhos fechados a interpretar o tema pedido por completo e no final ainda lançou um sorriso á minha amiga que logo se virou para mim e me disse "give me 5"... Esta história já de si seria boa, mas o que dizer quando depois de ter mostrado algumas vezes o meu banner que simplesmente dizia "Damned" ouvi um JBJ a cantar a capela um Because the night belongs to the lovers... Era o prenuncio de um momento tão pessoal que não saberei descrever: Era um Damned que me foi dedicado com um siorriso e com uma expressão de quem diz "Estás a ver, nós conseguimos tocar a música". Foi celestial a performence.. não sou eu, mas 50 mil outros que o comprovaram. Sem esquecer claro ver a nossa compatriota aos saltos no palco, enquanto o Jon olhava para ela, lhe estendia a mão de longe e lhe esboçava um sorriso - sim Sara foi para tí;). Os momentos da noite foram comprovados pelo set list já que nenhum dos requests se incluia nem sequer nos audibles. Para terminar este foi também o concerto em que foi tocado o Thee Days original com solo integral de guitarra e em que 2 músicas deste album se fizeram ouvir. Mais não poderiamos pedir....

Na recta final desta aventura foram os terrenos relvados de locais no meio do nada quer na Austria, quer em Dublin, que acolheram os últimos concertos. Na Aústria depois de um sol radioso foi apanhar com 15 minutos de uma tempestade de chuva grossa que me ensopou da cabeça aos pés. Quanto ao concerto destacaram-se Garadgeland, Complicated e I got the girl num concerto não muito longo mas que contou com mais uma preciosa rendição de Any other Day, sem o esplendor de outros palcos. Já em Dublin vimos um muito comunicativo Jon a falar pelos cotovelos com os presentes. Se surpresas não houvberam, não faltou conserteza espontaneadade com uma fan a agarrar-se ao Jon e não o largar. Nem os dois seguranças a conseguiam fazer largar o vocalista, que apenas o conseguiu quando calmamente olhou-a nos olhos e lhe deu um beijo de tirar a respiração. Só aí foi possível leva-la. O mesmo Jon não deixou de comentar dizendo que a trouxessem de volta e que conhecia as "crazy son of the b*******" das Irlandesas, pois era casado com uma. Mas nem só de coisas boas foi marcado este concerto na cidade preferida do Jon. A sua hay fever como referiu fe-lo tossir na maior parte do tempo que esteve em palco e quando se ausentava por certo que tomava algo para conseguir resistir. Teve até de usar um cachecol durante a maior parte do tempo para travar o frio que se fazia sentir. O melhor momento da noite foi mesmo o encore com um HALLELUJAH e um Always em claro esforço. Tal como em Barcelona levaram Bad Medicine para o fim do encore, mas ao invés do que aconteceu na capital da Catalunha, não conseguiram deixar o palco ao som da brilhate e sempre surpreendente interpretação da faixa que ficará para sempre associada à frase introdutória: "Is there a doctor in the house?". Foi vê-los falar de costas para o público a combinar o que tocar em seguida. Rockin all Over the World numa versão integral serviu para o apogeu de These Days na melhor intepretação do tema título do 6ª album de originais e que fechou com chave de ouro um dos concertos principais em terras do velho continente.

Muitos temas stamples haveriam a destacar, de um Born to be my Baby poderoso, a um Sleep que tem mais força do que em qualquer torné passada, um Blaze original com uma foça que hà muito não se via, ou um In These Arms em que o Jon vai aos lados do palco e que leva a todos à loucura - e que inclusivamente foi parcialmente cantado pelo Dave em Munich e Hamburgo (com um Jon sentado no chão à chinês a contemplar o seu "irmão"). Ou um It's my Life que atinge a cada noite um status cada vez maior. Quem sabe não será lembrado como outro Livin on a Prayer? Keep the Faith com Sympathy for the Devil, gritos selvagem sobre a jungle que está lá fora ou "apenas" com dois solos impressionantes presentiados pelo King of Swing que viaja de uma lado ao outro do palco revelando o seu talento a todos os que ainda podessem ter dúvidas sobre as suas capacidades. Ao Faith juntam-se Have A nice Day e Bad Medicine nos temas em que o cenário mais se eviencia e proporciona aos presentes uma experiência deslumbrante. E que dizer aos já famosos "It's Alright" de um Who Says you can't go home que já assumiu papel de hit mesmo aqui na Europa, onde o Country não é moda. As 3 faixas regulares do Lost Highway demonstram que é um disco que é demasiado intimista para os grandes palcos, mas que ainda assim possui momentos muito bons. Do whole lot of leaving salva-se a linha "....Do we got it anymore?" sempre com um coro de saudações como resposta. Lost Highway, o tema de abertura não é por certo o melhor para o efeito, mas a bridge permite uma expressão dramática, enquanto que We gotta goin on encaixa como uma luva no espetáculo. Outros temas já interpretados: Summertime, Any Other Day e I Love this Town têm sempre uma boa reação revelando-se coerentes. Last Night é um mid-tempo que não consegue sobressair num ambiente de estádio e de tanta festa. Por fim Make a Memory foi lentamente sendo substituida no set list por baladas de maior êxito e que encaixam melhor num ambiente de estádio como são Bed of Roses ou Always. A introdução ao concerto encontra-se muito bem feita, quer a nível sonoro como a nível de vídeo com a antecipação a ser levada ao rubro até à entrada dos músicos. Estes estão a 100% (no Richie então nota-se uma diferença brutal para a última torné). Ah e têm sempre que possível reagido ao nome Portugal quando vêm entre o público, quer através de sorrisos, saudações ou acenos.

"I've seen a million faces and I've rocked them all" é o moto para o tema que normalmente faz encerrar as luzes e leva toda a banda à boca do palco para agradecer mais um estonteante concerto. Muitos milhões se irão seguir se continuarem com esta entrega, dedicação e a fazer sonhar mais miúdos que crescem para se tornarem homens que perseguem os seus sonhos e os concretizam.....